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Dez mandamentos para ter um filho delinquente

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07-02-2014 - 10:54
A delinquência juvenil é um problema que anda cada vez mais a preocupar a nossa sociedade, ficando os pais na dúvida acerca de qual a melhor atitude a tomar para prevenir esta realidade.
 
O primeiro desejo dos pais, passa por ter um filho bem sucedido na vida, integrado em termos sociais, capaz de respeitar e de ser respeitado, cumpridor das suas responsabilidades, sabedor dos seus limites e dos prejuízos que pode causar aos demais a partir de comportamentos incorrectos, mas na prática, as coisas vão-se afastando desse ideal… porquê?
 
Para muitos entendidos, o problema da delinquência juvenil está relacionado com um conjunto de factores que começam a partir de casa; do seio familiar, das relações com os adultos e das trocas afectivas, sendo que, o factor “tempo” para estar, brincar, cuidar, repreender e educar pesa muito nesta realidade.
 
É cada vez mais comum que os pais tenham os seus planos de vida e que os filhos fiquem sem tempo e atenção e, nos momentos em que os pais estão mais presentes, nem sempre a educação é transmitida com qualidade. 
 
Vejamos a cena em que toda a família vai ao café, em que os pais gostam de estar descontraidamente e que os filhos “têm de andar por ali para não incomodar…” 
 
As crianças acabam por ter de fazer algo para ocupar o tempo de “ausência” dos pais, o que dá espaço a que o prejuízo seja para os outros. 
 
As crianças brincam e, nem sempre de forma a respeitar os demais: gritam, mexem em tudo o que encontram, pisam a cauda do cão, correm atrás do passarinho, enfim… os pais estão a relaxar e, os filhos a brincar, logo ninguém é capaz de, na hora certa, chamar à atenção, ensinar os miúdos a estarem sentados à mesa escassos minutos a conversar com os pais. 
 
O fim-de-semana de muitas crianças é passado com os pais, mas sem a sua presença e sem qualquer autoridade, logo os mais pequenos crescem a considerar que a sua liberdade é importante e que podem fazer tudo o que quiserem…
 
Depois, perante uma asneira que se adia a correcção uma vez e outra por falta de tempo e de paciência, os pais não se apercebem do quanto estão a incentivar o filho a desobedecer a normas e imposições sociais, o que mais tarde vai dar lugar a muitas transgressões, como desrespeito pela autoridade, passar com o sinal vermelho, partir o que lhe apetecer e daí por diante, pois sabe que ninguém lhe vai dizer nada e que está tudo bem.
 
Incutiu-se também a ideia de que, as crianças livres são mais felizes porque podem crescer com respeito pela sua personalidade e, amar um filho é deixá-lo ser o que quiser e fazer tudo. 
 
Quando os problemas surgem, começam aqueles desabafos que tanto se afastam do “amor dedicado ao pequenino” que, por não ter sido educado convenientemente, acaba por ser “um traquina” e, ainda o chamamos assim para que aumente o seu desempenho!
 
Vivemos a ilusão de que, uma criança que faz tudo o que lhe apetece é mais feliz, mas nunca a vemos satisfeita com nada, isto porque as regras são uma forma de orientação, de paragem, de mudança de atitude e um desafio para agradar aos pais. 
 
Uma criança fica altamente feliz quando os pais a elogiam por ter feito algo de muito positivo e, esse encorajamento vai dar lugar a que queira repetir a acção. 
 
Em oposição, vai ficar cada vez mais triste quando se apercebe que os pais não lhe ligam, que não o estimulam a ser aceite e, que os colegas e demais adultos o rejeitam pelo seu comportamento inadequado. 
 
As crianças esquecem-se tão rapidamente da repreensão que, nem vale a pena ter “pesos de consciência”. É importante repreender, mas dar afecto noutros momentos e desafiar os limites da criança com estímulos e elogios quando pratica boas acções.
 
Basicamente, muito pais não repreendem porque não têm tempo ou jeito para elogiar noutros momentos.
 
Sem nos apercebermos, a ideia de querermos oferecer o melhor e o mais livre, transforma-se numa profunda tristeza e discriminação, pois à medida em que a criança se desenvolve com comportamentos desajustados, a sociedade passa a rotula-la e a colocá-la de parte nas brincadeiras e nas demais actividades. 
 
A criança cresce com a noção de que todos “fogem dela” e não compreende o que está por detrás disso, pois os pais sempre a deixaram fazer tudo, o que aconteceu depois?
 
Na escola é que começam os grandes dissabores de uma criança que sempre mostrou um potencial enorme e que, de repente, é constantemente chamada à atenção de professores, tem de ser acompanhada pelo psicólogo, medicada por que se diagnosticou hiperactividade e, no fundo só estamos, na maior parte dos casos, a falar de má educação, porque tudo foi falhando e a criança não sabe os seus limites, não se sabe comportar nas mais variadas situações, não ouve os outros porque também não foi  repreendida em casa, tem falta de atenção porque se habitou a estar sempre em movimento e que ninguém lhe dissesse nada e daí por diante.
 
Procura-se o pedopsiquiatra e, os medicamentos não fazem efeito porque não se trata de uma doença e, a medicação incide na reparação de uma carência no organismo pelo que, o problema continua com pais a ter de dedicar mais tempo aos filhos, a ser regularmente chamados à escola e sem ninguém saber o que fazer. 
 
O tal amor engraçado passou a ser “o malvado que nos dá cabo da cabeça e que não nos deixa descansar em lado nenhum”.
 
É importante anotar que, é a partir de casa que tudo começa. 
 
Até aos 4 anos de idade, os pais tem de transmitir as regras de bom funcionamento social, onde se inclui o respeito pelos outros, o repreender o que está errado para que a criança seja mais confiante e pense antes de agir para evitar criar problemas aos demais e prejudicar-se. 
 
Só sabendo as consequência dos seus actos é que o ser humano evita cometer algumas acções.
 
Depois a componente afectiva deve ser muito vincada. A criança deve sentir que os pais ficam muito felizes com as suas boas acções e profundamente zangados com as atitudes menos correctas, pois só assim vão aprender a distinguir o certo do errado na hora em que as situações acontecem. 
 
Para isso, é preciso adiar compromissos, alterar momentos e dedicar mais tempo aos filhos; mostrar que eles são a sua família e que são amados, não “um quebra-cabeças ou um mal necessário que lhes aconteceu para atrapalhar os planos de vida”.
 
 A escola por si só não pode dar resposta a esta exigência, sobretudo porque a primeira referência dos mais pequenos são os pais. Mesmo que a escola exija, se os pais não fizerem o mesmo, tudo se perde.
 
Note-se que, há mesmo problemas de comportamento de ordem orgânica, mas a percentagem não corresponde de forma alguma a esta ideia de “epidemia” em que, de repente, todas as crianças são hiperactivas, apresentam défice de atenção e precisam de gotas ou comprimidos… 
 
A doença é relativamente fácil de diagnosticar por um especialista que, seguindo um conjunto de marcadores, obtem o resultado. A má educação acaba por acarretar alguns efeitos da doença, mas sem que existam factos orgânicos, pelo que não há outro remédio senão tratar a educação.
 
Para complementar esta ideia, resumimos 10 mandamentos para ter um filho delinquente, pois ás vezes é mais fácil ver as coisas numa perspectiva diferente…
 
1 – Comece desde muito cedo a dar ao seu filho tudo o que ele quiser Assim ele se convencerá, quando crescer, de que o mundo gira em torno de seu umbigo e os outros têm a obrigação de satisfazer todos os seus desejos e caprichos.
 
2 – Achar graça ás asneiras do pequenino que até já sabe dizer palavrões e não consegue estar sossegado em lugar algum, quer dizer convencê-lo de que é muito engraçado e o levará a refinar a sua linguagem ordinária e o seu comportamento desajustado.
 
3 –Não lhe transmita valores morais, muito menos regras de bom comportamento e funcionamento social. Na maioridade, o seu filho vai dizer-lhe coisas monstruosas, culpabilizá-lo pela má educação que lhe deu e não saber comportar-se na maior parte dos locais.
 
4 – Evite recriminá-lo, para que ele não crie um complexo de inferioridade. Estes complexos, como toda a gente sabe, não deixam que as crianças desenvolvam a sua personalidade e que façam tudo o que querem, pois pensam antes de agir e são críticos das más actuações.
 
5 – Faça sempre tudo aquilo que devia ser o seu filho a fazer. Arrume as suas coisas, apanhe o que ele deitar ao chão, limpe tudo o que ele sujar e não lhe explique a importância de fazer essas tarefas. Dessa forma, estará a incentivar o seu filho a empurrar as suas responsabilidades para os outros e a descartar-se de cumprir o que quer que seja.
 
6 – Não precisa vigiar os comportamentos e amizades do seu filho, pois ele sabe o que fazer. Depois não se admire das horas que ele dedica ao computador sem que o consiga retirar de lá, que esconda e minta sobre aquilo que faz, pois ele rapidamente se tornou “dono da sua vida”.
 
7 – Discuta e se possível, agrida fisicamente o seu cônjuge em frente ao seu filho, pois isso é muito útil para que ele se convença de que a família é uma instituição nociva e que não deve qualquer respeito aos seus pais.
 
8 – Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Evite que ele o ganhe com o seu trabalho ou através do seu bom comportamento. Tem tempo. Deixe-o aproveitar a vida e ser feliz enquanto é jovem, que mais tarde, ele vai seguir o mesmo exemplo e terá sempre que, lhe dê o sustento.
 
9 – Satisfaça todas as suas exigências ou caprichos, no que se refere a alimentação, vestuário e conforto, a fim de que o seu filho não possa nunca sentir-se frustrado. As frustrações, como se sabe, não permitem que a personalidade se revele e torna as pessoas mais infelizes, maduras e responsáveis, mas coitadinho, ainda é tão cedo para exigir tanto!
 
10 – Defenda sempre o seu filho! Dos seus amigos, dos vizinhos, dos professores e até – principalmente – da polícia. Afinal de contas, é tudo uma gentalha desprezível que tem inveja de uma criança tão amada e bem cuidada pelos pais que aprendeu a ser um “homenzinho” tão depressa, mesmo que seja só de aspecto!
 
Como já se percebeu, é fácil construir um filho delinquente, o problema é promover um desenvolvimento sadio!
 
Vale a pena reflectir acerca de pequenos actos inocentes que cometemos e que nos podem custar um sofrimento para a vida. Habituamo-nos à ideia de que, “as crianças de hoje já nascem ensinadas: sabem tudo” e não percebemos que, o desenvolvimento da conduta social não nasce com o ser humano; aprende-se, tal como os sentimentos, os comportamentos e o crescimento sadio.
 
Assim, educar é transmitir através do exemplo, é ser exigente quando é preciso, afectuoso sempre que possível e não perder de vida que, a autoridade faz crescer e amadurecer de forma saudável.
 
 
 
 
 
 
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