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Existe o “casamento ideal”?

Existe o “casamento ideal”?
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13-06-2014 - 22:37
De acordo com alguns especialistas, não há qualquer hesitação em responder a esta questão, uma vez que, é afirmativa; é possível encontrar o casamento ideal.
 
Tendo por base alguns apontamentos de uma equipa de psicólogos brasileiros, “o casamento ideal é tão possível quanto a capacidade de cada um desenvolver o seu conceito de amor, de disponibilidade para a vida conjugal e de entrega ao outro”.
 
Neste sentido, “só encontra o casamento ideal quem efectivamente o quer encontrar, pois uma relação pautada pelo medo de amar, pela desconfiança, pela falta de tempo e de disponibilidade, certamente que se afasta do bem-estar e da harmonia familiar”.
 
Ao mesmo tempo, é preciso ter em conta que, “o conceito de ideal é relativo, na medida em que, o que se encaixa com uma personalidade, não faz qualquer sentido noutra e, esse é o grande problema das relações: imita-se, inveja-se, copia-se a vida dos outros, não se reserva tempo para analisar a nossa e, ambiciona-se o que os outros possuem sem compreender que, não há duas pessoas semelhantes, muito menos um conceito de felicidade satisfatório para pessoas distintas. A felicidade é uma conquista individual e não uma regra que se aplica a qualquer pessoa”.
 
No mesmo apontamento, os entendidos realçam que, “culturalmente ainda esta enraizada a ideia de que, o casamento é…, que o amor só existe se… que tudo tem que ter uma explicação, um princípio, um meio e um fim, ou seja, tenta-se explicar tudo, compreender e racionalizar sem compreender que, para além da razão, um relacionamento tem forçosamente que envolver afectos”.
 
Essa necessidade de explicar, esclarecer e comprovar se o casamento se encaixa nos padrões anteriores, é o principal obstáculo à felicidade, pois é impossível colocar duas pessoas num quadro e fazer corresponder os objectivos descritos por alguém. Um bom exemplo disso é a astrologia… Quantas pessoas estariam condenadas ao sofrimento amoroso se seguissem fielmente os opostos e os potenciais companheiros? Ou por outro lado, quantos casos de sucesso conjugal se encontram nas descrições astrológicas como felizes?
 
Claro que, quem quer ser feliz, começa logo por se despreocupar com esses pontos, pois centra-se nos sentimentos, em estabelecer laços, em conhecer-se melhor e descobrir o outro. Depois, preocupa-se com aspectos práticos da vida quotidiana, como sendo, a empatia, a cumplicidade, o prazer, as emoções, os objectivos de vida em comum e daí por diante. “Quem começa uma relação ao contrário, está logo a condenar os sentimentos a uma norma padrão escrita e justificada para alguns exemplos, mas não para o seu caso, realça o pesquisador do trabalho, Janvier K.
 
Um outro ponto igualmente relevante passa pela aceitação ou negação de sentimentos. “Facilmente uma pessoa sabe se encontrou um par que se encaixa nas suas características, mas para isso, tem de se conhecer minimamente”. Encontrado o equilíbrio, tem de se predispor para viver uma relação com o outro, pois caso contrário, em pouco tempo, ambos vão chegar à conclusão de que “não deu” e, claro que, começa a existir a noção de impossibilidade face ao casamento ideal.
 
O mesmo se passa com uma pessoa que teve a coragem de terminar dois ou três relacionamentos com o intuito de encontrar alguém mais à sua altura, pois afinal, ao longo da vida mudamos o conceito de amor, de felicidade e a própria forma de ver o mundo e as pessoas, e desejar o casamento ideal, pois não existe qualquer relação entre namorar mais e ter menos sorte no amor ou vice-versa, o que pode acontecer é encontrar mesmo uma pessoa mais ajustada à sua personalidade ou, pelo contrário, perder a disponibilidade para a vida amorosa. Qualquer uma das opções é aceite e válida, mas não compromete o encontro de uma relação feliz.
 
A noção de casamento ideal deve ser tão personalizada quanto as demais noções de ideal que temos e, “não partir do pressuposto de que não existe porque a perfeição não é real”. Note-se que não se está a falar da mesma coisa, pois uma pessoa encontra o casamento ideal quando se sente bem com a pessoa amada, quando gosta de estar com ela, quando conseguem reunir características e gostos comuns e fazer planos de vida; sejam eles quais forem, pois o essencial é sentir, é ter necessidade de estar com alguém e de trocar afectos, planos e vivências. Não existe qualquer relação entre o casamento ideal e a perfeição, pois o ideal é aquilo que faz parte dos sonhos de cada pessoa e, podem concretizar-se ao pulsar das suas capacidades e qualidades para encontrar esse estado com outra pessoa.
 
O amor é igualmente discutível, pois não existe uma forma de o explicar, mas sim de o sentir. Se uma pessoa se sente entusiasmada com o seu relacionamento, certamente que está feliz e que tem construído uma relação ideal para si.
 
É importante “habituarmo-nos a particularizar os sentimentos e a nossa vida. A intimidade não pode ser nem deve ser alvo de uma análise colectiva, a menos que surjam problemas, violência e necessidade de pedir ajuda. Caso contrário, cada pessoa deve viver os seus sentimentos e o prazer com quem ama, pois é mesmo dessa forma que se reforçam os laços e se acrescenta a cumplicidade. Algo que se torna “público” acaba por perder a essência e o valor. O mesmo se passa com a relação propriamente dita, “não temos de gritar ao mundo que somos felizes e que temos um casamento ideal, pois rapidamente todas as pessoas vão espalhar veneno na sua felicidade! Temos sim de nos habituar a viver as emoções”.
 
É muito comum na adolescência “contar aos amigos o que se fez e o que se pretende fazer, mas a magia da idade adulta é precisamente o sigilo; a necessidade de realização nas quatro paredes e a capacidade de guardar um segredo com quem se ama, com quem se divide a vida e os planos. Ao divulgarmos os nossos afectos, estamos a colocá-los à consideração de quem os analisa de fora e com a sua personalidade. Qual é o objectivo disso? Pedir um conselho para o qual temos resposta? Captar a atenção dos amigos com os assuntos pessoais?
 
Os investigadores reforçam a ideia de que, “ainda se vive muito esta cultura de divisão de problemas com os amigos, sobretudo entre as amigas, quando a privacidade é a maior conquista da idade adulta e deve ser entendida como tal. Enquanto se pensar e agir assim, todos serão cúmplices da nossa vida e, provavelmente temos a explicação para a banalização afectiva a que assistimos nos nossos dias. Antigamente, tudo se fechava demasiado e havia mais sofrimento que felicidade, presentemente, nem temos uma coisa nem outra. Temos assunto para conversar em grupo e desconhecimento do que é a vida conjugal e o mundo dos afectos”.
 
Ter um relacionamento ideal começa precisamente na mudança de atitude, na coragem de olhar para o outro e de deixar sentir o que nos envolve e, ao mesmo tempo, receber o que o outro tem para nos oferecer. A partir desse “click”, tudo será mais fácil, pois quem descobre o amor, sabe muito bem como articular os demais ingredientes no dia-a-dia para o acrescentar, é como que um toque de magia ou de intuição.
 
Ivone Romeira
 
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