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Doenças de pele: Dermatite atópica ou eczema atópico

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14-08-2013 - 15:44
A atopia é uma doença adquirida por herança genética que causa lesões inflamatórias na pele.
 
A pessoa que sofre de atopia, além da dermatite atópica pode apresentar asma ou rinite alérgica, sendo frequente encontrar um histórico de uma destas doenças nos familiares, ainda que, possa acontecer que muitos pacientes desconheçam essa herança genética pelos mais variados motivos que, de certa forma, dificulta a explicação deste problema incomodativo. 
 
A doença inicia-se por volta dos 4 a 6 meses de idade em 75% dos casos, constituindo a dermatose mais prevalente na infância, situando-se entre os 10 e os 15% neste escalão etário, podendo nos países nórdicos e no Reino Unido atingir cerca de 20 a 23 % da população jovem. Durante a infância e adolescência, os rapazes são os mais atingidos, invertendo-se a tendência na idade adulta. 
 
Causas da doença: 
 
O eczema atópico constitui uma manifestação de susceptibilidade cutânea exagerada, a qual resulta de factores alérgicos do tipo de hipersensibilidade imediata e retardada a ácaros, pólen, e alguns alimentos. 
A acrescentar a estes factores, salienta-se a componente genética já referida. 
 
O desenvolvimento dos surtos de eczema atopico conhecem diversos estímulos, nomeadamente o stress psíquico, os traumatismos locais de natureza física e química (acto de coçar, contacto com a lã e fibras sintéticas, cosméticos e perfumes), a exposição ao pó doméstico proveniente de alcatifas e brinquedos, as condições climáticas extremas (ar muito seco ou demasiadamente húmido) e as infecções cutâneas ou sistémicas. 
 
A prevenção: 
 
A prevenção dos surtos da dermite atópica inclui evitar os factores desencadeadores acima referidos, sem esquecer o suporte emocional, o uso de roupas de algodão, a manutenção de um ambiente doméstico relativamente seco, bem ventilado e com temperaturas entre os 18 e os 20C°. Recomenda-se ainda a moderação no consumo de alguns alimentos tais como: o chocolate, o bacalhau, as conservas e os frutos secos, no entanto, a opinião dos clínicos é fundamental na tomada de uma qualquer decisão. 
 
Manifestações clínicas: 
 
O principal sintoma é a comichão intensa, que pode começar antes mesmo das lesões cutâneas se manifestarem. Na infância as lesões são avermelhadas e descamativas. Podem atingir a face, o tronco e os membros. Com o acto de coçar, tornam-se escoriadas e podem sofrer infecções secundárias. 
 
Nos adolescentes e adultos, as lesões localizam-se preferencialmente nas articulações ou áreas onde a pele está mais sujeita a movimentos intensos, sobretudo nos membros superiores e inferiores, sem exceptuar o pescoço ou a região posterior dos joelhos, e ao longo dos braços. É comum que a pele destes locais se torne mais grossa, áspera e escurecida. 
 
Usualmente localizada nestas áreas, a dermatite atópica pode generalizar-se, atingindo diversas áreas do corpo. 
Após a infância, pode acontecer que a doença diminua de intensidade, mas geralmente tem um carácter crónico, ainda que se conheçam algumas variações. 
 
Outra característica da pele do atópico é o ressequimento da pele, facto que aumenta a tendência para o aparecimento das lesões. Outro aspecto importante reside no stress emocional que pode agravar os sintomas, pelo que não deve ser menosprezado. 
 
Tratamento: 
 
A hidratação da pele é muito importante, devendo evitar-se os sabonetes agressivos e os banhos quentes e demorados, já que aceleram a secura da pele. Se tomar mais do que um banho por dia, o sabonete deve ser utilizado apenas num desses banhos que devem ser de curta duração. Logo após o banho, com a pele ainda húmida, deve usar-se hidratantes para evitar que a pele fique demasiado seca e irritada. 
 
As lesões devem ser tratadas com o uso de cremes e pomadas à base de corticosteróides ou outras substâncias que ajudam a combater a inflamação. Em caso de infecção secundária, devem ser usados antibióticos. 
 
Também os medicamentos anti-alérgicos ajudam a diminuir e controlar a sensação de comichão e a irritação da pele. Os casos mais graves podem necessitar de medicações mais potentes, tais como os comprimidos para o seu controle. O tratamento da dermatite atópica depende de cada caso e deve ser sempre ser acompanhado e prescrito por um médico dermatologista.
 
 
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