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Je Suis Ilhéu/S.O.S Ria Formosa

Je Suis Ilhéu/S.O.S Ria Formosa
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25-06-2015 - 16:22
O Algarve Primeiro convidou o movimento Je Suis Ilhéu/S.O.S Ria Formosa a falar do seu percurso, da sua história, das acções que têm levado a cabo para fazer chegar a sua mensagem a quem de direito e dos sentimentos que os movem numa causa que tem ganho expressão em cada etapa.
 
Trabalham diariamente para fazer chegar mais longe a realidade dos ilhéus e para que se faça justiça quando se tomam decisões. Mostram ao mundo como nasceram, viveram e o que os torna unidos pela mesma luta.
 
Vestem a camisola “Je Suis Ilhéu” e acreditam que é possível preservar o paraíso que os acolheu e alimenta há décadas: a Ria Formosa.
 
 
Na primeira pessoa, Vanessa Morgado deu o mote:
 
Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos.
 
Era uma vez uma ilha onde fui feliz, onde ganhei o meu primeiro amor de Verão, onde mergulhei pela primeira vez durante a noite, onde fiz fogueiras com grupos de amigos que ficaram para vida, onde casei, onde a minha filha não nasceu porque não existia hospital.
 
Era uma vez uma ilha onde também vivi tristezas, para onde corria à procura de colo quando me sentia sozinha, onde passei Natais completamente isolada de tudo.
 
Era uma vez uma ilha onde existia sabedoria, onde os mais velhos contavam as histórias de tempos antigos, onde se apanhava peixe-rei, onde se ia ao “candeio” e ao “gambuzino”, onde se podiam fazer tantas coisas que faziam parte da nossa cultura e que em tempos não eram ilegais.
 
Era uma vez uma ilha onde o amor reinava, onde os de fora eram acarinhados como se sempre tivessem lá pertencido, onde as portas estavam abertas para todos, onde se faziam petiscos e assados nos quintais, onde os vizinhos se tornavam família.
 
Mas, um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Como era possível que todos os sentimentos se apressassem para sair da ilha? Eram tantas as vivências, tanta coisa a colocar no barco. De repente apareceu um sentimento que se chamava revolta, existiu a união e depois de muitas derrotas, a união fez a força e todos juntos saborearam o sentimento da vitória.
 
Vanessa Morgado prossegue…
 
“Era uma vez uma ilha, onde eram um por todos e todos por um, onde se lutou até ao fim e se venceu!”
 
E esta é a história que quero contar aos meus netos daqui a uns anos, porque esta ilha é a nossa ilha, não podemos deixar que nos tirem o que é nosso sem lutarmos. A decisão estava tomada: Vamos todos a Lisboa, dia 6 de Março, mostrar o nosso sentimento de revolta e quem sabe, se um dia não estaremos todos juntos num dos nossos quintais a contar uma história com final feliz aos mais novos.
 
Este foi um post que escrevi a 23 de Fevereiro. Na altura, penso que muito poucos acreditaram que era possível. O meu sonho nesse momento era criarmos a união como nunca tínhamos tido até aqui, mas sabendo eu a garra que sempre caracterizou as gentes da ilha até achei que não seria impossível de todo.
 
A primeira ideia que me ocorreu foi a criação das t-shirts com a frase que gerou controvérsia "Je Suis Ilhéu" nunca pensando eu que existisse tanta adesão e que, até os mais reticentes e que criticaram a decisão no momento, já andam com as camisolas vestidas.
 
É por isso que renovo o meu agradecimento à Lucy Mendonça e à Luzia Mendonça por não me terem deixado desistir da ideia e ajudarem-me a dar o pontapé de saída. Agradeço também ao Lezinho e à Rute Rodrigues dos Hangares que têm sido uns batalhadores e desde o primeiro momento acharam a ideia genial e motivaram-me a cada dia que passava, nascendo assim o tão famoso movimento “Je Suis Ilhéu".
 
Graças a isso já me chamam activista ao que respondo: “se for para defender a minha ilha serei activista até morrer.”
 
Quando abalámos para a Assembleia da República, para a primeira manifestação, já íamos bem munidos e cheios de ideias. Foi lá que conheci uma mulher, também ela cheia de coragem, nossa vizinha de outro núcleo e pela garra que mostrou tinha de fazer parte deste movimento, a Valéria Martins, que entra comigo e o Lezinho “naquelas loucuras de desespero” como foi o caso da invasão à CMFaro e o Sr. Bacalhau teve mesmo de nos ouvir.
 
Depois apareceram outros anjos, vizinhos do mesmo núcleo, e com a mesma vontade, a vontade de criar a união e de mostrar que podíamos fazer a diferença lutando por aquilo que achamos justo. 
 
João Soeiro, Ana Cristina Leal, Luís Leal, Sofia Vairinho, Alexandre Simões, Rui Ferreira e mais um que por razões pessoais não é possível aqui referenciar, quero dizer-vos que marcaram a minha vida, as horas que passamos a magicar o novo passo, a organizar eventos e todo o tipo de “loucuras” que se consiga imaginar são fantásticas e dão-me a mim e a todos a adrenalina necessária para não deixar morrer esta luta. Obrigada a ti Ricardo Pereira que tiveste a brilhante ideia de juntar este grupo (S.O.S) e a ti Sílvia Padinha por seres sempre a primeira a apoiar e a não boicotares os nossos sonhos.
 
Começamos por ser poucos a acreditar mas hoje, com muito orgulho, somos milhares e ontem mais uma vez provámos isso, a garra dos verdadeiros ilhéus ficou bem patente. 
 
Ontem protegemos a nossa ilha e com a ajuda de tanta gente mesmo aqueles que não conseguiram estar presentes não pararam de enviar mensagens e telefonemas (vocês são demais). As mulheres da Culatra então vieram a pé por cima do areal e aguentaram-se horas a fio, Carina e João da Culatra, Natasha Mestre da Culatra, Rute, Valéria, Patrícia Quintino, obrigada por aquilo que mostraram ontem. Ao pessoal dos Hangares, esses que vieram pela ria, todos vestidos de preto e lado a lado como que a formar um novo cordão humano e que ao longe pareciam uma verdadeira equipa de intervenção, obrigada (Rute, Ermelinda Delfina, Lena Hangares e todos os outros) Graças a todos vocês e a mais alguns, que peço desculpa de não me lembrar, hoje posso voltar a repetir...“Um dia estaremos todos juntos num dos nossos quintais a contar uma história com um final feliz..."
 
Pode dizer-se que a formação do movimento surgiu “com o sonho, um sonho que aos poucos se foi tornando realidade… O sonho de conseguirmos parar as demolições, de conseguirmos manter o nosso ‘ninho’ como sempre o conhecemos, o sonho de afastar os ‘maus’ que queriam destruir as nossas casas, destruir as nossas vivências e as nossas memórias.”
 
Carregada de emoção Vanessa Morgado recorda: “Lembro-me perfeitamente como se fosse hoje, e só de recordar até me dá arrepios na espinha, o dia que o meu pai me ligou a dizer que as cartas estavam a chegar e que teríamos até dia 24 de Abril para tirar todas as nossas memórias de dentro de casa. Quando do outro lado da linha o meu pai me disse que se lhe quisessem jogar a casa abaixo teria de ser com ele lá dentro, congelei, o sangue parou de me correr pelas veias e de imediato a minha resposta foi que não o vamos fazer, nem retirar um pano de cozinha, vamos lutar até ao fim até não termos mais forças.”
 
As nossas vidas pararam naquele momento, comecei a pensar o que seria daquelas pessoas, dos nossos vizinhos, de todos aqueles que sempre me conheceram e acarinharam, de pessoas que sempre viveram em cima daquela ilha e sabe-se lá com que sacrifícios construíram aquelas casas, sublinha Vanessa Morgado.
 
“Liguei ao Lezinho, meu padrinho porque assim o escolhi, e lá lhe fui dizendo ‘Estamos feitos, isto vai dar molho!’ E, a resposta foi semelhante igual à do meu pai ‘a mim só me tiram daqui se jogarem a casa abaixo comigo lá dentro’.
 
Olha que bonito pensei, vou ficar sem casa, órfã de pai, de padrinho e de vizinhos pois o pensamento era comum a todos…”
 
E foi isto que me deu a força, a força necessária para fazermos tudo o que temos feito até ao momento, não podia deixar que as pessoas “morressem” com as suas casas. 
 
Cheia de medo pensei o que poderíamos fazer, tínhamos de fazer algo! Sim, as pessoas estavam um pouco resignadas ao destino que lhes tinham dado, pois na praia de Faro as demolições já tinham começado e a população nada fizera, então naquela ilha enquanto uns iam passear à praia outros assistiam ao destruir das suas vidas sem que para isso nada conseguissem fazer sozinhos. 
 
Não gostei nada do que vi quando da primeira vez que acorremos ao apelo da Liliana (da praia de Faro) das poucas pessoas que encontrei foi a Luzia e a Joana também elas do meu núcleo. Meti logo na cabeça que na nossa ilha não poderia ser assim.
 
Até que tive a idiotice de fazer aquelas t-shirts do “Je Suis Ilhéu” afinal isto não era mais de que um acto de terrorismo que estavam a fazer às pessoas portanto em tudo poderia ser comparado ao massacre do Charlie Hebdo que tinha acontecido tempos antes em França e cujo acto desumano tinha emocionado o mundo. Tínhamos de chamar a atenção das pessoas para isto, tínhamos de contar o nosso lado da história, porque estas não eram as nossas casas de praia, eram as nossas vidas.
 
Fui apelidada de tanta coisa…“olhem-me esta maluca o que está a querer?!” “os outros não conseguiram e vocês vão conseguir porquê? isto não vai dar em nada!” e este era o tipo de comentários que tínhamos que ouvir na rua. Para a minha maluquice sabia que poderia contar com o Lezinho, pois é um louco como eu e estava desesperado como todos nós, mas tinha de falar com uma pessoa… a Sílvia Padinha, sabia que sem o apoio dela nada seria possível e tínhamos de ter os núcleos unidos para formar a muralha contra os males do exterior…
 
Depois de muita persistência lá consegui que me arranjassem o número e muito a medo lá lhe liguei, ainda me recordo da minha voz a tremer e a pensar “Por favor diz-me que concordas com as minhas ideias e que te juntas a nós”, do outro lado atendeu-me uma mulher amável e prestável e que a partir desse momento me tem dado tanto mesmo que às vezes nem perceba, pois dela tenho tirado o exemplo que com muita persistência tudo é possível e tudo se consegue.
 
Muito se conseguiu depois desse primeiro passo e muito se deve a todas as pessoas que se juntaram posteriormente, juntos criámos tanta coisa…eventos atrás de eventos, manifestações atrás de manifestações, começamos por ser um número tão pouco a acreditar que era possível e, neste momento já somos milhares. 
 
Conseguimos o nosso objectivo, divulgámos a nossa história todos de Norte a Sul já nos conhecem, numa das últimas viagens a Lisboa em que o Lezinho e o meu pai foram a um programa de televisão, o rapaz que estava nas portagens olhou para aqueles sete “marmelos” que estavam dentro da carrinha e perguntou-lhes “Vocês não são aqueles que estão a lutar pelas vossas casas?”, mas que orgulho tão grande que tive quando me contaram este episódio pois afinal tudo o que pensava concretizava-se e as manifestações afinal sempre surtiam efeito.
 
O objectivo estava a ser cumprido, as pessoas passaram a conhecer a nossa história e sabem que afinal não somos ilegais, estávamos a conseguir chegar a toda a gente menos ao governo e, sabíamos que já não podiam ouvir falar em nós. Quando começamos isto nunca pensei que tudo tomasse as proporções que tomou, temos conseguido vitória atrás de vitória e até chegamos ao governo…
 
Quando recebemos a chamada dando conta de que, o 1º Ministro estava disposto a dialogar com os representantes do movimento “Je Suis Ilhéu / SOS Ria Formosa”, não queríamos acreditar…
 
Nós que tínhamos apenas um pequeno sonho, que era o de criar a união e vencermos o monstro Polis iríamos ser recebidos pelo 1º Ministro, o mesmo que andou a fugir de nós aquando daquela manifestação em Vale Garrão. 
 
Nós que tanto pedimos o diálogo íamos ser ouvidos, o nervosismo estava à flor da pele. Mas, os moços da ilha lá andaram por meio de políticos e muitos seguranças e a verdade é que chegámos lá e depois do “embasbacar” do momento conseguimos quebrar o gelo e falamos tudo, tudo aquilo que nos lembramos e que achámos pertinente e o objectivo foi cumprido, a partir deste momento já ninguém terá a desculpa que não sabia ou não tinha conhecimento do caso, hoje toda a gente tem conhecimento deste terrorismo que se passa na Ria Formosa e se algo de grave acontecer alguém terá de ser responsável.
 
Este é um exemplo das pequenas conquistas que vamos somando, tal como a união cada vez maior de pessoas que se junta à nossa mensagem.
 
De forma alguma podemos pensar que esta batalha está ganha, mas a cada momento de luta que se vive, renova-se-nos a esperança de que é possível fazer algo em prol desse sonho.
 
Segundo descreveu Rui Ferreira, do movimento “Je Suis Ilhéu / SOS Ria Formosa” a centralização da comunicação e a plataforma SOS Ria Formosa foi mais um passo importante para todo o processo.
 
Era necessário criar uma plataforma dinâmica que centralizasse a informação que até aí se dispersava por perfis de facebook pessoais, não conseguindo fazer passar a nossa mensagem da melhor maneira. Era também importante que essa plataforma se generalizasse um pouco mais e que falasse também dos reais problemas da Ria Formosa, já que tudo estava interligado.
 
As casas não são nem de perto nem de longe o problema da Ria, havia muito mais coisas que tínhamos de denunciar.
 
Foi assim que surgiu o SOS Ria Formosa, algo que nos permitisse divulgar, denunciar e organizar a nossa comunicação de uma forma mais profissional e que conseguisse chegar mais longe. Foram elaborados diversos vídeos no canal do Youtube e inúmeros artigos de opinião, critica e denuncia no site principal, servindo o Facebook para partilhar esses vídeos e artigos bem como a partilha de tudo o que são noticias de orgãos de comunicação social relacionadas com a causa.
 
A associação dos dois conceitos foi praticamente imediata, depois de todos perceberem quem estava por detrás de cada lado da barricada, no fundo estávamos todos no mesmo barco e, apesar de as vidas de cada um terem seguido caminhos diferentes, quase todos nos interceptámos a determinadas alturas das nossas vivências nas ilhas, pelo que, não foi um encontro, mas sim um reencontro.
 
A partir dai, passámos a falar a uma só voz, a criar artigos de denúncia do que realmente se passa na Ria e a defender a nossa causa com uma eficácia muito superior. Não só a parte das demolições, como também da poluição, do assoreamento das barras, dos tratamentos desiguais para as mesmas situações, entre muitas outras coisas. A guerra mais premente era a de evitar as demolições a todo o custo, mas tudo o resto é ainda mais importante para a sobrevivência tanto das populações, como da própria Ria Formosa. Passámos a ser uma referência para muito do que se passava na Ria, passámos a ser vistos como um movimento sério de defesa das populações e contra a prepotência do nosso governo.
 
Sempre nos mantivemos à distância de partidarizações e de associações e movimentos semelhantes, mas sempre respeitando o papel dos partidos e das associações. Fomos ganhando fãs e simpatizantes em Portugal e no mundo o que nos foi permitindo chegar a mais pessoas e estamos totalmente convencidos que temos conseguido mudar muitas opiniões.
 
Recorremos a comparações com muita da construção que é e foi feita no Algarve e não só, não com o intuito de ir contra essas construções, mas para mostrar que não podemos ser tratados de maneira diferente de todos os outros, só porque não temos as mesmas armas (económicas e financeiras).
 
Muitas vezes não foi fácil resistir a tratar mal quem nos quer expulsar e tirar as nossas origens, mas tentamos sempre fazer um trabalho sério, respeitando os intervenientes mas nunca deixando de defender as nossas causas.
 
Este pequeno núcleo duro é quem decide o que publicar e como publicar. Quais os eventos mais eficazes e toda a organização que é necessária para os concretizar. Mas a nossa força é efectivamente podermos contar com os nossos seguidores, com os nossos apoiantes, com os ilhéus, eles é que nos dão a força para continuar esta luta difícil.
 
A comunicação social, tanto a nacional como principalmente a regional, e aqui englobamos muita da imprensa estrangeira que está implantada no Algarve, têm-nos ajudado muito. Têm sido uma enorme base de apoio tanto às iniciativas como à divulgação das nossas causas. A determinada altura conseguimos também que os meios nacionais se inteirassem da verdadeira situação, embora se tenha notado nalgumas situações um tratamento muito selectivo quanto ao problema...
 
O nosso grupo acabou por se tornar num aglutinador de informação e o facto de estarmos por dentro de tudo, faz com que sejamos a tal referência, até mesmo para a comunicação social que vê em nós muitas das vezes uma fonte de informação.
 
Tudo isto só é possível com uma grande vontade e organização e as operações de informação que temos conduzido têm sido bem demonstrativas da enorme união que existe à volta desta causa.
 
Nós temos simpatizantes espalhados por todas as áreas de intervenção da zona. Isso permite-nos saber tudo o que se passa, tanto do nosso lado como do lado contrário. Isso reflecte bem que há algo que não está bem, há algo que não faz sentido, pois se os argumentos fossem efectivamente válidos, não seria possível obter esta cumplicidade de todos os que nos têm ajudado.
 
Assim continuará a ser até à vitória final, até conseguirmos ter uma palavra a dizer no nosso futuro, até que alguém se digne de forma sincera a pensar a Ria Formosa como um todo e a ver as populações como uma solução e não um problema. Quando houver um governo que faça isso, terá todo o nosso apoio, não podemos fazer tudo sozinhos.
 
Quando as entidades responsáveis que sempre deixaram as ilhas num estado de quase abandono, não defendem as verdadeiras mais valias da Ria, pelo contrário quem o tem feito e defendido da melhor maneira que sabem e podem, as ilhas e a Ria Formosa são efectivamente os Ilhéus, pescadores e mariscadores.
 
São esses que têm mantido o mínimo de condições nas ilhas.
 
Quando sabemos que as intervenções que têm sido feitas para protecção da costa naquela zona têm sido “zero”, quando durante anos foi retirada areia da Ria deixando marcas para sempre na sua morfologia, quando tivemos até aos anos 90 exercícios militares numa enorme área da ilha da culatra com explosões que provocavam danos para a fauna e flora das ilhas, quando vemos construções autorizadas em cima de arribas e dentro de praias por todo o Algarve, quando a poluição da Ria é calamitosa e pouco se tem feito para resolver o problema, como podemos aceitar que queiram destruir as casas de quem está aqui há tanto tempo, antes ainda da constituição do parque natural, evocando questões ambientais?
 
 
 
Eventos organizados pelo grupo:
 
    6 de Março de 2015 - Primeira ida à Assembleia da República;
 
    14 de Março colocação de faixas nos núcleos do Farol e Hangares;
 
    15 de Março, deslocação à ilha deserta para o artigo "Ilha deserta - o crime vem sempre ao de cima" ;
 
    18 de Março - Manifestção Vale Garrão, quando o Primeiro Ministro Passos Coelho veio ao Algarve;
 
    19 de Março - Apelo para socorrer a Liliana Vairinhos na praia de Faro (dia em que lhe demoliram a casa) ;
 
    21 de Março- Recebemos a Jornalista do Algarve Resident, numa visita guiada por todos os núcleos e através da qual conseguimos mudar a opinião da comunidade estrangeira residente no Algarve;
 
    22 de Março - Reportagem para as jornalistas de Portalegre;
 
    24 de Março - protesto na CMF (dia em que acabámos por invadir o edifício);
 
    27 de Março - Recebemos no nosso núcleo e nos Hangares os actores e argumentistas do filme o Ninho;
 
    28 de Março - Marcha Lenta de Carros entre Olhão e Faro e que culminou com a homenagem à Liliana Vairinhos com a colocação da coroa de flores na praia de Faro;
 
    4 de Abril - Marcha lenta de barcos na Ria Formosa entre Faro e Olhão;
 
    10 de Abril - Segunda ida à Assembleia da República (quando fomos expulsos das galerias);
 
    16 de Abril - Tínhamos ido, mais uma vez, à assembleia de Faro tirar satisfações com o Presidente Rogério Bacalhau, pois aquando da invasão, tinha-nos prometido uma reunião com o ministro do ambiente;
 
    17 de Abril - Encontro com o deputado do parlamento europeu do PCP, no jardim dos pescadores;
 
    23 de Abril – Participação no programa da RTP Agora nós em Lisboa;
 
    25 de Abril - Cordão Humano no Molhe da Ilha do Farol;
 
    27 de Abril - tentativa, da polis, da tomada de posse das habitações no núcleo do Farol ;
 
    2 de Maio - Homenagem do SCO aos ilheus, entrada em campo com as nossas t-shirts (neste dia comparecemos em peso);
 
    2 de Maio - Encontro e Entrega da T-Shirt a António Costa em Faro;
 
    6 de Maio - segundo dia de tomada de posse no núcleo do Farol;
 
    6 de Maio - Presença na CMTV em Lisboa;
 
    7 de Maio - Reunião da CMF no núcleo dos Hangares;
 
    9 de Maio – Manifestação de protesto em Faro junto do Teatro das Figuras na Reunião do PSD Algarve e que culminou com a reunião com o Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho;
 
    10 de Maio - pela segunda vez fomos recebidos no estádio do olhanense para jogo com entrada em campo com as nossas T-Shirts;
 
    12 de Maio - Procissão das velas no núcleo dos Hangares;
 
    20 de Maio - Tomada de posse nos Hangares;
 
    28 de maio - Segundo dia de tomada de posse nos Hangares;
 
    18 de junho - Concerto de solidariedade.
 
Numa luta que se centra nos seus objectivos iniciais, importa conhecer os elementos do “Je Suis Ilhéu/SOS Ria Formosa:
 
Vanessa Morgado
 
João Soeiro
 
Ana Leal
 
Alexandre Simões (fotógrafo)
 
Rui Ferreira
 
(Apoio)
 
José Lézinho
 
Luís Leal
 
Sofia Vairinho
 
Rute
 
Valéria
 
Site: http://sos-ria-formosa.tumblr.com/
 
Facebook: https://www.facebook.com/SOSRiaFormosa
 
Youtube: https://www.youtube.com/c/SOSRiaFormosa-JeSuisIlheu
 
https://plus.google.com/+SOSRiaFormosa-JeSuisIlheu/
 
 
 
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