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Esquizofrenia

Esquizofrenia
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12-06-2014 - 23:17
É uma doença mental grave que se caracteriza classicamente por uma combinação de sintomas, entre os quais de destacam as alterações do pensamento, as alucinações (sobretudo auditivas), os delírios e as perturbações a nível emocional com perda de contacto com a realidade, podendo causar um disfuncionamento social crónico.
 
A esquizofrenia é actualmente encarada não como uma doença única mas sim como um grupo de patologias, atingindo todas as classes sociais e grupos humanos, pelo que é um erro tentar marginalizar os doentes mentais e evitar procurar as formas sempre mais actualizadas de tratamento. 
 
A prevalência da esquizofrenia é de cerca de 1% da população mundial, manifestando-se habitualmente entre os 15 e os 25 anos, nos homens e nas mulheres, podendo igualmente ocorrer na infância ou na meia-idade. 
 
Sintomas: 
 
A esquizofrenia é uma doença funcional do cérebro que se caracteriza essencialmente por uma fragmentação da estrutura básica dos processos de pensamento, acompanhada pela dificuldade em estabelecer a distinção entre as experiências internas e externas. 
 
Embora primariamente seja uma doença que afecta os processos cognitivos (de conhecimento), os seus efeitos manifestam-se também no comportamento e nas emoções. Assim, os sintomas da esquizofrenia não são os mesmos de indivíduo para indivíduo, podendo aparecer de forma insidiosa e gradual ou, pelo contrário, manifestar-se de forma explosiva e instantânea. 
 
Para melhor compreender a sintomatologia, importa dividir estes sintomas em duas grandes categorias: as positivas e as negativas. 
 
Relativamente aos sintomas positivos, estes estão presentes com maior visibilidade na fase aguda da doença e apresentam-se como perturbações mentais num registo fora do habitual, facto que é perceptível através de com como sendo, os delírios — ideias delirantes, pensamentos irreais, “ideias individuais do doente que não são partilhadas por um grande grupo, por exemplo, um indivíduo que acha que está a ser perseguido pela polícia secreta, e acha que é o responsável pelas guerras do mundo; as alucinações, percepções irreais – ouvir, ver, saborear, cheirar ou sentir algo irreal, sendo mais frequente as alucinações auditivo-visuais; pensamento e discurso desorganizado, elaborar frases sem qualquer sentido ou inventar palavras; alterações do comportamento, ansiedade, impulsos e agressividade. 
 
Quanto aos sintomas negativos, estes são o reflexo da diminuição de capacidades mentais, que se expressam através da falta de motivação, de emoções, um discurso desconexo e pouco entusiasmado e perturbações no pensamento manifestadas em situações sociais. 
 
Entre outros destaca-se também o isolamento, a apatia, a indiferença emocional ou a pobreza de ideias. 
 
Importa salientar que estes sintomas não são rigorosos, nem extensíveis a todos os doentes, nem têm um carácter irreversível, já que há doentes que vivem com alguma normalidade, a doença pode ter maior ou menor incidência, consoante os ciclos de recidivas e remissões. 
 
Note-se que, os primeiros sintomas desta doença são o isolamento, o afastamento e a necessidade de estar só, facto que muitos adolescentes manifestam e que, na maioria das vezes, é interpretado como um factor normal da sua idade, pelo que poderá passar despercebido para os pais e educadores. 
 
As causas: 
 
Sabe-se actualmente que não existe uma única causa, mas sim várias que concorrem entre si para o seu aparecimento, sendo muitas as teorias que surgiram para explicar esta doença: 
 
Teoria genética: 
 
A teoria genética admite que vários genes podem estar envolvidos, contribuindo em articulação com os factores ambientais para o eclodir da doença. Sabe-se que a probabilidade de um indivíduo vir a sofrer de esquizofrenia aumenta se houver um caso desta doença na família. 
 
Teoria neurobiológica: 
 
As teorias neurobiológicas defendem que a esquizofrenia é causada por alterações bioquímicas e estruturais do cérebro, em especial com uma disfunção dopaminérgica, embora alterações noutros neurotransmissores estejam também envolvidas. 
 
A maioria dos neurolépticos (antipsicóticos) actua precisamente nos receptores da dopamina no cérebro, reduzindo a produção endógena deste neurotransmissor. Exactamente por isso, alguns sintomas característicos da esquizofrenia podem ser desencadeados por fármacos que aumentam a actividade dopaminérgica (ex: anfetaminas). 
 
Teoria psicanalítica: 
 
As teorias psicanalíticas (ou de relação precoce) têm como base a teoria freudiana da psicanálise, e remetem para a fase oral do desenvolvimento psicológico, na qual “a ausência de gratificação verbal ou da relação inicial entre mãe e bebé conduz igualmente as personalidades desinteressadas (ou indiferentes) no estabelecimento das relações. A ausência de relações interpessoais satisfatórias estaria assim na origem da esquizofrenia. 
 
Tratamento: 
 
Os métodos e os resultados de tratamento são variáveis de pessoa para pessoa e consoante o estado da doença, pelo que existem casos em que há uma recuperação total e outros que têm recorrências com ou sem piora do funcionamento ou apresentam um agravamento progressivo. 
 
O tratamento é desenvolvido após um diagnóstico psiquiátrico e deve ser acompanhado pelo mesmo e por um técnico de psicologia. Geralmente, a medicação regulada e vigiada pelos profissionais de saúde competentes, são o único método conhecido e eficaz até aos nossos dias.
 
 
 
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