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Escola: o que não se deve dizer/fazer aos filhos

Escola: o que não se deve dizer/fazer aos filhos
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21-06-2016 - 13:12
Terminado o ano lectivo, é tempo de balanço e de reflectir acerca do que se pode fazer mais e melhor no ano seguinte.
 
Na posição de muitos especialistas, está é uma altura de muitas tensões, de ansiedade e em que muitas famílias se concentram nas férias sem muito bem saber o que fazer com os resultados escolares dos filhos.
 
Os que conseguiram passar o ano, “merecem tudo nestas férias”, os que reprovaram, “têm limites em tudo”, será esta a posição mais correcta a adoptar?
 
Em primeiro lugar, é preciso ter em conta o verdadeiro significado da escola. Por muito que se afirme que “é obrigação” das crianças ter sucesso escolar, já que “é o seu trabalho; a sua função”, na prática, os mais novos devem entender o processo ensino/aprendizagem como um contributo para o seu bem-estar e felicidade. Quer isto dizer que, os pais devem transmitir aos filhos a ideia de que o conhecimento é uma forma de liberdade, a construção da autonomia e um prazer.
 
Estudar é descobrir o mundo, é perceber como podemos fazer parte dele e como nos podemos proteger, pelo que não faz qualquer sentido “massacrar” os mais novos com a ideia de que o estudo é uma oportunidade de trabalho (quando no contexto actual desperta tantas dúvidas) ou mesmo um motivo de prémio quando se alcançam melhores os resultados, pois em caso de “chumbo”, a tarefa dos pais fica muito complicada.
 
O estudante deve sentir que, quando cumpre os seus objectivos escolares, é porque se empenhou, porque trabalhou, porque se concentrou, mas também porque estava motivado, interessado e com “sede” de aprender. É essa vontade de reunir mais conhecimentos que dá espaço aos bons alunos e melhores resultados.
 
Quando um aluno reprova, deve ser tido em conta o contexto, já que nem sempre é por falta de estudo, de atenção ou de concentração. Nem sempre o aluno tem as melhores condições físicas, emocionais e até os requisitos de que necessita para concluir o ano lectivo com sucesso.
 
Antes de “apontar o dedo”, é essencial analisar o que aconteceu e dividir as responsabilidades, já que, em muitos casos, o aluno não conseguiu aprender também devido a um ambiente familiar instável, a uma mudança repentina, a um problema de saúde e daí por diante.
 
Quando a criança se sente compreendida e apoiada, mais facilmente se prepara para iniciar um novo ano com outra motivação e objectivos. É fundamental que os pais não se demitam dessa função, que tentem avaliar o sucedido com clareza e justiça, pois só assim conseguirão apoiar o filho.
 
A criança precisa de compreender o seu processo para que o possa melhorar e ajustar e, isso requer tempo, dedicação e afecto de parte a parte. 
 
A escola constitui uma fonte de conhecimento que promove a autonomia, mas para que o processo se consolide, é preciso que a criança compreenda essa vertente essencial da sua participação no sistema. Até que tal aconteça, é preciso um empenho orientado dos pais e educadores.
 
Os pais que oferecem prémios no final do ano lectivo estão basicamente a dizer ao filho que, o seu esforço serviu para o orgulho da família, mas também que são os pais que celebram essa felicidade pela conquista do conhecimento que o filho fez. Não faria mais sentido que o filho celebrasse o seu mérito? Que se sentisse orgulhoso e valorizado com o seu trabalho e percurso e que concretizasse as suas aprendizagens sentindo diariamente o apoio e incentivo dos pais?
 
Em termos globais, esta teoria assenta na ideia de que, os filhos devem desenvolver dentro de si o gosto pelo estudo, pela escola e encontrar os seus objectivos para que trabalhem diariamente nesse sentido, já que, com essa atribuição de responsabilidades, os mais novos fazem os seus trabalhos, estudam e celebram as notas positivas.
 
Ao mesmo tempo, faz com que, os alunos percebam as dificuldades e quando precisam de estudar mais uma matéria para alcançarem os resultados pretendidos. No fundo, é de autonomia e de responsabilização pessoal que se trata.
 
Quando se oferece umas férias tranquilas ao filho que passou o ano, já se está a reconhecer que trabalhou intensamente ao longo do ano lectivo e que merece desfrutar de forma agradável o tempo de ausência da escola!
 
No caso das reprovações, a conversa é a base de tudo. Se a criança não conseguiu alcançar os seus objectivos, terá de se sentir motivada para iniciar o próximo ano lectivo e corrigir o que falou.
 
Tal como o aluno que passou de ano merece descanso, também quem reprovou precisa de se abstrair das actividades lectivas para que possa renovar a sua motivação para trabalhar no ano seguinte. Quer isto dizer que, se faz um balanço do que aconteceu, relaxa-se e, quando se aproximar o novo ciclo escolar, define-se uma nova estratégia, com a certeza de que os pais vão ajudar a orientar aquilo que constitui uma maior dificuldade.
 
Nunca é demais recordar que, a maior pressão face aos resultados escolares é imposta pela sociedade, pelo que se deve saber lidar com a situação.
 
No supermercado, nos encontros de família, o tema da escola será sempre o mote para celebrar ou para humilhar quem não passou de ano. Ao saberem disto, os pais têm uma dupla responsabilidade: proteger os filhos dessa pressão e saber lidar com os comentários exteriores.
 
Uma boa solução pode ser: “já falamos sobre o assunto e vamos adoptar outra estratégia no próximo ano” e, desta forma, termina-se a conversa gentilmente.
 
O mesmo se passa com a escusada celebração quando se passa de ano… É melhor valorizar a aprendizagem afectada do que o “pormenor” da transição de ano, pois caso contrário, estamos a alimentar o erro que a maior parte das pessoas comete: “centrar todas as atenções nos resultados escolares quando se deve pensar também no percurso, no que aconteceu e que, há sempre aprendizagem mesmo quando se reprova de ano, apenas nem todos os objetivos foram cumpridos.”
 
Com ou sem sucesso escolar, os pais devem agendar para o início de Setembro a organização e preparação do novo ano escolar. Quando ocorreu uma reprovação, faz sentido elaborar melhor as metas a atingir, o método de trabalho que se vai seguir e, combinar que, à primeira dificuldade, se tenta resolver o problema para evitar que o mesmo se arraste, acumule e impeça o s resultados pretendidos.
 
Com esta forma de lidar com os problemas, naturalmente que os filhos crescem mais responsáveis, inteligentes e autónomos, enquanto se sentem mais capazes de responder aos seus constrangimentos, seja na escola e nas demais áreas de vida.
 
Depois, a criança deve perceber que, a alegria de transitar de ano é primeiro para si; para o seu percurso e um reconhecimento do seu esforço e dedicação. Quando reprova, terá de lutar por essa conquista pessoal no ano seguinte.
 
Um outro ponto não menos importante, é a pressão que os filhos sentem para corresponder ás expectativas dos pais face ao desempenho escolar. Os mais novos têm de assumir o processo, pois a escola está adequada à sua idade. Desde o primeiro contacto com as instituições de ensino que a criança se deve sentir parte integrante do seu processo de aprendizagem. Para que tal aconteça, ajuda muito que os pais se interessem pelas suas actividades, que conversem sobre elas e que se mantenham perto da escola, mas com a devida confiança no filho.
 
Os pais devem demonstrar que os filhos são capazes de produzir os seus objectivos e concretizá-los. Se reprovam um ano, é porque não se muniram dos meios necessários para conquistar esse objectivo, mas no ano seguinte, esse aspecto será reformulado.
 
Os pais devem manifestar esse interesse na escola sem que se “metam” demasiado no desempenho dos filhos. Esse “trabalho de casa” é a base para a auto-confiança e para que os mais novos se sintam responsáveis pelo seu próprio processo, sem esquecer que valorizam muito mais o que aprendem diariamente. Contar aos pais as descobertas efectuadas, partilhar conhecimentos e até se divertirem com essas descobertas é a base para encontrar um caminho mais feliz e melhor sucedido na escola e fora dela.
 
É fundamental que a criança se sinta orgulhosa pelas suas próprias aquisições, que tenha prazer em saber e em mostrar esse conhecimento (já sei ler, já identifico os números, faço desenhos fabulosos, aprendi uma música nova, participei num torneio, fui o melhor aluno a matemática e daí por diante), pois é dessa motivação que depende o seu percurso escolar: o desejo de aprender, de corresponder ao que lhe é pedido pela escola e ao talento que desenvolve para superar cada etapa.
 
Nunca é demais recordar que, o sucesso escolar depende e muito) do tempo livre que a criança/jovem tem para descontrair, para se divertir e para aplicar esses conhecimentos. É na “vida real” que todos aprendemos a importância do conhecimento e aquilo que precisamos de aprender para superarmos as nossas dificuldades!
 
 
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