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Maria Aliete Galhoz (Boliqueime)

Maria Aliete Galhoz (Boliqueime)
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12-10-2013 - 15:15
Maria Aliete Dores Galhoz, nasceu na freguesia de Boliqueime, concelho de Loulé, em 1929.
 
 
A sua vida foi dedicada à poesia, tendo sido também ensaísta e investigadora literária. 
 
Estudou em Lisboa e dedicou grande parte da sua vida ao ensino e à escrita. 
 
É Licenciada em Filologia Românica, com certificação passada pela Universidade de Lisboa. 
 
Na área da docência trabalhou cerca de dezanove anos enquanto professora do ensino secundário, onde para além do contacto humano, adquiriu um conjunto de saberes e de experiências pessoais e profissionais. 
 
O nome de Aliete Galhoz, está também ligada à investigação, sobretudo no INIC; Instituto Nacional de Investigação Científica, mas também a publicações. 
 
“Romanceiro Popular Português”, em dois volumes (vol. I, “Romances Tradicionais”de 1987; vol. II, “Romances Religiosos” e “Cantigas Narrativas”, datado de 1988), são alguns desses exemplos conhecidos do grande público a apreciados por muitos leitores. 
 
No âmbito da produção literária, Aliete Galhoz tem repartido a sua actividade entre o estudo da literatura popular, sobretudo de transmissão oral - portuguesa, brasileira e de expressão hispânica -, e os estudos sobre Mário de Sá Carneiro, Fernando Pessoa e o Orpheu. 
 
O seu nome está associado a nomes bem conhecidos da nossa literatura sobretudo porque deu um prefácio na reedição de Orpheu 1, de Orpheu 2 e de Céu em Fogo de Mário de Sá Carneiro. 
 
De salientar ainda que o seu vasto contributo à literatura portuguesa se estendeu à recolha e transcrição de textos da primeira versão impressa do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa. É ainda responsável pela organização, texto introdutório e notas de diversas edições brasileiras da Obra Poética de Fernando Pessoa. 
 
Em 1985 organizou uma antologia de Fernando Pessoa na colecção "Poetas" da editora Presença. 
 
O seu primeiro livro de poesia foi publicado em 1960 e tem o nome, “Poeta Pobre”. 
Na área da ficção, a primeira obra conheceu o título: “Não Choreis Meus Olhos” cuja publicação é datada de 1971. 
 
Aliete Galhoz está intimamente ligada ao estudo e à divulgação da obra de Fernando Pessoa tendo recebido algumas distinções também pela Casa Fernando Pessoa, pelo muito empenho, dedicação e os estudos que tanto ajudam a compreender a obra deste poeta sonhador que chegou a idealizar o impossível. 
 
Aliete Galhoz é investigadora no Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa, participou em encontros literários, seminários e colóquios, designadamente nas áreas dos estudos pessoanos e da literatura de transmissão oral e apresentou as suas comunicações. 
 
No seu currículo é também de enaltecer a vasta colaboração com ensaios críticos em actas de congressos e publicações periódicas como sendo, o Colóquio-Letras, Boletim de Filologia do Centro de Estudos Filológicos, O Tempo e o Modo, Nova Renascença, página literária do Diário de Notícias e suplemento "Cultura e Arte" de O Comércio do Porto. 
 
É membro da Associação Portuguesa de Escritores, da Sociedade da Língua Portuguesa, da Associação Internacional de Lusitanistas, da Associação Internacional de Críticos e da Associação Internacional de Literatura Comparada. 
 
Segundo Inês Pedrosa, Aliete Galhoz, “"tem a generosidade de continuar a ler e a acompanhar os trabalhos dos novos autores", facto que lhe deu o direito a receber uma homenagem e uma distinção na CFP. 
 
Eduardo Lourenço elogiou "o enorme contributo" do trabalho de Maria Aliete Galhoz "para o conhecimento da literatura portuguesa moderna" e declarou-se acompanhado de amigos, os que estão vivos e os que já morreram, que pertencem todos a uma espécie de "confraria invisível" de leitores e estudiosos da obra de Pessoa, que "foi o sonhador de todos os sonhos, mesmo os mais improváveis". 
 
Luiz Fagundes Duarte fala da poesia de Aliete Galhoz, "conjuga formas tradicionais de poesia popular com recursos imagéticos e discursivos próprios da poesia culta e refinada, o que tem como resultado a produção de um ritmo altamente melódico e até encantatório...". 
 
De sublinhar que, parte do espólio de Maria Aliete Galhoz encontra-se no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional. 
Maria Liete Galhoz é mais um emblema do Algarve que conquistou o reconhecimento no mundo. 
 
(Actualização:15-01-11)
 
 
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