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Generosidade aumenta a longevidade

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04-11-2013 - 22:21
Há muito tempo que se defende a importância da generosidade e se condena a ganância.
 
Numa sociedade em que, cada vez mais as pessoas são consideradas “números” e onde os valores humanos tendem a confundir-se com “um dinheiro que paga tudo”, um estudo recente vem explicar a importância de dar e receber.
 
De uma forma simplista, o princípio assenta em reservar algumas das nossas qualidades humanas para beneficiar os outros; seja no apoio que se dá a alguém gratuitamente, seja na capacidade de oferecer algo a quem mais necessita.
 
Como consequência desse altruísmo, dizem os entendidos que, a própria vida “se encarrega” de recompensar as “boas acções”.
 
Cultivar este fundamento, traduz naturalmente construir uma sociedade mais solidária, mas também mais saudável a todos os níveis.
 
Ensinar a dar sem exigir nada em troca, afinal não é patético, mas sim uma forma de libertação de emoções e uma conquista de um enorme estado de bem-estar interior.
 
Pelo contrário, a arrogância continua a estar ligada à angústia, ao sofrimento, aos “pesos de consciência”e ao medo que provocam stress e que condicionam as nossas acções diárias, dando espaço a pessoas “mal humoradas”, ansiosas, instáveis, derrotadas por natureza e doentes com patologias muitas vezes inexplicáveis e de tratamento complexo.
 
Seria bem mais fácil compreender que, o ser humano se reveste de um conjunto de capacidades essenciais para o seu equilíbrio, constando desse leque, a bondade, a inteligência, a selecção, o amadurecimento e a consciência de que não se pode receber sem que se seja capaz de dar.
 
Ajudar os outros protege a saúde e aumenta a longevidade, é pois a conclusão de um trabalho científico realizado nos EUA nos últimos cinco anos.
 
A equipa de estudo constatou que, “aqueles que prestam apoio ao próximo têm menos probabilidade de morrer quando são confrontados com situações de stress, tendo mais facilidade em lidar com este tipo de episódios.”
 
A investigação conduzida pela Stony Brook University, a University at Buffalo e a Grand Valley State University, nos EUA, pretendia compreender se "prestar assistência aos outros provocava uma menor associação entre o stress e a mortalidade para quem ajuda", explica, em comunicado, Michael Poulin, o coordenador do estudo.
 
Com este objectivo, os investigadores analisaram as respostas de 846 indivíduos a inquéritos sobre episódios stressantes que tivessem experienciado no ano anterior, desde a descoberta de doenças graves a assaltos, situações de desemprego, dificuldades financeiras ou morte de um familiar.
 
Além disso, os inquiridos foram convidados a revelar o total de tempo que tinham gasto, nos últimos 12 meses, a ajudar amigos, vizinhos ou membros da família com quem não viviam, nomeadamente "oferecendo-lhes transporte, fazendo-lhes recados e compras, limpando-lhes a casa, tomando conta das crianças" ou completando outras tarefas.
 
Os inquiridos que mostraram um maior equilíbrio e bem-estar eram aqueles que incluíam no seu quotidiano um tempo para os outros, sentindo-se úteis no desempenho de tarefas por mais simples que fossem.
 
Esses mesmos indivíduos confessaram que, a vida lhes corria muito melhor quando ajudavam o próximo salientando que, “depois de praticar a minha boa acção diária, tive sempre a sensação de que era boa pessoa, que a vida me sorria e que seria capaz de me devolver de outra forma essa minha entrega, o que é uma complementaridade fantástica. Damos e recebemos num curto espaço de tempo e com sensações muito positivas”.
 
Por outro lado, o medo interior e a negatividade associada ao egoísmo de quem só olhava para si e para os seus interesses, mostrou que a arrogância por si só é um condicionalismo ao bem-estar e à felicidade, pelo que este grupo de pessoas não conseguia perspectivar a vida de uma forma livre e alegre, e acordava de manhã temendo o que lhe poderia acontecer.
 
Percebendo esta dimensão, ficou claro para os investigadores que, ajudar; dar um pouco do seu tempo e emoções aos outros, não é nem um disparate, nem uma prova de “burrice” quando se poderia estar a ganhar mais dinheiro, mas sim um elemento essencial para aumentar a longevidade, a aprendizagem, a maior consciência de si mesmo e o acesso a um estado de vida mais elaborado e feliz.
 
Mais palavras para quê? É mesmo altura de deixar que o coração alimente algumas das nossas acções, pois é na base dos sentimentos que se conquistam grandes objectivos e que se valida o direito de sonhar, pois ajudar traduz liberdade de escolha e capacidade de colocar a riqueza humana acima de banalidades.
 
Depois, existe a teoria de que, “colhemos aquilo que plantamos”, pelo que é muito difícil que uma pessoa generosa fique sem apoio quando precisa…
 
 
 
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