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Diogo Infante

Diogo Infante
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21-11-2013 - 16:57
Chegou a altura de enaltecer um actor português que, não sendo natural do Algarve, foi na região que cresceu e recebeu muitas das suas características e que é um exemplo de talento e orgulho nacional.
 
Diogo Nuno Infante de Lacerda, nasceu em Lisboa a 28 de Maio de 1967.
 
Actor e encenador, Diogo Infante cresceu no Algarve e iniciou a sua vida profissional como guia intérprete. 
 
Em 1988 ingressou na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, onde terminou o Curso de Formação de Actores, em 1991. 
 
Estreou-se como actor profissional na peça As Sabichonas, de Moliére, dirigido por Ruy de Matos no Teatro Nacional D. Maria II, em 1989 e, desde essa altura não tem parado de acumular sucessos e popularidade.
 
Integrou o Teatro Experimental de Cascais, com Carlos Avilez (1989 - A Morte de Danton de Buchner; 1990 - Rei Lear de Shakespeare; 1992 - Os Espectros de Ibsen). 
 
Colaborou com Rui Mendes, em Sonho de Uma Noite de Verão, de Shakespeare, e As Suaves Alegrias da Felicidade Conjugal, de Anton Tchekov, em 81990. 
 
No Teatro Aberto participou em Ópera dos Três Vinténs, de Brecht (1992), O Tempo e o Quarto de Botho Strauss (1993), Alguém Olhará por Mim de Frank MacGuiness (1994) e Quase de Patrick Marber (1999), sempre sob a direcção de João Lourenço.
 
 Em 1998, voltou ao Teatro D. Maria II em Rei Lear, na encenação de Richard Cottrell.
 
Integrou o elenco de Romeu e Julieta de Shakespeare, encenado por John Retallack no Teatro São Luiz em 2006 e, no mesmo ano, O Assobio da Cobra de Nuno Costa Santos, dirigido por Adriano Luz no Teatro São Luiz.
 
Ainda em 2006, integrou e dirigiu Laramie de Moisés Kaufman, no Teatro Maria Matos.
 
Outros trabalhos como A Dúvida de John Patrick Shanley, encenação de Ana Luísa Guimarães (Teatro Maria Matos, 2007), Hamlet de Shakespeare, encenação de João Mota (Teatro Maria Matos, 2007) e Édipo, de Sófocles, com Jorge Silva Melo (TNDMII, 2010), são igualmente uma referência no seu percurso profissional.
 
Enquanto encenador, dirigiu no Teatro da Trindade O Amante de Harold Pinter (1992) e Segredos de Richard Cameron (1993); para o Teatro Villaret, Odeio Hamlet de Paul Rudnick (1996); para o Teatro São Luiz, Um Vestido para Cinco Mulheres de Alan Ball (1997); para o Teatro Nacional D. Maria II, O Jardim Zoológico de Cristal de Tennessee Williams (1999); para o Teatro Maria Matos Laramie de Kaufman (2006).
 
A sua estreia no cinema ficou marcada com Nuvem de Ana Luísa Guimarães (1992), onde arrecadou o Prémio de Melhor Jovem Actor e Se7e de Ouro.
 
Participou depois em filmes de Jorge Paixão da Costa (1994 - Adeus Princesa), João Botelho (1994 - Três Palmeiras), Luís Filipe Rocha (1995 - Sinais de Fogo), Joaquim Leitão (1997 - Tentação), Lúcia Murat (2000 - Brava Gente Brasileira), Leonel Vieira (1998 - A Sombra dos Abutres; 2001 - A Bomba), Ruy Guerra (2004 - Portugal S.A.), George Felner (2005 - Manô), entre outros, obtendo popularidade com Sweet Nightmare de Fernando Fragata (1998) e Animal de Roselyne Bosch (2005).
 
Com um enorme talento a realçar, Diogo Infante iniciou o seu percurso na televisão onde participou em diversas séries e novelas.
 
A sua estreia aconteceu em Por Mares Nunca Dantes Navegados (1991) e, seguidamente, aparece em A Banqueira do Povo (1993), Aquela Cativa que Me Tem Cativo (1995), Riscos (1997), Os Lobos (1998) ou Jornalistas (1999).
 
A novela Jóia de África (2002) deu-lhe um terceiro Globo de Ouro, desta vez na qualidade de Melhor Actor de Ficção Televisiva.
 
Trabalhou ainda como apresentador para a RTP1, nos programas Pátio da Fama (1995), As Canções da Nossa Vida (1999), Quem Quer Ser Milionário (2001) e Cuidado com a Língua (2006). As últimas séries que fez, para a RTP1, foram Regresso a Sizalinda, A Ferreirinha e Voo Directo.
 
Diogo Infante foi vencedor dos Globos de Ouro como Melhor Actor de Cinema, em 1996 e 1998, salienta a nível internacional o Prémio das Nações Unidas em 1995; o Festival de Gramado atribuíu-lhe o Prémio de Melhor Actor pelo seu desempenho em A Sombra dos Abutres, em 1999, ano da sua promoção como Shooting Star pela European Film Promotion.
 
Desempenhou a função de Director Artístico do Teatro Maria Matos desde 2006 até 2008, de onde se demitiu por falta de verbas para a conclusão dos seus projectos.
 
Posteriormente foi director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, tendo sido demitido do cargo em novembro de 2011.
 
Em Março de 2012 começou a gravar a série histórica da RTP - Depois do Adeus.
 
Apresentado um resumo do seu extenso percurso, importa pedir continuidade e oportunidades para que Diogo Infante possa prosseguir o seu talento e receber muitos aplausos do seu público.
 
Foto:Facebook
 
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