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Como ajudar o seu filho a ter êxito na vida?

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07-01-2014 - 21:47
A questão do êxito é sempre algo que provoca alguma inquietação nos pais que desejam o melhor para os filhos e que, nem sempre sabem a melhor maneira de promover essa condição.
 
Segundo os especialistas, é fundamental promover e elogiar o esforço e o empenho que são a base para que qualquer sujeito alcance um estado de êxito na vida.
 
É fundamental mostrar aos mais novos a importância da persistência, associada à capacidade de corrigir os erros para que se encontrem sempre novas formas de ultrapassar os obstáculos.
 
Ao mesmo tempo, é fundamental incentivar a criança ao esforço sem a procura de uma recompensa, uma vez que, esta não pode ser a base dos seus objectivos, sob pena de perder a motivação quando não há algo em troca no imediato.
 
Um bom exemplo disso começa na escola em que o percurso é longo e exigente, sendo necessário estimular o empenho, o trabalho diário, a correcção dos erros e a vontade de aprender que é muito mais importante que a mera inteligência.
 
Quer isto dizer que, ser inteligente por si só, não traduz êxito na vida, pois uma criança habituada a ser elogiada pelas suas capacidades intelectuais inatas, não está preparada para enfrentar os desafios e, chega a bloquear em condições em que a falta de persistência e a frustração não a permitem avançar.
 
Se no passado o elogio era incomum ou praticamente inexistente, no tempo actual já se torna tão vulgar que pode não atingir o objectivo necessário.
 
Vejamos que se tornou fácil e quase banal dizer a uma criança que ela é inteligente…
 
Mas será que ser inteligente é realmente o factor mais importante para se ser bem-sucedido?
 
Será que aqueles que são inteligentes têm maior probabilidade de ter êxito? 
 
Se a inteligência é um ponto essencial, não menos o será o empenho, a dedicação e a persistência.
 
Segundo alguns estudos realizados neste âmbito, o empenho é a principal ferramenta para progredir ao longo da vida.
 
Tenhamos presente que, o nosso mundo está cada vez mais acelerado e que quase se impõe que as crianças cresçam depressa e bem para fazerem face aos desafios, ficando pelo caminho um conjunto de vivências e aprendizagens que vão suportar a auto-confiança no futuro.
 
É essencial estimular a criança, mas dar-lhe espaço e tempo para que se contextualize nas situações, para que faça as suas próprias aquisições e que coloque em causa os seus limites e potencialidades.
 
Se os pais só estimulam a inteligência repetindo inúmeras vezes essa qualidade, a criança acaba por ter medo de falhar e por só querer desafios para os quais esteja preparada, pelo que, naturalmente teme situações que envolvam a persistência e o empenho.
 
É comum que as crianças incentivadas ás actividades intelectuais tão na moda através dos jogos didácticos que parecem ser a única oferta possível para os mais novos, acabem por se desinteressar por outras iniciativas que não envolvam esse nível de exigência a que os miúdos estão habituados.
 
Depois, temos outra questão que é a falta de tempo, de paciência e de persistência quando se acredita que se consegue fazer tudo bem numa primeira tentativa e com rapidez.
 
A criança cresce a acreditar que, se não fizer uma coisa bem-feita à primeira tentativa e rapidamente, deve desistir e optar para algo que possa fazer bem e depressa. No entanto, as pessoas mais bem-sucedidas – quer o sucesso seja medido pelo dinheiro ou felicidade – são geralmente aquelas que não se limitam ao que sabem fazer depressa e bem à primeira. 
 
O empenho – a capacidade e vontade de trabalhar com afinco durante um longo período de tempo, persistindo e adiando a gratificação até que se encontre a solução – tem sido apresentado como o ingrediente principal para o sucesso por vários especialistas.
 
Os pais e educadores devem ter em conta que, para se empenharem num desafio, as crianças têm que o ver como algo que são capazes de fazer; têm que ter confiança nas suas capacidades e não encarar uma dificuldade como uma ameaça ou derrota.
 
 
Muitas crianças, mesmo aquelas com excelentes capacidades inatas, podem ver um desafio com medo ou com uma atitude negativa: “não consigo; dá-me a resposta”.
 
Muitas vezes não se compreende como é que uma criança dita inteligente tem tanto medo de desafiar os seus limites em algumas situações.
 
A causa está relacionada com os sinais que recebe dos adultos. O adulto que lhe disse “Saíste-te muito bem. És tão inteligente” estava, na verdade, a condenar a criança a falhar no futuro. 
 
Quando se elogia uma criança por ela ser inteligente, estamos a evidenciar uma caraterística que ela não pode controlar. 
 
Se algumas crianças nascem com mais competências que outras, devem ser estimuladas para as escolhas e para a diversidade, para o empenho, para o conhecimento prático das situações, pois o simples facto de ser inteligente não a prepara para ser bem-sucedida.
 
Crianças que nascem com capacidades excelentes podem bloquear mediante desafios difíceis, com medo que deixem de pensar que elas são inteligentes e que as acusem de cometer erros.
 
Este é um dos perigos de reforçar excessivamente a inteligência, já que as demais áreas são tão ou mais importantes para o seu futuro e para que conquiste mais desafios.
 
Sem querer, os adultos podem limitar uma criança que, pelo medo de falhar deixa de arriscar.
 
Neste sentido, é fundamental elogiar o esforço, as tentativas e os resultados desse empenho e promover situações que estimulem precisamente a ideia de que depressa e bem é uma situação que pode acontecer, mas por norma, é o esforço, a correcção e as tentativas que produzem resultados mais duradouros.
 
Vejamos os casos de crianças menos bem sucedidos na escola… a competição entre colegas dá lugar a um ritmo alucinante e à perda deste tipo de valores essenciais: o esforço, a motivação para voltar a tentar e a consciência de que uma recompensa poderá surgir.
 
É fundamental “desacelerar” o ritmo de aprendizagem e de obtenção de resultados para que se equilibre a inteligência com os demais valores essenciais para um desenvolvimento estável e bem sucedido.
 
Deve-se então elogiar a “coragem” para repetir até que se consiga chegar ao pretendido, pois essa será uma base de vida essencial para qualquer sujeito neste e em qualquer outro tempo de vida.
 
Ensinar a criança a lidar com a frustração é outro ponto indispensável, já que vai encarar o erro como uma oportunidade de tentar novamente e de obter melhores resultados futuramente.
 
 
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