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Chamar nomes e humilhar também são formas de violência doméstica

Chamar nomes e humilhar também são formas de violência doméstica
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29-04-2015 - 15:22
Vulgarmente associa-se a agressão física à violência doméstica quando, na realidade pode ser tão ou mais degradante para o ser humano, os nomes e os insultos proferidos pelo agressor.
 
É caso para dizer que, “Ás vezes dói mais uma má palavra que uma bofetada”.
 
Sem esquecer que a violência tem ocorrido em ambos os sexos e que não é só a mulher que se queixa e que é vítima, deve recordar-se que, não é só a pancada que é crime.
 
A violência psicológica também é punível por lei e, segundo os psicólogos, pode trazer consequências piores do que a agressão física.
 
Segundo a psicóloga da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Maria Tereza Gonzaga, as “feridas invisíveis” são as mais difíceis de curar. “Imagine o que é ter uma pessoa que o/a insulte diariamente e das mais variadas formas e os prejuízos que esse comportamento acarretam no tempo; ao longo de vários anos”.
 
A mesma especialista recorda casos de mulheres que acordam, que se vestem e preparam para sair de casa na base do insulto e da humilhação. 
 
Regressam a casa e são recebidas com a mesma forma de tratamento. Anos após anos, alguém consegue calcular os danos a que esta vítima está sujeita?”
 
Na realidade, não são visíveis marcas (pelo menos durante algum tempo), mas essa vítima está a perder diariamente o seu direito à vida, à felicidade e à sua independência.
 
A mesma especialista refere que, a maioria dos atendimentos que realiza no Centro de Apoio à Mulher onde trabalha se baseiam nesta forma de violência psicológica. “Deparo-me com mulheres completamente arrasadas do ponto de vista emocional, sem autoestima, níveis muito baixos de confiança e de segurança, o que as limita na ação e na mudança de vida”.
 
De acordo com Maria Tereza Gonzaga, “estas mulheres geralmente são depressivas e inseguras. Não têm alegria e vivem com medo de ter iniciativas pois não acreditam nas suas próprias capacidades”.
 
Para a psicóloga, a agressão psicológica pode acarretar consequências piores que a física, sobretudo devido à maior dificuldade em reunir provas. Ao mesmo tempo, a mulher destruída acredita ser ela a responsável pela vida que tem e acaba por se resignar a um estado de sofrimento e perdas diárias.
 
“É muito complicado provar que se é vítima de violência psicológica, mas é preciso reter que não se trata de um processo impossível”.
 
Para além dos relatos de testemunhas, o agressor apanhado em flagrante, não escapa ao juiz, adianta a responsável por um gabinete de atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica.
 
“Na maioria dos casos, o problema é que a mulher faz queixa, mas depois não tem força para dar continuidade ao processo”.
 
Sublinhando existir “uma ligação emocional muito forte com o companheiro e um profundo sentimento de medo”, muitos casos acabam por se perder e por não conhecer um desfecho.
 
Na posição destas especialistas, “O problema geralmente não é financeiro, mas afetivo. As mulheres acreditam que os agressores vão mudar, que devem respeito ao marido, pois ele é o homem da casa, o pai dos filhos, enfim, prolongam a situação até ao limite”, reforça Tereza Gonzaga.
 
Para a psicóloga da UEM, as mulheres devem ser felizes, mas sabendo que isso deve acontecer independentemente do companheiro. “Infelizmente na maioria das vezes o agressor não muda. 
 
A mulher tem de tomar consciência da sua importância, procurar ajuda especializada e libertar-se dessa situação, que só vai acabar com a sua vida e dignidade”, ressalta Maria Tereza.
 
Acrescentando o facto de muitos homens também se encaixarem no “modelo” de violência doméstica enquanto vítimas, é importante reforçar que, nenhum ser humano pode viver sob qualquer tipo de violência, seja ela física, psicológica, monetária ou outra, pelo que, alguém que se sinta condicionado nos seus direitos e vontades, deve pedir ajuda atempadamente.
 
 
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