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Células estaminais

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12-08-2013 - 17:00
Num tempo em que tanto se fala das células estaminais como futura solução para tratar ou curar muitas doenças, importa saber mais acerca deste assunto para prevenir fraudes e esclarecer o melhor possível a opinião pública.
 
Em primeiro lugar, sabe-se que, as células estaminais são células extraordinárias cujo destino ainda não foi "decidido". A sua abrangência e singularidade deve-se ao facto, destas células se poderem transformar em vários tipos de células diferentes, através de um processo denominado "diferenciação". 
 
Nas fases iniciais do desenvolvimento humano, as células estaminais do embrião "diferenciam-se" em todos os tipos de células existentes no organismo - cérebro, ossos, coração, músculos, pele, entre outros. 
 
Após longos trabalhos científicos, os especialistas estão entusiasmados com a possibilidade de controlar o espectacular poder natural destas células para curar vários tipos de doenças. Por exemplo, as doenças de Parkinson e Alzheimer que resultam de lesões em grupos de determinadas células no cérebro. 
 
Ao fazer um transplante das células estaminais de um embrião para a parte do cérebro com lesões, os cientistas acreditam poder substituir o tecido do cérebro que se perdeu. 
 
Neste sentido, acredita-se que, num futuro próximo, a investigação das células estaminais poderá revolucionar a forma de tratamento de muitas "doenças até ao momento mortais" como por exemplo, acidentes vasculares cerebrais, a diabetes, doenças cardíacas e até mesmo a paralisia. 
 
Com toda esta esperança, é natural que existam grupos interessados em promover estudos sérios, mas também quem se desvie dessa rota e iluda os pacientes e respectivas famílias face a terapêuticas não comprovadas até ao momento, pelo que é preciso estar atento e esperar que se efectivem os resultados revelados por entidades credíveis. 
 
As atitudes relativamente à utilização de células estaminais embrionárias para fins de investigação e tratamentos médicos variam de país para país. Na Alemanha, por exemplo, a remoção de células estaminais de um embrião humano é considerada ilegal. 
 
Na Grã-Bretanha é legal mas, de acordo com regulamentos rigorosos, os cientistas britânicos podem utilizar embriões humanos para investigação até 14 dias após a fertilização. 
 
Muitos países ainda não possuem leis claras que regulem a investigação de células estaminais humanas pelo que é preciso estar alerta e não cair em falsas terapias milagrosas que, para a ciência não fazem qualquer sentido, muito menos resolvem o problema, podendo em certos casos, agravá-lo. 
 
Partindo do pressuposto de que, a utilização de embriões é uma questão controversa eticamente, os cientistas em todo o mundo estão à procura de outras fontes de células estaminais, sendo que, as células da medula óssea dos adultos são uma possibilidade. 
 
Estas células têm o potencial para se "diferenciarem" em diferentes glóbulos vermelhos ao longo do ciclo da vida. 
 
No futuro, os cientistas esperam manipular estas células estaminais adultas para que, em vez de produzirem apenas glóbulos vermelhos possam produzir células do cérebro, fígado, coração e células nervosas. 
 
Note-se que, apesar do potencial das células do cordão umbilical serem mais promissoras, faz sentido que se encontrem outras soluções mais éticas para a evolução desta terapia que pode revolucionar a medicina nas próximas décadas. 
 
Ao mesmo tempo, é preciso ter em atenção que, apesar de se estarem a dar importantes passos na preservação das células estaminais e da publicidade que faz o apelo a que as mesmas se reservem no acto do nascimento, ainda não existem trabalhos científicos que assegurem que será a partir daí que se vão curar muitas doenças no portador das células ou membros da sua família, uma vez que, a compatibilidade das células não é tão elevada nos membros da família como tem sido veiculado, pelo que é preciso alguma moderação nas expectativas. 
 
Depois há quem se aproveite do desespero de muitas famílias para o enriquecimento ilícito, o que também deve ser esclarecido antes de tomar qualquer decisão. 
 
Muitas famílias têm guardado as células do cordão umbilical acreditando ser uma garantia de que qualquer membro do grupo pode beneficiar de um implante no futuro, mas essa garantia não é dada pelos cientistas, mas sim pelos laboratórios que cobram para as preservar. Ainda assim, pode acontecer que, essas células salvem vidas fora do grupo, é tudo uma questão de compatibilidade. 
 
A necessidade de criar bancos públicos surgiu precisamente a partir da ideia de que, nem todos podem suportar os custos da preservação em laboratórios privados, ainda assim, em Portugal, esse processo ainda está longe de ser consolidado. 
 
De todo que, as células estaminais são uma esperança de cura ou tratamento para muitas doenças, uma vez que, se dividem facilmente e, pela sua versatilidade, podem assumir diferentes funções no corpo humano, mas essa realidade ainda requer trabalhos e provas que sustentem as muitas hipóteses em curso. 
 
Refira-se que, o principal objectivo das pesquisas com células estaminais é usá-las para recuperar tecidos danificados por doenças e traumas. 
 
Existem três possibilidades de extracção das células-tronco. Podem ser adultas, mesenquimais ou embrionárias: 
 
Embrionárias – São encontradas no embrião humano e são classificadas como totipotentes ou pluripotentes, devido ao seu poder de diferenciação celular de outros tecidos. 
 
As células adultas encontram-se em diversos tecidos, como a medula óssea, sangue, fígado, cordão umbilical, placenta, entre outros. Células-tronco mesenquimais, uma população de células do estroma do tecido (parte que dá sustentação às células), têm a capacidade de se diferenciar em diversos tecidos. 
 
Por conta desta plasticidade, essas células têm sido utilizadas para reparar ou regenerar tecidos danificados como ósseo, cartilaginoso, hepático, cardíaco e neural. 
 
Além disso, essas células apresentam uma poderosa actividade imunossupressora, o que abre a possibilidade de sua aplicação clínica em doenças imunomediadas, como as auto-imunes e também nas rejeições aos transplantes. Em adultos, residem principalmente na medula óssea e no tecido adiposo. 
 
Existem as células-tronco totipotentes ou embrionárias, que conseguem dar origem a qualquer um dos 216 tecidos que formam o corpo humano; as pluripotentes, que conseguem diferenciar-se na maioria dos tecidos humanos, e as células-tronco multipotentes que conseguem diferenciar-se em apenas alguns tecidos. 
 
Note-se que são muitas as experiências que se têm desenvolvido sobretudo com animais, sendo de realçar a cientista portuguesa Renata Gomes que foi distinguida com o seu trabalho na reconstituição de um coração, contudo, é necessário mais algum tempo e provas para que os cientistas confirmem o resultado final.
 
 
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