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Filhos: Castigos “modernos” ou “tradicionais”?

Filhos: Castigos “modernos” ou “tradicionais”?
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16-04-2015 - 10:48
Uma publicação recente no Daily Maik tentou responder a esta questão, sem incluir a ideia de que, nem sempre o castigo é o meio mais eficaz para resolver os problemas ou que o diálogo pode fazer “milagres” na educação através de acordos entre pais e filhos.
 
A mesma publicação centrou-se na “tese” de que os pais procuram nos castigos que receberam na infância, “a fonte de inspiração” para “colocar os filhos na linha” e, parece que dá resultados, mas nem sempre positivos!
 
Todos sabem a dificuldade que é educar uma criança e, muito mais, controlar comportamentos, por isso, já estamos a entrar num tema delicado. Mas quando se trata de “pôr na linha”, parece que tudo ganha mais expressão, senão vejamos os relatos dos inquiridos.
 
Muitos pais afirmam que, gritar ou bater pode ser a primeira coisa a passar-lhes pela cabeça, mas as provas dadas demonstram que, recorrer à violência não é, de todo, a melhor opção.
 
Ainda segundo o Daily Mail, a melhor forma de dar uma lição aos mais novos é envergonhá-los de tal como forma que sempre que pensem em repetir a “gracinha” se lembrem da vergonha pela qual passaram.
 
Outros pais, porém, optam por colocar os filhos responsáveis por duras tarefas domésticas, enquanto outros revelam que tirar-lhes os seus objetos ou brinquedos favoritos também é uma solução plausível.
 
Os castigos baseados em duras tarefas continuam a ser uma opção de muitos pais que, no final das contas, não sabem se resultou, pois os mais novos acabam por gostar do trabalho imposto. Uma mãe recorda com alguma graça que colocou a filha de castigo depois de receber as notas escolares. 
 
Para além de ter de fazer os trabalhos da escola, teria como atividade adicional cuidar do jardim uma hora por dia ao invés de jogar computador. 
 
O resultado foi surpreendente e acabou por não ser um castigo confidencia a mãe. “Ela adorou a atividade e até estava mais motivada para os trabalhos escolares. Já estou a pensar se a minha filha não terá falta de atenção e necessidade de participar mais nas tarefas domésticas”.
 
Outro dos castigos mencionados passa por obrigar os mais novos a escrever um texto em que reflitam sobre os seus atos. Além de os ajudar a pensar naquilo que fizeram, poderão recordar mais tarde os maus gestos que cometeram.
 
“Um dia, cheguei a casa e a minha mãe tinha tirado tudo do meu quarto. Incluindo almofadas e lençóis. Tive que me esforçar para conseguir reaver tudo. Uma coisa de cada vez” conta outro utilizador, que admite que começou a pensar duas vezes antes de fazer qualquer coisa.
 
Se os seus filhos passam o dia a discutir, então o castigo que se segue pode ser aquilo que precisava. “O meu irmão mais velho passava os dias a chatear-me. Um dia enervei-me, perdi a cabeça e decidi vingar-me. Para meu castigo, a minha mãe tirou-me o meu Game Boy e deu-o ao meu irmão durante duas semanas. Foi um verdadeiro tormento,” revela outro pai.
 
Há sempre quem recorra à “má palavra” e à crítica feroz para humilhar: “a partir de agora vais ter de aprender a sério e deixar de ser ‘isto ou aquilo’ sob pena de apanhares uma sova”, mas ditas duas ou três vezes, o resultado também deixa de ser assustador e eficaz.
 
Se já anda a perder a cabeça com as atitudes do seu filho e já não sabe como repreendê-lo, talvez possa começar a testar algumas das hipóteses anteriores. No entanto é sempre bom considerar estes pontos adicionais: o castigo perde a eficácia quando a criança não percebe a sua utilidade, quando permanece demasiado tempo no mesmo local e acaba por encontrar distrações alternativas ao castigo. Nestes casos, por norma, não só a mensagem se perdeu como a criança se divertiu com a punição.
 
Na posição de muitos entendidos, o castigo não pode ser nem irreal, muito menos demorado. Deve ter o tempo suficiente para que a criança perceba que errou e que tem de modificar o comportamento. Muitas vezes representa somente uma paragem face a um determinado comportamento, pelo que bastam alguns instantes. Uma dica passa por ajustar os minutos à idade da criança, ou seja, 4 anos equivale a 4 minutos de castigo e daí por diante. É de realçar que, numa criança dessa idade, esses escassos minutos de castigo parecem uma eternidade.
 
Depois, tendo em conta os “castigos modernos”, sabe-se que é muito mais eficaz repreender e fazer um apelo emocional; aquilo a que se designou acima por fazer passar uma vergonha pelo ato cometido do que qualquer tipo de violência ou trabalho forçado.
 
Uma outra dica assenta no fato de se corrigir o comportamento negativo no momento e falar mais seriamente sobre o assunto mais tarde quando pais e filhos já estão mais calmos.
 
Exigir algo em troca só é eficaz quando a educação se baseia nesse formato desde o início, pois caso contrário, a “medida” para a troca pode ser exagerada e, muitas vezes sem fundamento como se viu acima em alguns relatos de pais desesperados!
 
Apostar desde cedo na conversa, ajuda (e muito) a despertar para a consciência dos atos positivos e negativos. Ter o cuidado de reforçar os bons comportamentos e dizer claramente que houve um comportamento de que não se gostou é uma chave essencial para manter os filhos na linha, dizem os entendidos.
 
A maioria das crianças “sofre de falta de atenção”, pelo que quando os pais estão presentes na sua educação, o comportamento melhora significativamente..
 
Também é de anotar que, não se deve chamar nomes à criança ou jovem, muito menos atribuir rótulos do que quer que seja. Idealmente deve-se condenar o comportamento errado, mostrar que o pai/mãe ficou magoado ou triste, mas sem ofender quem está a aprender a ser um adulto saudável e equilibrado.
 
Optar por dizer, “não gostei nada desse comportamento. Assim fico triste contigo” em invés de “não fazes nada que preste, ou fazes sempre a mesma asneira e daí por diante”.
 
Em estado de desespero, muitos pais optam por recuar no tempo e tentar revitalizar os castigos de outrora, mas não se podem esquecer que as crianças de hoje não aceitam passivamente a “ingenuidade” de outros tempos! Mentes mais evoluídas exigem comportamentos à altura!
 
Não é por acaso que se torna desafiante educar em cada geração, é que os pais têm mesmo de ser os primeiros a dar o exemplo do comportamento que pretendem desenvolver nos filhos, pelo que são obrigados a evoluir e a acompanhar o progresso dos tempos, mas sabendo educar os filhos e “ficarem na linha”! 
 
 
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