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Namorar à distância

Namorar à distância
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23-01-2015 - 15:50
A distância não é, de forma alguma, o melhor ingrediente para o amor. Quem o afirma é mesmo quem já passou pela experiência de ver fazer as malas e de ter de assistir à partida daquele que se ama.
 
Para um destino mais ou menos distante, a partida não é agradável para os pares amorosos que rapidamente têm de reformular a sua rotina e alterar a forma como mantêm acesa a chama que os une, sem a presença física.
 
Se no passado a espera interminável por uma carta ou um telegrama acabava por ser o alento para manter uma relação, na actualidade, as novas tecnologias facilitam tudo menos a distância física e, quem sabe se não é o essencial para manter um relacionamento…
 
Há casais que sobrevivem à ausência do contacto físico e do conjunto de emoções que se trocam no encontro, enquanto que, outros não suportam a ideia da solidão e do afastamento da pessoa amada, acabando por substituir ou transferir o amor para outra pessoa. 
 
Ambos os cenários acontecem e, poucos conseguem assegurar que vão «resistir» à dor da separação, ainda que, no final das contas, mitos sejam os casos de sucesso.
 
Na posição de muitos psicólogos, existem vários problemas inerentes ao factor distância numa relação. O principal e, como já foi referido, passa pela ausência de contacto físico. 
Depois, a distância acaba por ser «um teste» à solidez da relação, pois são pedidas grandiosas provas a quem tem de viver diariamente a pensar na pessoa amada sem que se cruze o olhar, se toque, se ouça em presença e daí por diante. 
 
Ao mesmo tempo, o sentimento de carência acaba por confundir facilmente os sentimentos. 
 
Uma pessoa que está sozinha, torna-se naturalmente muito mais vulnerável a «tentações» uma vez que até, pela postura acaba por transmitir a sua solidão, o que rapidamente pode dar espaço à entrada de outras pessoas na sua vida. 
 
Mesmo «resistindo ás tentações», o sentimento de culpa dá lugar a uma traição não consolidada e, em muitos casos, esse acaba por ser o motivo para terminar um relacionamento, uma vez que, se pensa tanto na possibilidade de viver um momento afectivo com alguém, que se esquece a pessoa amada, que se criam possibilidades de troca nem que seja por pouco tempo e, acima de tudo, o pensamento concentra-se demasiado na pessoa que despertou a ideia de traição, que reduz o impacto de quem se ama.
 
Em muitas situações, essa dita «tentação», não é mais do que a carência, a necessidade do toque, do cheiro, da presença, mas por não ser bem interpretada por quem jurou fidelidade, pode acabar no fim de uma relação e no início de uma aventura.
 
Quem passou pela situação confidencia que, não passou mesmo de uma aventura, uma vez que, perante o contacto com a diferença e, quando se percebeu que, «não se tratava da pessoa amada», a traição já tinha ocorrido e já era tarde demais para voltar atrás, muito embora se desejasse esse retrocesso.
 
Muitos dos casais que passaram pela distância, garantem que não se recomenda e comparam-na à Casa dos Segredos, em que tudo é vivido intensamente, mas sempre com a sensação de ausência de quem se ama. É muitas vezes a procura do reencontro com a cumplicidade conquistada na relação com a pessoa amada que dá lugar à dita traição temporária.
 
Para muitos especialistas em comportamento humano, não existem «fórmulas secretas» para alimentar o amor à distância, mas o principal requisito é a construção afectiva anterior à separação. 
 
Depois «é fundamental que o casal saiba durante quanto tempo se vai separar, já que o tempo reduz a ansiedade e tranquiliza os sentimentos». Sabendo que na data marcada vai acontecer o encontro, é mais fácil lidar com a dor da separação. O mesmo se passa com a construção de um projecto conjunto.
 
«É fundamental que o casal defina um plano de vida para além de manter a relação à distância, pois é esse objectivo que vai suportar a ausência e permitir afastar as necessidades físicas. Com concentração nesses planos e sabendo aquilo com que se pode contar, torna-se mais fácil a dor da separação, mas para isso é preciso construir, é preciso namorar em presença, é fundamental que ambos se conheçam minimamente para evitar frustrações e desilusões num país novo».
 
A confiança mútua é outro alicerce essencial na posição dos especialistas, já que é mais fácil trair quando se sabe que o outro não confia, «quando já não há muito a perder, qualquer coisa vale».
 
No entanto, a maioria dos entendidos assegura que, uma distância muito prolongada não ajuda a alimentar o amor, afinal «olhos não vêm, coração não sente», mesmo que se mantenha o contacto diário, a necessidade física persiste e, muitas vezes, esse alimento permanente, ainda facilita mais a procura de contacto físico com outra pessoa, na medida em que «se está preenchido emocionalmente» só falta mesmo a sexualidade e, o plano físico pode ocorrer com qualquer pessoa que possa estar disponível para o momento. «é muito difícil manter o amor mesmo vendo a imagem, lendo mensagens ou ouvindo o outro pelo telefone. 
 
Depois de descomprimir nesse momento, os parceiros amorosos podem até ficar mais livres e disponíveis para outra pessoa. Por vezes, faz bem a saudade, a espera de um dia para ligar, para falar, já que as facilidades não alimentam o amor, mas sim a saudade, já o diziam os nossos antepassados!»
 
Indiscutivelmente, a «solução» passa mesmo por estar em conjunto nos bons e nos maus momentos, pois é isso que fortalece os relacionamentos e que, mesmo com impedimentos, é a prova de sobrevivência dos sentimentos. 
 
Para tal, é fundamental que se consolidem esses afectos antes de partir para esse desafio grandioso, pois caso contrário, em pouco tempo, o casal terá muitos mais problemas por resolver além de estar longe do país.
 
Uma nova cultura, novos hábitos, um novo estilo de vida requer basicamente, muita confiança e afecto na pessoa que nos acompanha na partida, pois é essa noção de unidade que vai fortalecer a relação e apoiar o casal nos momentos mais delicados, na saudade do país e da família, bem como nas dúvidas face à nova escolha.
 
Antes de fazer as malas, analise a sua vida, a sua relação e aquilo para que está preparado com realismo.
 
 
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