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É possível viver melhor em sociedade!

É possível viver melhor em sociedade!
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30-08-2016 - 23:48
Na posição de muitos especialistas, assistimos a um tempo em que nos «falta tudo» para sermos felizes uns com os outros.
 
Dispomos de tecnologia, de um leque variado de conhecimentos e de orientações para uma vida mais estável e feliz, mas falta-nos o essencial: a capacidade de nos construirmos enquanto pessoas e de encararmos os outros na mesma dimensão.
 
Aos poucos, o espaço coletivo vai-se tornando cada vez mais restrito, com menos oportunidades e com menos consciência das alternativas, tudo porque nos limitamos «ao combate entre iguais» e sem margem para analisar em que bases nos construímos.
 
Uma prova disso é fazermos um pequeno exercício: a quem é capaz de desejar (honestamente) a mesma felicidade que idealiza para si?
 
«Fizemos descobertas notáveis para viver melhor no mundo, mas deixamos empobrecer o mais valioso que somos», dando espaço a uma luta permanente que nos afasta da essência do que é ser humano.
 
E o reflexo disso é a competição desmedida, a destruição do outro na esperança de conquistar uma oportunidade que se julga um direito pessoal.
 
Facilmente se percebe que se está a perder a noção de pessoa nos mais variados contextos de vida. O colega de trabalho passa a ser um inimigo quando ocupa o lugar desejado, tal como a intimidade conhece contornos destrutivos quando deixa de ser “a sintonia que se julga perfeita e para a vida”, isto para não falar num trânsito caótico em que o incumprimento das regras coloca todos em perigo ou a necessidade de legislar para dar prioridade a um idoso ou pessoa com deficiência…
 
“Falta-nos essência” é o que resumem muitos entendidos que justificam dessa forma a falta de alternativas aos problemas diários e a incapacidade de lidar com a frustração.
 
“Fomos educados para as histórias com final feliz” e não sabemos como lidar com as exigências e as adversidades naturais da vida. Temos dificuldade em reconhecer limitações e concentramo-nos em potenciais que julgamos ter de sobra, mas falhamos nas pequenas coisas!
 
De facto, este não é o caminho para a felicidade e para o bem-estar social! Perdeu-se a noção de grupo e afastou-se a ideia elementar de que só gostamos de nós próprios se conseguirmos gostar de pessoas, já que aprendemos a conhecer-nos através das relações com os outros e, a respeitar porque queremos ser igualmente respeitados.
 
Para os entendidos na matéria, a questão é simples: é recuperar aquilo que nos torna humanos para que possamos dividir o espaço com indivíduos da mesma espécie e, isso começa nas pequenas coisas que nos vamos esquecendo na educação.
 
Só conseguimos trabalhar bem e em harmonia, se encaramos o colega como digno de respeito, tal como só amamos alguém, se igualmente nos amarmos a nós mesmos e se evidenciarmos o respeito pela pessoa humana.
 
Ao mesmo tempo, temos de conseguir compreender que “nada nos é garantido” e que a frustração faz parte da própria vida. Se uma relação falhou, temos de aprender a aceitar, a dividir culpas e a seguir em frente, pois o namoro é uma experiência que pode ou não conduzir ao casamento e, qualquer relação depende de vários fatores. A noção de que não controlamos os outros também nos ajuda a  afirmar a nossa própria liberdade.
 
Aceitar o fim de um relacionamento é respeitar a diferença e o amor-próprio, enquanto que se aprende a lidar com o sentimento de posse.
 
Teremos muito mais cuidado nas acções diárias, se incluirmos os outros em nosso redor e, seremos mais criativos se pensarmos que as nossas ideias se destinam a pessoas.
 
Não há dúvidas de que, evoluímos através dos nossos conflitos com os demais; sejam eles dentro de nós ou no exterior, mas temos de mostrar o resultado dessa aprendizagem nas acções diárias!
 
Perante esta constatação a que muitos já chegaram, somam-se vozes (como é cada vez mais habitual) a criticar e a fazer valer a falta de dinheiro e de bens essenciais de consumo, mas até nesses momentos, percebemos a importância de nos tornarmos pessoas para que nos encarem como tal!
 
Os meios tecnológicos, que deveriam aproximar mais os indivíduos, são neste momento, um dos maiores veículos para o conflito entre iguais, tudo porque se tornou fácil “descarregar” o que ‘vai na alma’ em cima do primeiro comentário que se escreve numa rede social.
 
Também estes comportamentos nos afastam da condição humana, sobretudo no que se refere ao respeito pelo próximo e ao direito de publicar algo sem se distanciar do tema!
 
Depois, tornou-se “absolutamente necessário” ter pessoas à volta “seja a que preço for”, tudo porque “as pessoas nos fazem falta”, não porque gostemos delas!
 
Aos poucos, temo-nos tornado tudo menos humanos, pelo simples facto de que não nos sentimos pessoas no processo, e não conseguimos olhar para os outros com o mesmo estatuto.
 
Como consequência disso, tornou-se fácil afastar a diferença, a opinião que nos poderia despertar para algo novo e toda a essência humana que nos poderia educar para a cidadania e para o respeito pelo próximo.
 
Aumentou a oferta de medicamentos para tudo e mais alguma coisa e, uma simples cápsula, parece resolver todos os males, mas persiste a ignorância, a falta de sensibilidade e de respeito pelo próximo, a incapacidade de diálogo e de partilha de emoções, pois para isso não há remédio, apenas aprendizagem.
 
Procura-se o médico para tratar as dores que se resolveriam na conversa entre amigos ou familiares e, desabafa-se nas redes sociais o que seria um pretexto para um encontro presencial e até discreto! 
 
Se pensarmos bem, seria muito mais fácil assumir que somos pessoas e que, é a falta desse apego que nos torna incapazes de resolver muitos problemas.
 
Uma simples conversa, sempre foi e será, a “cura” para muitos males. Se a evitarmos, estamos a dar espaço a um novelo cada vez maior que, no limite, acarreta consequências destrutivas e até fatais.
 
É preciso reter que, o problema se arrasta e que ganha dimensão em todos os quadrantes da nossa sociedade, tal como é fundamental ter em conta que, cada um de nós pode dar um contributo positivo para inverter a situação, seja no seu pequeno mundo, seja com os seus comportamentos, seja com a forma como se relaciona socialmente.
 
Já houve quem falasse de uma “sociedade doente”, mas pode-se acrescentar que o é devido à falta de energia e de emoções entre pessoas!
 
 
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