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Diamantino Piloto

Diamantino Piloto
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27-10-2013 - 10:38
É tempo de prestar uma merecida homenagem a um escritor olhanense; “a um homem de bem” e ao cidadão exemplar que tem o nome de Diamantino Piloto.
 
 
Músico, jornalista e professor de guitarra clássica, Diamantino Piloto, notabilizou-se pela ligação à cultura e pelo singular amor a Olhão, razões que, só por si são um grandioso pretexto para conhecer mais de perto a história deste homem. 
 
Oriundo de um meio modesto, Diamantino Piloto era filho de um soldador numa fábrica de conservas, sendo que, mais tarde, o pai passou a assumir funções de carteiro, enquanto que a mãe era costureira; um retrato de uma família humilde que queria o melhor para o filho, sobretudo para lhe dar um futuro melhor do que o que fora o seu. 
 
Este ilustre olhanense nasceu em Tavira a 24 de Maio de 1922, e faleceu em Olhão a 7 de Março de 2000 com um conjunto de participações que jamais serão esquecidas do grande público e que provavelmente ilustram a riqueza de quem se dedicou de corpo e alma à terra que o viu crescer e a causas em que acreditava. 
 
A sua ligação a Tavira não durou mais do que seis meses, na medida em que os pais se mudaram para Olhão quando Diamantino era bebé. É nesse sentido que Olhão, não sendo o seu berço, acabou por lhe dar as oportunidades e o percurso, pois começou por frequentar o ensino primário e, desde logo, a fazer parte da “sociedade cubista” com todas as particularidades que encerra. 
 
Foi a partir da infância que percebeu quais seriam as suas linhas de orientação e a sua vocação profissional, muito embora soubesse que queria começar a trabalhar cedo. 
 
O pai, apesar de pouco instruído, incentivou sempre Diamantino a prosseguir os estudos. Era um homem esclarecido e interessado pelo mundo à sua volta, motivo que o levou a insistir para que o filho seguisse uma linha mais evoluída nomeadamente nos estudos. 
 
Diamantino Piloto começou por ser serralheiro, uma vez que queria trabalhar e ajudar nas despesas da casa, pelo que interrompeu os estudos contra a vontade do pai que, mais tarde, voltou a incentivá-lo para um regresso à escola. 
Para recuperar o tempo de afastamento dos estudos e, apoiado pelo pai que, apesar de não possuir mais do que a instrução primária, foi capaz de o ajudar. 
 
Assim, Diamantino Piloto estudou em casa as matérias escolares e propôs-se ir a exame onde obteve aproveitamento e uma oportunidade de prosseguir os estudos a nível oficial. 
Tendo concluído o então 1º Ciclo que corresponde actualmente ao 6º ano, Diamantino Piloto passou a dedicar-se em pleno ao curso industrial, sendo que terminou o curso de Engenheiro Técnico Electromecânico no Instituto Industrial de Lisboa. 
 
No seu percurso é de destacar o facto de ter sido professor nas Escolas Técnicas de Faro e de Olhão, foi funcionário da Inspecção Geral dos Produtos Agrícolas e Industriais, da Federação dos Municípios do Distrito de Faro e depois na Electricidade de Portugal. 
 
No plano cultural e artístico, é de sublinhar que Diamantino Piloto se dedicou à guitarra clássica, acumulando a função de professor deste instrumento. O Conservatório Regional de Faro acolheu-o enquanto docente durante cerca de 11 anos onde teve oportunidade de mostrar o seu vastíssimo talento. 
 
Paralelamente, participou em diversos concertos com nomes de ilustres olhanenses ligados à música, sendo de enaltecer Jónatas da Silva, Adriano Baptista e João Alberto. 
 
No meio de todos estes momentos musicais e sonoras guitarradas que alegraram todos quantos assistiam, Diamantino Piloto ainda teve tempo para promover uma série de quatro concertos de guitarra clássica com o seu mestre Duarte Costa que tiveram lugar em Olhão. 
 
Um cidadão activo e dinamizador de diversas iniciativas culturais, Diamantibo Piloto fez parte da direcção do Clube Desportivo “Os olhanenses” na década de 50 do Séc.XX, tendo ficado célebre pela criação de um boletim cultural com a colaboração de Joaquim Carlos Silvestre, António Macheira, Vitoriano Rosa, Ramos Rosa, e outros ilustres da terra. 
 
Foi nesse boletim que o público começpu a ter acesso aos escritos de Diamantino Piloto que mais tarde terão dado lugar a um livro intitulado “O meu Olhão (crónicas) e Contos de Olhão - Algarve em Foco”, Faro, 1997, onde se pode apreciar um estilo por muitos classificado por neo-realista pelas descrições que apresenta e pela capacidade de ilustrar vivamente o quotidiano das gentes de Olhão. 
 
A sua vertente de jornalista foi ainda vincada pela colaboração na Gazeta do Sul, no Jornal do Algarve e através da criação do quinzenário Sporting Olhanense em 1963. 
 
Durante cerca de quatro anos, Diamantino Piloto assumiu a função de chefe de redacção desse jornal, ao mesmo tempo que validou a importância da Vila de Olhão da Restauração possuir um jornal periódico, facto que já não existia há mais de uma década. 
 
Conhecido pelo enorme talento em caracterizar as gentes da sua terra nos mais variados momentos, Diamantino Piloto marcou a sua geração pela coragem de descrever a realidade na sua plenitude; seja no colorido fantástico das alegrias diárias, seja nos tons mais negativos das amarguras da vida mais complicada. 
 
Deixou uma obra riquíssima para todos quantos apreciam a cultura olhanense, o que naturalmente é um convite para percorrer e descobrir mais a respeito deste grande algarvio com orgulho de o ser integramente. 
 
(Actualização:11.06.11)
 
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