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Febre

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09-08-2013 - 16:33
Se no passado a febre era um problema grave e uma enorme preocupação para os pais e cuidadores, presentemente verifica-se que, a febre não é uma doença, mas sim um sintoma proveniente de algo que o organismo está a recuperar, razão pela qual devemos moderar o pânico ao ver a temperatura de adultos e, sobretudo das crianças.
 
Para facilitar a compreensão da febre, referimos que, a mesma pode surgir acompanhada de outros sintomas, nomeadamente arrepios, suor, náuseas, vómitos ou diarreia. De forma genérica, a febre não é considerada significativa abaixo dos 38ºC. 
 
Definida como uma elevação da temperatura corporal acima dos valores considerados normais, a febre surge como reacção resultante da “luta” do corpo contra certos males ou anomalias, como uma infecção. 
 
Ao mesmo tempo, a febre pode ser provocada por medicamentos, vacinas, traumatismos ou queimaduras, sendo que, o importante é tentar compreender a sua origem e controlar a temperatura para que não seja excessivamente elevada, o que raramente acontece. 
 
É de ter em conta que, a temperatura corporal depende de vários factores: do ritmo circadiano (ritmo biológico do corpo humano durante aproximadamente 24 horas), sendo mais baixa por volta das 4 horas e mais elevada por volta das 18 horas, da temperatura ambiente, do vestuário, da actividade física, de alterações emocionais e do local onde se faz a medição. 
 
Descrição: 
 
A criança ou o adulto com febre costuma estar apático, irritável e com menos apetite. Caso a subida de temperatura seja moderada, abaixo de 39°C, é importante beber muitos líquidos, usar roupa leve e repousar num ambiente com temperatura amena (cerca de 20ºC). Um banho com água tépida também ajuda a diminuir a febre, bem como tentar manter a calma dos cuidadores é um ponto importante para tranquilizar o paciente. 
 
Se a temperatura não baixar, pode-se administrar antipiréticos comuns, como o paracetamol ou ibuprofeno, em doses adequadas para a idade. No caso das crianças, é comum a aplicação de supositórios adequados à idade, sendo relevante tentar descobrir eventuais causas da febre, o que acontece com regularidade ao longo do crescimento. Em caso de dúvida, uma chamada para o médico assistente ou pediatra são sempre a melhor opção. 
 
A subida muito rápida da temperatura pode dar origem a convulsões, sobretudo entre os 6 meses e os 5 anos. Neste cenário, a criança treme com movimentos abruptos que podem envolver todo o corpo ou apenas um dos lados. 
 
Para evitar que se magoe, deve deitá-la sobre uma superfície plana, de lado, com uma almofada debaixo da cabeça, e afastar objectos que possam magoá-la e aplicar as medidas para a descida da temperatura como o banho tépido e/ou o supositório adequado à idade. É de referir que, actualmente existem disponíveis também xaropes com o mesmo efeito, pelo que basta proceder à sua compra sem receita médica em qualquer farmácia. 
 
Muitos dos episódios febris duram entre 1 e 3 dias e não têm complicações graves. Se a temperatura for demasiado elevada e persistir por mais de 3 dias mesmo a tomar medicação, deve consultar um médico de família ou o pediatra. 
 
Saber mais sobre a febre: 
 
A febre ou pirexia, consiste na elevação da temperatura do corpo humano para cima dos limites considerados normais (36 a 37,4 °C) faixa (range) que compreende 95% da população sadia. 
 
A regulação da temperatura é realizada pelo hipotálamo, sendo que as suas alterações podem ocorrer por diversos factores, sendo sempre de considerar cada caso isoladamente. 
 
Por detrás da febre podem estar: infecções, sequelas de lesão tecidual, inflamação, rejeição de enxerto, processo maligno ou outros. 
 
A febre não é uma doença e geralmente não necessita de uma intervenção urgente, já que é um sintoma que possui um papel de defesa orgânica. 
 
Funções: 
 
É uma reacção orgânica primitiva com múltiplas aplicações contra um mal comum, interpretada pela classe médica como um simples sinal. A reacção descrita como um aumento da temperatura corporal nos seres humanos para níveis até 37,5 °C Celsius chama-se estado febril; ao passar dessa temperatura, já pode ser caracterizado como febre e é um mecanismo adaptativo próprio dos seres vivos. 
 
A febre é uma reacção do corpo contra patógenos, pelo que, o mal-estar provocado pelo aumento da temperatura, não e mais do que uma manifestação do corpo para poupar energia e para que descanse, funcionando também através do maior trabalho realizado pelos linfócitos e macrófagos. Apesar da maior parte das febres ser causada por infecções, nem sempre a febre é um indicador de infecção. 
 
Mede-se tradicionalmente a temperatura corporal através da testa e pescoço (com a mão), da boca, da axila, da membrana timpânica ou do ânus (utilizando um termómetro, que pode ser electrónico ou não). 
 
As crianças são mais afectadas pela febre porque, para o seu organismo praticamente todos os vírus e bactérias são desconhecidos. Quando esses microorganismos invadem o corpo, há uma produção de prostaglandina. 
 
A febre geralmente ocorre em resposta a substância pirogênicas (o mais conhecido é a interleucina 1 a 6), que são secretados pelos macrófagos como resposta inflamatória. 
 
Essas substâncias pirogênicas agem proporcionando a libertação de prostaglandinas que actuam no centro termorregulador, o hipotálamo anterior, reconfigurando o set point da termorregulação para uma temperatura mais alta. Ao fazê-lo, evoca os mecanismos de aumento de temperatura do corpo, fazendo-o aumentar a temperatura a níveis acima do normal (níveis homeostásicos) 
 
O corpo tem várias técnicas para aumentar a temperatura: 
 
- tremores, que envolvem movimentos físicos e que produzem calor e, ao mesmo tempo facilitam a 
diminuição da perda de calor. O processo designa-se por vasoconstrição, ou seja, a diminuição do fluxo sanguíneo da pele, reduzindo a quantidade de calor perdido pelo corpo. 
 
A temperatura do corpo é mantida nesses níveis até que os efeitos dos pirógenos cessem. 
 
Tipos: 
 
A febre pode ser classificada como de baixa intensidade (37,5 a 38 °C), moderada (38 a 39 °C) ou alta (mais de 39 °C), dependendo de quanto a temperatura corpórea subiu. 
 
A febre pode ser benéfica, e é parte da resposta do corpo a uma doença; no entanto, se a febre for acima de 41,7 °C, então pode causar danos significativos aos neurónios, com risco de afectar a meninge e essa fase é chamada de hipertermia maligna. 
 
A alta temperatura causa a desnaturação de proteínas e enzimas, o que agrava o estado do paciente. 
 
A temperatura normalmente flutua ao longo do dia, e o mesmo se aplica à febre. Se esse padrão característico estiver ausente, a temperatura aumentada do corpo pode ser por causa de insolação, uma disfunção mais séria. A insolação é causada pelo excesso de exposição ao sol e desidratação. 
 
Tratamento: 
 
Embora a febre seja uma resposta imunológica própria do organismo contra algum mal, a medicina moderna chegou a desenvolver algumas drogas chamadas de antipiréticos que podem reduzir a febre a níveis tolerados. Os antipiréticos mais usados são o paracetamol, a dipirona, o ibuprofeno, cetoprofeno e ácido acetilsalicílico. 
 
É importante reter que, o organismo também possui formas de reduzir a febre que podem ser auxiliadas com banhos tépidos, toalhas mornas sobre a testa, redução da roupa e permanecer numa ambiente ameno ingerindo o máximo de líquidos possível para evitar a desidratação do corpo. 
 
Nota: Entenda este artigo como um ponto de partida para solicitar mais informações em caso de dúvida ou persistência dos sintomas. 
 
O médico é sempre quem melhor pode orientar em caso de recorrência ou de persistência dos sintomas acima descritos.
 
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