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Método que ensina a ultrapassar momentos difíceis

Método que ensina a ultrapassar momentos difíceis
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06-10-2015 - 14:46
A capacidade para ultrapassar os momentos negativos é típica de cada pessoa e, por norma, aceite pela própria, no entanto, existem estratégias que podem ajudar na tarefa e permitir alargar horizontes para as mais variadas formas de frustração.
 
Em linhas gerais, a frustração resulta de expetativas, sejam em relação a nós próprios, em relação aos outros ou resultantes das vivências, razão pela qual é imperioso ter em conta que, na maior parte dos casos, tem de ser o sujeito a aprender como se vai libertar dessas sensações negativas. 
 
Para os especialistas, não se pode descartar a importância dos outros na nossa vida, sobretudo porque o desabafo ajuda a encarar as situações de forma diferente; a recordar conquistas que não se conseguem incluir em estados de frustração, bem como a dividir de alguma forma, a carga negativa que se sente. Como as relações se baseiam em afetos, essa troca de energias permite libertar a negatividade e preencher um espaço vazio.
 
Tendo por base o método Cope With Frustration, é muito fácil desencadear sentimentos negativos quando os objetivos pessoais não são alcançados, bem como em situações que dependem do nosso empenho, vontade e capacidades.
 
Num primeiro ponto, o método alerta para a necessidade de analisar cautelosamente cada aspeto, já que, o encontro das falhas também reforça a conquista da autoestima e do bem-estar pessoal. Assim, estamos frustrados porque falhamos, porque os outros falharam, porque não se conseguiu chegar ao nosso objetivo, porque fomos impedidos ou porque não fomos capazes?
 
Detetado o “problema” será mais fácil encontrar a solução. Se não temos aptidão, devemos mudar alguma coisa, ter cuidado com os objetivos e traçar metas realistas. Desta forma, já estamos a afastar-nos da frustração através da conquista de alternativas.
 
Se acreditamos ter capacidade para esse objetivo, temos que analisar o que falhou para poder corrigir e melhorar.
 
Encontrados os estímulos que provocam a frustração, será muito mais fácil lidar com ela e ultrapassá-la.
 
A partir desse encontro das causas, é fundamental aprender a lidar com as suas potencialidades e limitações de forma a evitar que viva em estados de permanente apatia, revolta ou negatividade.
 
“Não podemos dar resposta a tudo o que gostaríamos, pelo que temos de selecionar aquilo que melhor se adequa ás nossas capacidades e limitações.” Neste sentido, aprender a analisar antes de iniciar um projeto é, por si só, uma forma inteligente de prevenir a frustração.
 
Segundo o método Cope With Frustration, esta base aplica-se a tudo na vida, seja o trabalho, as amizades, os objetivos, sonhos e daí por diante.
 
Parece complicada a tarefa de gerir a frustração nos relacionamentos porque os sentimentos dependem também dos outros, mas para este método, “é essencial perceber que, mesmo com os amigos e cônjuges é possível evitar a frustração através da análise da realidade. Se a ausência de mensagens de uma pessoa nos provoca frustração, devemos aceitar que a pessoa não corresponde a essa nossa expetativa.” O mesmo se passa no trabalho, “se o chefe continua a não reconhecer as nossas capacidades, temos duas atitudes, ou aceitamos esse facto ou ponderamos uma mudança, seja na nossa atitude ou de emprego.”
 
A forma mais positiva de lidar com a frustração é aprender a viver com ela. Saber que existe e ter como ponto assente que não a queremos tornar duradoura e destrutiva. Para tal, incluímos as mais variadas formas de superação através da análise dos acontecimentos e do encontro de alternativas. 
 
A conversa com os outros também ajuda muito a diluir os sentimentos negativos, mas para que tal aconteça, “é preciso sentir essa necessidade e saber com quem se vai estabelecer essa conversa, sob pena de agravar o estado negativo.”
 
Segundo os defensores deste método, “cabe a cada um a responsabilidade de se proteger e de recuperar forças após uma situação negativa, pelo que, a escolha dos amigos para o desabafo deve ser cautelosa, tal como os momentos e os temas abordados.” O mesmo se passa com as mais variadas situações de vida. “Devemos ter em conta que, apesar do grau de aproximação, nem todas as pessoas estão à altura daquilo que gostaríamos em alguns momentos de vida, razão pela qual nos cumpre dar algum espaço e respeito para connosco próprios. Depois, friamente procuramos o apoio de quem melhor se encaixa com o que estamos a sentir.” 
 
Em suma, “se todos lidássemos assim uns com os outros, aproveitaríamos melhor as potencialidades daqueles que nos rodeiam e as nossas.”
 
De forma interessante, este método mostra-nos como lidar com os problemas daqueles que se relacionam connosco.
 
“Se um amigo tem por hábito chegar atrasado, não o devemos incluir em situações que exijam essa pontualidade e criar alternativas.” O mesmo se passa com as suas catacterísticas: “não há melhor forma de respeitar o outro senão através do respeito pela sua personalidade e qualidades. Ser amigo implica ter esse conhecimento e reconhecimento, pelo que, não vamos convidar alguém para um momento em que possa estar completamente desfasado, pois a frustração será tão grande que poderá destruir a amizade.”
 
Prevenindo as situações, evitamos desencadear o estímulo provocador da frustração. Esta deve ser a base a seguir sempre que possível e nas mais variadas situações.
 
O método recomenda a prática de exercício físico como forma de libertação dos maus pensamentos e sensações, bem como para a recuperação do bem-estar, já que qualquer prática desportiva tem “o dom “ de nos fazer renascer e encarar as situações de outra forma.
 
Depois de encontrado o factor desencadeador da frustração, é essencial pensar muito bem naquilo que o faz “disparar” e provocar sensações negativas.
 
A dependência do telefone, a necessidade de fazer algo a uma determinada hora, de estar com alguém, de ir a um local podem enquadrar-se nesse tipo de frustrações quando não são correspondidas, pelo que, se deve evitar:
 
- Depender das tecnologias a ponto de não conseguir desligar o equipamento e a necessidade de receber as mensagens.
 
- Criar alternativas para as mudanças. Para deixar de fazer algo, temos de preencher a mente com uma situação nova: o desporto por exemplo.
 
- Analisar os motivos que podem levar a que uma determinada pessoa não corresponda ás nossas expetativas. Serão elas demasiado elevadas em relação ao outro? Haverá força suficiente para manter essa amizade? Os sentimentos são verdadeiros e correspondidos? É fundamental encontrar as suas respostas para não colocar sempre a culpa num lado. Desta forma, alarga-se a análise e percebe-se que algo está a funcionar mal. Corrige-se!
 
- Devemos ter em conta que, os sentimentos dos outros não são iguais aos nossos e que, ou manifestam de forma diferente, ou não correspondem ao que pensávamos, por isso é importante ver sempre o nosso lado, mas também o do outro, já que, muitas vezes, criamos uma realidade que não existe.
 
- Os sonhos e objetivos devem ser realistas e baseados em algo concreto, sob pena de arrastarmos uma frustração que não se percebe e que é muito prejudicial ao nosso equilíbrio.
 
- Há situações que lhe causam uma inexplicável agressividade? Mais uma vez terá de encontrar a causa. Muitas vezes são sentimentos acumulados e não esclarecidos, palavras que não se trocam pelo medo de ferir, de mostrar o que somos e que, de um momento para o outro, “saltam” como “balas” e com um efeito acrescido. 
 
Em muitos casos, a psicoterapia é a melhor solução para ajudar a resolver este problema, mas também há quem se aperceba do que se passa e consiga controlar as mais variadas situações em si mesmo.
 
Basicamente, lidar com a frustração implica ter coragem para ver o que está mal em nós mesmos e nas nossas relações com os outros.
 
 
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