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Família: a chegada do segundo filho

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08-10-2013 - 22:10
A chegada de um segundo filho é sempre um momento muito entusiasmante para qualquer família e, ao mesmo tempo inquietante dadas as dúvidas face à preparação de todo o processo.
 
É natural que muitos pais não saibam muito bem como preparar o filho para a chegada de um irmão ou de uma irmã, sendo que os especialistas dão algumas dicas importantes que podem facilitar a relação entre os elementos da família.
 
Em primeiro lugar e, nunca é demais recordar que, são os pais quem devem decidir ter ou não outro filho, pelo que, a criança deve ser informada do nascimento de um irmão e não questionada se quer ter um irmão.
 
Este ponto é fundamental por dois motivos fundamentais: primeiro porque a segurança desse acto vai facilitar a relação entre irmãos; são os pais que decidiram e que sabem como lidar com a situação. Depois, os pais assumem a responsabilidade da opção: não vão ter um bebé porque o filho mais velho pediu, mas sim porque desejam a chegada de mais um elemento para a família.
 
Seguidamente, deve ter-se em consideração que apesar dos tempos difíceis em termos financeiros, um bebé merece ter objectos novos e não só o produto da “herança” do irmão mais velho.
 
É comum os pais passarem roupas, brinquedos e demais objectos para poupar e entende-se, mas é fundamental comprar artigos novos para o segundo filho, pois caso contrário pode existir uma tendência para descurar a individualidade do novo elemento da família, pode ocorrer alguma tentativa de procurar uma imitação dos filhos que têm de gostar do mesmo e ignorar que, tal como o primeiro filho recebeu um enxoval e muito brinquedos, o segundo tem os mesmos direitos sob pena de se começar logo um processo de diferenciação que, neste caso assenta num erro.
 
Depois, é importante que, os próprios familiares façam esse esforço e que não sintam que, como já deram “a um, o outro aproveita”, pois faz diminuir a importância do novo bebé na família.
 
O quarto dos filhos deve ser pensado desde logo, uma vez que, o tempo passa muito depressa e, o filho mais velho vai ter outro tipo de exigências só pelo facto de estar numa idade diferente, por isso, não passar dos seis anos a passagem para um quarto individual. Este aspecto é importante no início da escola e perante a necessidade de fazer os seus trabalhos e de ter um espaço de estudo. Depois na adolescência ainda mais se torna imperiosa essa actuação, pois os amigos e a necessidade de privacidade são acrescidas.
 
Talvez não seja por acaso que a taxa de natalidade apresente dados históricos no nosso país, é porque provavelmente os pais estão mais conscientes de uma vida moderna e de novas necessidades para os seus filhos, sobretudo, dar os mesmos direitos e oportunidades a ambos, o que não é de todo acessível a muitas famílias.
 
No que se refere à preparação para a chegada de um irmão, Penelope Leach, Psicóloga especializada em desenvolvimento infantil, adianta que, os pais não se devem preocupar em demasia com a reacção do filho mais velho, pois o nascimento de um bebé é uma emoção para os adultos; sentimento que os mais pequenos não compartilham, pelo que é natural que o irmão não se entusiasme muito com a ideia de ter mais um elemento na família, já que a relação se vai construir gradualmente e na prática.
 
“Não é por acaso que, os pais é que devem tomar a decisão de ter mais filhos…” sublinha a mesma especialista.
 
Para Penélope L, “as crianças são apenas obrigadas a aguentar, e não necessariamente a gostar da nova situação (e geralmente elas não gostam!), mas isso vai passar no tempo.” 
 
Há diversos casos de grávidas que observam que o filho mais velho já fica irritado só de ver a mãe a segurar algum outro bebé ao colo. Esta psicóloga alerta que, “é muito difícil admitir que o nosso filho tenha raiva e inveja do irmãozinho, mas na maioria das vezes. essa situação surge porque os pais não estão seguros da sua decisão e acabam por transferir essa inquietação para o filho”.
 
A situação resolve-se com uma atitude consciente e segura dos pais que se vai reflectir em comportamentos normais e menos “negativos” do filho, pois é uma situação que todos vão vivendo dia após dia como uma descoberta e não um arrependimento ou uma indecisão.
 
As crianças captam com muita facilidade as emoções dos pais, logo se sentirem esse medo interior, naturalmente vão também imitar e manifestar em comportamentos de raiva e irritabilidade.
 
O que se passa na criança é que pode ocorre a sensação de que um irmão vai surgir para compensar algo que falta na família, logo, a ideia de descarte do que já existe passa a ser uma constante.
 
Para minimizar esse sentimento, é fundamental que os pais mimem o filho e que lhe vai incutindo a ideia de que vai chegar um bebé a casa e que precisa do amor de todos; não para dar mais amor aos pais, para fazer companhia ou para receber todos os mimos e atenções.
 
Quando voltar do hospital, por exemplo, deixe que outra pessoa carregue o bebé para que os seus braços estejam livres para abraçar o filho mais velho. Peça-lhe ajuda para mudar as fraldas ou até para escolher a roupinha do bebé. É fundamental envolver o filho mais velho nas necessidades do bebé, já que essa é a melhor forma deles se conhecerem e de desenvolverem os seus sentimentos. 
 
O mais importante de tudo é que o estado emocional do seu filho esteja o melhor possível para lidar com a transição e isso conquista-se com amor, carinho, dedicação e explicando cada situação que vai surgindo. 
 
Será inevitável que tenha menos tempo para o filho mais velho logo nas primeiras semanas após o nascimento do bebé, pelo que, ele precisa de um "reforço" das outras relações. Quanto mais ficar com o pai, melhor. A casa dos avós também costuma ser um óptimo refúgio longe do bebé e com olhares de amor exclusivos. 
 
Cuidado para não exagerar na dose das mudanças, porque, acima de tudo, a rotina é um reflexo de tranquilidade para o seu filho. Mandá-lo, por exemplo, para uma creche nova poderá dar-lhe uma terrível sensação de abandono. O mesmo se passa com a mudança da cama. Procure fazer essa transição antes do nascimento do bebé para não dar a sensação de troca de um para o outro.
 
Como já frisamos acima, os brinquedos e objectos também devem ser pensados para manter a rotina do filho mais velho que naturalmente poderá querer algo do seu passado (brinquedos, chupeta, fralda) como forma de estar ao nível do bebé e chamar à atenção dos pais, e ao mesmo tempo, respeitar a presença do bebé com objectos novos.
 
O processo pode ser um pouco demorado e exigente para que funcione em pleno, mas é gratificante para os pais reconhecerem que o fizeram da melhor forma e que os irmãos vão desenvolver a sua própria relação no tempo e entre si, por isso, é também importante deixar o filho mais velho com o bebé e despertá-lo para uma realidade a dois.
 
 
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