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Como “curar” uma desilusão amorosa?

Como “curar” uma desilusão amorosa?
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15-08-2016 - 16:24
Parece “o fim do mundo” quando acontece.
 
São muitas as vezes em que se “jura” fechar a porta ao amor, a novos conhecimentos e à possibilidade de nos envolvermos com outra pessoa em prol dos sentimentos destroçados que restam no fim de um relacionamento.
 
Se tudo isso parece verdadeiro quando alguém está triste e desiludido, depressa passa a assumir outros papéis, já que o amor não se procura e, quando menos se espera, há um novo despertar no nosso mundo emocional. 
 
Na opinião dos entendidos e, provavelmente na posição de quem vive ou viveu uma relação seja de amizade ou de amor, a desilusão não é mais que “o desvendar da ilusão” que se criou em torno de alguém, razão pela qual só assumindo que se criou a imagem de uma pessoa que não é aquela, se torna mais fácil superar a dor de uma perda afectiva.
 
Por muito que se queira contrariar, é impossível conhecer bem uma pessoa, pois não conseguimos ter a totalidade do nosso próprio conhecimento também. Depois, mediante cada circunstância, as reações são variáveis, quer em nós mesmos, quer nos outros e ainda mais delicado, entre nós e os outros!
 
Conciliar tudo isto é uma tarefa árdua e que se deve resumir a momentos, sob pena de ficarmos com uma dor tão grande que se torna insuportável.
 
Antes de nos considerarmos “as piores pessoas do mundo” por vivermos uma desilusão, devemos entender que facilmente criamos imagens que não correspondem à realidade, e que lhes projectamos a maior parte das nossas emoções e expectativas. Seria mais fácil reservar uma margem pessoal de conforto, de amor-próprio, de liberdade e de bem-estar individual, pois é dessa base que depende o sucesso das relações. “O que eu sou e o que tu és!”
 
Em muitos casos tudo se confunde e, quando o outro desaparece da nossa vida, parece que “levou tudo” e que ficamos “vazios” e sem vida para prosseguir. Mas isso não corresponde de todo à realidade e, talvez não seja por acaso que tenhamos de nos iludir e desiludir muitas vezes na vida para aprendermos a reservar esse amor próprio, e essa capacidade de compreender que não se domina ou controla os sentimentos dos outros e que, para termos esse auto-controle, temos de pensar muito antes de agir levianamente perante uma desilusão.
 
Uma equipa de especialistas, reuniu algumas dicas que, pela forma simples como estão organizadas, podem servir de ponto de partida para superar uma desilusão.
 
1. Aceite a situação. Na vida, há mil situações nas quais não resta mais do que aceitar. “A vida é assim.” Quando aceitamos o que nos acontece, deixamos de lutar contra e passamos à fase de reorganização com mais facilidade.
 
2. Entenda que tudo terminou e deixe que a outra pessoa siga o seu caminho livremente. Na maior parte dos casos, não há retorno possível, pelo que não vale a pena tentar aquilo que se perdeu. Assim ultrapassa-se mais rapidamente a desilusão sem passar pela obsessão.
 
3. Não queira que a memória se apague como que num “toque de magia”, pelo que deve “dar tempo ao tempo” e aceitar que vai ter momentos mais tristes, saudades e necessidade de dedicar essa atenção ao que passou para poder ultrapassar. Respeite o seu ritmo sem alimentar exageros!
 
4. Chore tudo o que precisar, sem vergonha de assumir que está triste e que precisa dessa forma de descompressão. Quanto mais impedir o choro, mais sofrerá, pois as lágrimas ajudam a regenerar e confortam nos momentos mais difíceis.
 
5. Faça actividades que lhe possam dar prazer. Ter a mente ocupada é muito importante. Faça actividades de que gosta, mas não com o objectivo centrado no “esquecer” a outra pessoa, pois acabará por surtir o efeito contrário. As actividades ajudam a libertar a mente e a concentrá-la noutros interesses, não são a base para substituir sentimentos.
 
6. Tente não prolongar o monólogo interior em torno dessa pessoa. É verdade que, quando se passa por uma desilusão, “todos os pensamentos vão ter lá”, mas diga “Basta!” e lute contra essa insistência que se pode tornar exagerada.
 
7. Ouça música. A música relaxa e anima, enquanto desperta as endorfinas, os chamados hormónios da felicidade. Registe que, é nesses momentos que se avalia a força interior de cada um. Reagir é o primeiro passo e a música fará o resto!
 
8. Uma análise ao que aconteceu é sempre o ponto de partida para superar a dor. É bom assumir e dividir “as culpas” e perdoar o que se fez de “menos bom”, aceitando que o outro também é imperfeito e falhou, mas que isso não lhes retira o valor, somente a possibilidade de manterem um relacionamento. 
 
9. Procure o apoio de amigos, mas para falar de outros assuntos e para viver experiências em conjunto! É fácil fazer dos amigos psicólogos e, em pouco tempo, todos estão desiludidos pelo mesmo motivo, sem que se ajudem a recuperar. Um momento de desabafo basta para justificar uma lágrima ou um suspiro emocionado!
 
10. Comece do zero. Ultrapassado o “luto”, apague tudo e comece do zero. A vida continua e há milhares de coisas maravilhosas que ainda vão surgir. Corte o “mal pela raiz”. Não leia os e-mails da sua cara-metade, apague todas as suas fotos e não preserve objectos que despertam essa memória. Nada disso tem a ver com despeito ou ódio, mas sim com a necessidade de virar uma página que terá de dar lugar a outros personagens e as novas vivências, pelo que não se pode arrastar aquilo que perdeu o sentido e que terá de perder o valor emocional.
 
11. Escreva o que sente. Escrever os sentimentos é uma boa forma de desabafo. Pelo facto de não ter uma resposta, acaba por “abreviar” o caminho em relação ao desabafo com amigos que, naturalmente envolve emoções e comentários que nem sempre ajudam. Há quem escreva só para si e que queime essas cartas. Sem se dar conta, está a superar a dor e a renovar-se em termos emocionais.
 
12. Cuide da sua saúde !
A tristeza reduz as defesas e aumenta o risco de doença. Tenha uma boa alimentação e vá cultivando sentimentos positivos.
 
13. Não se compare a outras pessoas; nem ao novo amor da sua cara.metade e, muito menos a amigos ou conhecidos, pois essa é a pior forma de superar uma desilusão. A seu tempo, saberá dar a volta e valorizar-se, não perca tempo com comparações que só vão aumentar a tristeza.
 
14. Conheça pessoas novas. É nestes momentos que percebemos o quanto estávamos concentrados no relacionamento. Certamente que não vai encontrar amigos de um momento para o outro, mas há imensas pessoas que são excelentes companhias, sobretudo por não nos conhecerem e por não terem qualquer tipo de obrigações para connosco. É dessa liberdade que se precisa quando a desilusão acontece.
 
15. Dedicar algum tempo à leitura de artigos relacionados com o que está a sentir, pode ser um bom aliado para materializar os sentimentos e mais depressa superá-los. Compreender claramente o que aconteceu e assumir que, na vida estamos sempre a aprender e que, até a dor fazer parte do crescimento, é o ponto de partida para recomeçar e para encontrar novas formas de felicidade, pois se a sua relação terminou, seguramente que algo já não estava bem no vosso quotidiano.
 
 
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