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Férias fazem disparar divórcios

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17-08-2013 - 22:24
Segundo estudos apresentados pelo Instituto Português de Mediação Familiar (IPMF), quando uma relação não reúne as condições necessárias para prosseguir no tempo, as férias acabam por acelerar a separação.
 
De acordo com os especialistas, sobretudo na área da psicologia, no final das férias, os pedidos de divórcio aumentam cerca de 30%. 
 
Como principais razões para esta situação estão aspectos como, a falta de diálogo entre o casal, o tempo demasiado ocupado ao longo do ano e o preenchimento do tempo livre com actividades só do interesse de um dos parceiros, a pouca participação na vida doméstica e a desresponsabilização para com os filhos, a organização de férias e de programas em grupo, sendo que o casal raramente se confronta a sós e divide quer os problemas quotidianos, quer o prazer de estar com o outro. 
 
Nesta sequência, no período de férias, torna-se essencial que muitas destas rotinas e desculpas para evitar o outro se alterem, razão pela qual, o casal sufoca e não encontra compensações a não ser o desejo do fim das férias, da separação e da mudança de vida, pois o cônjuge passa a ser um inimigo e não a pessoa que se ama e com quem se deseja estar. 
 
Ao mesmo tempo, é durante o período de férias que muitos casais se apercebem de que realmente não se identificam com o outro e que, se durante o ano isso foi desvalorizado com o stress e as ocupações diárias, nesta fase, a situação acaba por ser incomportável. 
 
Posto isto, advém a necessidade de mudar de vida, de procurar outra pessoa ou de assumir uma relação paralela que também pode ser mantida, já que, quando as férias não são um prazer para ambos, dificilmente a relação está no bom caminho e deve ser repensada, sob pena de se perder o domínio do razoável. 
 
A sexóloga Maria do Céu dizia num programa televisivo em tempos que, um teste para avaliar o estado de conservação do casamento é interessante convidar o cônjuge para umas férias a dois, quando não é um prazer para ambos é um sinal de que a relação não está bem, pelo que deve ser repensada e acertada a melhor solução para ambos. 
 
Ao mesmo tempo, as férias são um momento de descompressão, de lazer e de fantasias que se deseja concretizar. 
 
Perante essa incapacidade de realizar os desejos que se construíram ao longo do ano, emerge uma revolta interior, sentimentos como a decepção, a projecção no outro pela falta de satisfação e sensações de recusa do parceiro ou da companheira em virtude da frustração que essa situação gera. 
 
Como sugestões, impõe-se a necessidade de construir a relação no dia-a-dia, de promover a convivência e o diálogo, a partilha dos desejos, a marcação das férias por ambos, bem como a criação de soluções para os problemas também em conjunto. 
 
Quando isto deixa de ser possível, a separação é mesmo inevitável e nem as equipas especializadas para a reconciliação conseguem inverter a situação, pelo que, a maior solução é sempre prevenir e proteger o casamento antes que ele passe por um cenário de crise irreparável. 
 
Registe-se que, apesar de não existirem dois relacionamentos iguais, é comum que os problemas sejam transversais e que estes truques se apliquem a muitos casais: 
 
- quando ambos os parceiros trabalham fora de casa e o tempo em conjunto é reduzido, deve haver um cuidado de ambos para manter o convívio diário, nem que seja após o sono das crianças; 
- os filhos não podem nem devem ser um impedimento no casal, para isso, é imperioso que o casal reserve um tempo para eles e um tempo para a relação; 
- deixar as crianças com alguém de confiança uma vez por semana, pode constituir um suporte para que o casal não perca o interesse em estar em conjunto, em se divertir e em desfrutar de momentos a dois; 
- nos fins-de-semana, o tempo também deve ser divido entre os filhos e no seio do casal; 
- os planos conjugais devem ser feitos ao longo do ano e não somente para e nas férias; 
- o tempo livre não deve ser totalmente preenchido com familiares e amigos, pois é fundamental que o casal se encontre depois de uma semana de trabalho e de muita ocupação; 
- a sexualidade deve ser privilegiada ao longo do ano e não uma exclusiva actividade de férias, sob pena de gerar expectativas acrescidas e mais falhas. 
 
É de salientar que, ao mesmo tempo, nem todos os casamentos têm uma solução à vista, seja pelas muitas ausências, pelas novas paixões que já se despertaram num ou em ambos, seja pela falta de objectivos comuns, de afectos ou pela conclusão de que a relação tem mais prejuízos do que benefícios, pelo que a solução passa mesmo pelo divórcio que acaba por ser o passo seguinte e, muitas vezes, a garantia de que os filhos vivem num ambiente mais agradável. 
 
Para finalizar, importa recordar que, o amor precisa de ser alimentado diariamente, por ambos e que os interesses devem respeitar as diferenças e as preferências de ambos os parceiros. É um erro desabafar com amigos ou familiares e deixar o parceiro sem compreender o que se passa, tal como a fuga é uma profunda falta de respeito pela relação. 
 
No caso da traição, desejavelmente esta deveria ser evitada com uma conversa franca e aberta que, muitas vezes pode inverter a situação de divórcio. Quando tal já não é possível, os filhos devem ser tidos em conta e respeitados após a separação. 
 
Se as férias podem revelar a saúde de uma relação, nada melhor do que apostar das mini-férias para avaliar o estado da relação de uma forma mais próxima, pois em estados extremos, nem sempre há muito a fazer. 
 
 
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