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Não há pais nem filhos perfeitos

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25-11-2013 - 21:35
Aparentemente, todos sabem bem desta realidade e afirmam-na no seu quotidiano, o problema é quando se tem de reconhecer que, efectivamente, é uma verdade inquestionável e que temos mesmo de aprender a lidar com a imperfeição.
 
Desde que um ser humano chega ao mundo que, os olhares dos pais e demais familiares se concentram naquele pequeno ser como que pronto para surpreender positivamente toda a sociedade.
 
Se por um lado, é normal e muito correcto que uma criança cumpra o seu primeiro direito que é ser desejada pelos pais, por outro, há que ter em conta alguns aspectos essenciais.
 
Cada indivíduo é igual a si mesmo, ainda que, a maior parte das suas características se construam e desenvolvam em função do seu meio familiar e das oportunidades que lhe são oferecidas.
 
Pode afirmar-se que, uma boa parte do que somos, é o reflexo do que aprendemos e vivenciamos com os nossos pais, mas que a outra é o produto das nossas particularidades, capacidades, aptidões e a própria inteligência. Neste sentido, desde logo, sabemos que, se não existem pais perfeitos, como se pode esperar que os filhos o sejam?
 
Um aspecto é desejar um filho melhor do que os pais; mais evoluído, com mais oportunidades, saberes, afectos e daí por diante, pois cada geração traz forçosamente uma nova forma de estar que se espera sempre mais evoluída. Outro ponto é exigir que essa diferença se confunda com perfeição!
 
Não existe uma regra para a perfeição, existem sim aspectos mais poderosos que outros para ajudar a formar indivíduos melhores, o que é muito diferente.
 
Dizem os católicos que, Deus é perfeito e que na Terra não existe algo semelhante a tal estado superior. Os menos crentes, podem não acreditar neste modelo de orientação, mas, na maioria das vezes, esperam que os filhos sejam superiores aos demais e que surpreendam sempre pela positiva.
 
É fundamental reconhecer que, não existe forma de aprender sem errar, tal como o erro é um direito de quem aprende, pelo que, este aspecto deve sempre ser contemplado em qualquer processo educativo formal ou não formal. 
 
O mesmo se passa dentro das nossas famílias: corrigem-se comportamentos por que se desviam das normas e ideologias do grupo, sendo que, a cultura é um aspecto importantíssimo na educação dos sujeitos, no entanto, corrige-se um erro e, rapidamente surge outro e outro, por que é humano, por que educar exige dedicação e atenção e por que faz parte da própria natureza humana desafiar os limites; os seus, os dos outros e a natureza.
 
Assim sendo, a melhor forma de nos “pacificarmos” com a imperfeição dos nossos filhos, é simplesmente olharmos em consciência apara a nossa própria condição: a forma como chegamos aos nossos objectivos, as desistências e cedências que tivemos de fazer e as aprendizagens que nos acompanham ao longo do processo que se inicia no primeiro dia de vida. Não nos podemos esquecer, de forma alguma, que todos fomos crianças, adolescentes e que chegamos a adultos passando por diversas tentativas e erros, mas o que somos, é o produto do que construímos.
 
Recordar como foi o nosso processo de desenvolvimento é perceber que erramos, que fomos corrigidos, que sofremos, que fomos felizes, mas que fomos aprendendo um conjunto de saberes que depois se transmitem.
 
Ao mesmo tempo, é fundamental ter sempre em conta que, tal como não existem duas pessoas iguais, muito menos as gerações permanecem estáticas no tempo e no progresso, pelo que nada se repete e nada se pode prometer a uma sociedade em mudança constante a não ser dar sempre o nosso saber, da melhor forma que conseguimos.
 
Neste sentido, para além de termos de excluir a perfeição humana, temos igualmente de descartar a ideia de que, “no meu tempo é que era bom ou mau”, pois na maioria dos casos não existe comparação, mas sim diferença e, os pais têm de actualizar os seus valores, formas de estar e de pensar a partir do momento em que aceitam o desafio da parentalidade.
 
Ninguém pode educar com base no melhor que recebeu e descartar o pior e, dessa operação matemática obter um filho perfeito.
 
Muda-se, ajusta-se, aprende-se, reaprende-se para estar à altura dos desafios do novo tempo, não para construir um ser perfeito.
 
Tenhamos em conta que, nenhuma criança suportaria a ideia de ter de ser perfeita, tal como os pais, no fundo não conseguiriam conviver com um filho assim…
 
Não é por acaso que, são os filhos que mais envolvem a atenção dos pais, aqueles a quem os progenitores dão mais atenção… até parece esquisito querer um filho perfeito e depois apoiar ao extremo “aquele que nos parece menos próximo da perfeição”!
 
Visto bem, afinal a questão da perfeição é uma utopia, pois todos lutam por isso, mas ninguém a deseja!
 
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