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Educar vai (muito) para além da parentalidade

Educar vai (muito) para além da parentalidade
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23-09-2014 - 23:00
Neste tempo de regresso ás aulas, em que um pouco por todas as famílias, se vive um clima de enorme agitação e ansiedade, é fundamental ter em conta a reflexão, um momento para compreender a grandiosa tarefa de educar.
 
“Educação engloba os processos de ensinar e aprender. É um fenómeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade.
 
Enquanto processo de sociabilização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade. Nesse sentido, educação coincide com os conceitos de socialização e endoculturação, mas não se resume a estes. 
 
A prática educativa formal — que ocorre nos espaços escolarizados, que sejam da Educação Infantil à Pós Graduação — dá-se de forma intencional e com objetivos determinados, como no caso das escolas. No caso específico da educação formal exercida na escola, pode ser definida como Educação Escolar.”
 
Paralelamente à educação formal, temos as formas mais espontâneas e, provavelmente as bases para o sucesso de todo o processo educativo, já que, não se pode dissociar a educação formal, daquela que é fornecida em casa e que se vai reflectir nas mais variadas áreas de vida do sujeito. É nesse sentido que, preparar o início ou o regresso ás aulas, implica uma mobilização familiar; uma atitude do principal grupo de referência da criança que, naturalmente vai determinar a qualidade de todas as relações que o indivíduo vai estabelecer.
 
Trata-se do “trabalho de casa” que, parecendo muitas vezes menor, é a garantia de que todo o desenvolvimento ocorre de forma equilibrada e saudável.
 
Antes de iniciar a escola, seja em que nível de ensino for, cabe aos pais a árdua tarefa de preparar os seus educandos para a aceitação, para a compreensão, para o comportamento a adoptar e, sobretudo para a importância do processo educativo para cada etapa de vida.
Os pais devem saber explicar aos mais novos e, aos mais crescidos, a importância da escola, os seus objectivos e qual a melhor postura e comportamento a adoptar, já que, sendo a família a maior influência humana de qualquer indivíduo, todos os grandes desafios devem passar pela sua “tutela”; pelo seu aconselhamento e orientação.
 
Muito mais do que ambicionar bons resultados escolares e uma rápida integração na escola, os pais devem ter em conta, aspectos que são da sua responsabilidade para que os filhos se sintam a desfrutar em pleno da oferta educativa, pelo que, é necessário avaliar a predisposição da criança para iniciar o processo (que é longo e exigente), as suas competências, afim de avaliar uma necessidade de ajuda especializada dentro ou fora da escola, bem como, assegurar que a criança reúne o material indispensável para as tarefas que vai desempenhar. Neste caso, inclui-se os materiais escolares, enquanto que, em termos individuais e, seguramente que é um ponto muitíssimo relevante, se deve assegurar que o educando dispõe das características que lhe permitam fazer face ao novo desafio.
 
É tarefa dos pais e educadores, a avaliação do estado de saúde física, mental e emocional da criança, de forma a poder seguir um plano específico orientado, em caso de necessidades educativas especiais, bem como num acompanhamento de proximidade com a instituição, já que, é natural que, nos primeiros tempos, surjam problemas, sobretudo emocionais, que podem dificultar a entrada na escola. 
 
Uma criança não consegue aprender se não cumprir requisitos básicos como:
 
- a atenção dos pais, ter a certeza de que os pais estão seguros com a escolha da instituição de ensino e que sabem que a escola é o melhor para si. No caso dos mais pequenos, esta tónica apresenta-se ainda mais sublinhada, na medida em que, o corte com o “cordão umbilical” se pode revestir de medos, ansiedade e sinais de stress emocional. 
 
- a criança precisa de sentir que os pais mantêm as rotinas de casa, que confiam nos educadores e professores para que, ela própria se sinta confortável quando deixa os pais de manhã;
 
- os pais devem suportar-se de uma “boa dose de equilíbrio” e confiança na instituição de ensino para que possam também ficar tranquilos e evitar um choro colectivo na hora da despedida, pois a criança sente esse mau-estar nos pais, logo vai querer sair com eles;
 
- pais, filhos e escola devem ter em atenção a complexidade do processo e manter uma relação o mais aberta e disponível possível, pois quanto melhor correr a fase inicial, mais fácil será todo o desenvolvimento do processo;
 
- é fundamental a existência de um ambiente familiar harmonioso e equilibrado;
 
- condições de higiene, um espaço e tempo para estudar em casa;
 
- cumprimento dos horários de sono e alimentação.
 
- condições físicas ajustadas ás exigências. Os pais devem certificar-se se o seu educando apresenta algum problema de saúde que o possa impedir de cumprir os objectivos. Em casos de doença, estes devem ser comunicados no início do ano lectivo aos responsáveis pela educação formal, pois só com essa atitude cuidadosa, a instituição de ensino poderá suportar-se dos meios necessários para facilitar o processo e colmatar as dificuldades.
 
- o estado emocional da criança, é fundamental para o seu desempenho escolar e nas mais variadas situações de vida, pelo que, não pode ser menosprezado, já que, é a partir deste ponto que se evitam muitos problemas de desenvolvimento.
 
- o espaço de diálogo na família, é outro alicerce essencial para o desenvolvimento e, deve, na medida do possível, estar a par de todas as exigências.
 
Ao mesmo tempo, os pais devem assumir claramente as suas responsabilidades perante o educando e a instituição de ensino, já que, são o elo de ligação e a garantia de que todo o processo se desenvolve harmoniosamente.
 
Ir ás reuniões, procurar saber mais acerca do comportamento, da aprendizagem, das dificuldades do seu educando, é o ponto de partida para que os mais novos se sintam igualmente responsáveis pelo seu trabalho e cumprimento. 
 
Ter sempre em conta que, a escola é o local que melhor prepara o indivíduo para o futuro e que o processo deve sempre ser acompanhado pelos pais, é a base para o sucesso escolar. É nessa interacção que se descobrem e superam problemas, é na relação de proximidade com a escola que, os pais podem ajudar os seus filhos a crescer, a saber e a garantir uma formação integral.
 
Uma criança que compreenda esta dinâmica e que, observe o interesse dos pais, mais facilmente desenvolverá o gosto pela aprendizagem, pela partilha das suas características e pelo orgulho nos conhecimentos adquiridos em cada etapa.
 
Cabe à instituição de ensino acolher os alunos de forma a que se sintam confortáveis, que consigam superar as suas dificuldades e alcançar os seus objectivos, pelo que, o trabalho do professor é primordial e deve ser acompanhado e valorizado, pois a interacção escola, família, é a garantia de um bom desempenho para o aluno.
 
Ao aperceber-se de que um aluno apresenta dificuldades sejam elas, visuais, auditivas, ou outras, o professor vai reunir os meios que têm ao seu dispor para colmatar a limitação do aluno e para que possa estar ao nível dos demais. Neste ponto é preciso compreender que, uma criança cuja capacidade de comunicação esteja limitada de alguma forma, não vai conseguir nem gostar da escola, nem acreditar nas suas capacidades, pelo que é urgente responder com os meios que possam facilitar a sua acção e desenvolvimento.
 
É de sublinhar este aspecto, uma vez que, é na escola que, na maioria das vezes, ocorrem as primeiras descobertas de algum tipo de dificuldade, pelo que, os pais devem ter uma atenção redobrada e acatar as impressões dos professores. Por seu lado, os profissionais têm a responsabilidade de encaminhar os pais para que possam trabalhar em conjunto em prol do sucesso escolar da criança.
 
Esta tarefa deve ser encarada com seriedade, pois uma deficiência por mais reduzida que seja, pode causar problemas de aprendizagem e, muitas vezes de integração. Assim, os pais devem estar dispostos a seguir as orientações dos docentes e responsáveis da instituição que, vão procurar as melhores soluções, dentro do espaço que é da sua responsabilidade, com vista a minimizar o prejuízo para a criança.
 
Tendo em conta a complexidade que envolve “colocar um filho em sociedade”, os pais devem aceitar que, forçosamente se trata de um processo conjunto e que, cada profissional sabe a melhor forma de apoiar, sendo que a tarefa parental é preciosa, já que, a família é o principal vínculo da criança no mundo.
 
Neste sentido, pode-se afirmar que, ser pai ou mãe, é muito mais do que realizar o sonho de colocar um filho no mundo. É um compromisso para a vida que vai perdendo a exigência, à medida em que o sujeito vai dando sinais positivos de independência, mostrando responsabilidade pelas suas tarefas e compromissos.
 
Ser pai ou mãe, é uma viagem para toda a vida, sendo que a base que se incutir nos primeiros quatro anos de relacionamento, será o suporte para cada etapa, pelo que, quanto melhor for a qualidade dessa relação, mais fácil será o processo.
 
Muito mais do que dar amor, carinho, atenção e presentes, uma criança precisa de ver esses gestos nas mais variadas situações do seu quotidiano. Amar um filho, é participar nos grandes momentos, é encorajar nas dificuldades, é acarinhar sem exigir e, acima de tudo, é ter disponibilidade para ouvir, para ensinar, para compreender.
 
O melhor presente que se pode oferecer a uma criança, é o orgulho que se sente nela e, no desempenho das suas tarefas, é o tempo que se dedica aos seus problemas, medos e sonhos, bem como a disponibilidade para compreender e ajudar a resolver os seus problemas, medos e ansiedade, pois iniciar algo é sempre um motivo de desconforto que, no tempo, se vai transformar numa conquista importante com a ajuda daqueles que se ama.
 
 
 
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