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Botulismo

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12-08-2013 - 16:51
Esta é uma patologia que afecta a população em geral, mas que exige uma especial atenção para os bebes, uma vez que, os mais pequenos podem correr sérios riscos com a ingestão de mel.
 
Entende-se por botulismo uma forma de intoxicação alimentar rara mas potencialmente fatal, causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, presente no solo e em alimentos contaminados e mal conservados. 
 
O botulismo consiste na infecção através de pequenos bacilos Gram-positivos, com cerca de 8 micrómetros por 3, produtores de esporos e toxinas, relacionados com o género Bacillus, cujo habitat normal é a água. São móveis, possuindo flagelos. 
 
Os mesmos produzem uma neurotoxina que funciona como uma enzima metaloproteas que destrói as proteínas envolvidas na exocitose do neurotransmissor acetilcolina na placa nervosa motora. 
 
A sua acção resulta na paralisia dos músculos, e se for extensa a paralisia do diafragma pode impedir a respiração normal e levar à morte por asfixia. 
 
Descrição: 
 
Trata-se de uma doença de baixa ocorrência, mas de alta letalidade. Ocorre em todo o mundo, não existindo portando um local seguro para evitar o seu contacto, sendo que, as conservas caseiras são uma potencial fonte de transmissão. 
 
Pode ocorrer tanto em conservas vegetais como de carnes 
 
O Cl. botulinum e os seus esporos estão amplamente disseminados no solo, pelo que pode contaminar os alimentos. 
 
A doença caracteriza-se por paralisia muscular e morte por perda respiratória. 
 
Relativamente ao Botulismo infantil, afecta os bebés de menos de 1 ano devido ao facto de apresentarem imaturidade intestinal. 
 
Nos bebés é comum a afectação através da ingestão de mel, uma vez que, os esporos do Cl. botulinum germinam e colonizam o intestino dos mais pequenos, razão pela qual este alimento deve ser evitado antes dos 12 meses de idade. 
 
Diagnóstico: 
 
O diagnóstico clínico é feito através dos sintomas: paralisia muscular progressiva, iniciando-se pela face, ptose palpebral (fecha o olho), dificuldade de deglutição e visão dupla. 
 
Os sintomas progridem pela musculatura, causando dificuldade motora e de respiração. Importa realçar que, nem sempre o diagnóstico é realizado atempadamente, já que os sinais se podem confundir com outras patoligias e desviar a atenção do problema central, pelo que é fundamental alertar o médico para os alimentos ingeridos ou para eventuais feridas anteriores aos sintomas. 
 
O diagnóstico envolve análises onde se procura através do soro ou das fezes, a presença de uma toxina. 
 
De salientar a importância de um diagnóstico precoce como forma de evitar o agravamento da doença. 
 
Tipos de Botulismo: 
 
Há três formas de botulismo: botulismo alimentar, botulismo por ferimentos e botulismo intestinal. Embora o local de produção da toxina botulínica seja diferente em cada uma delas, todas as formas da doença se caracterizam pelas manifestações neurológicas e/ou gastrointestinais. 
 
O botulismo apresenta uma elevada letalidade e deve ser considerado uma emergência médica e de saúde pública. 
 
Para minimizar o risco de morte e sequelas, é essencial que o diagnóstico seja feito rapidamente e que o tratamento seja instituído precocemente através das medidas gerais de suporte em regime de urgência. 
 
Quando causada pela ingestão de alimentos contaminados, é incluída no rol das doenças transmitidas por um alimento. 
 
Tratamento: 
 
É de sublinhar que, perante um caso de Botulismo, o paciente deve ser observado com a maior brevidade possível, sob pena do tratamento não estar à altura da necessidade e de não se obter resultados. 
 
Na urgência hospitalar, é administrado um antídoto (anti-toxina). Se o paciente apresenta déficit respiratório deve é usada uma máquina de respiração artificial até a paralisia terminar, o que pode demorar alguns dias. São usados enemas para remover todos os restos de comida contaminada ainda não absorvidos do intestino. 
 
Se possível deve ser dado a anti-toxina específica. Caso não identificada, é administrado o soro polivalente. A anti-toxina neutraliza apenas a toxina circulante, isto é, aquelas que já se ligaram aos nervos não são afectadas. 
 
O tratamento, se tardio, pode não funcionar, pelo que, é importante o diagnóstico precoce. A toxina ligada aos nervos permanece por um longo período, mantendo os sintomas. Nestes casos, o paciente pode permanecer com sequelas nervosas por um longo período. 
 
Curiosidade: 
 
A toxina botulínica é usada em pequenas doses, como tratamento cosmético temporário, porém os seus riscos não devem ser ignorados. 
 
Trata-se do Botox, cuja intensa capacidade paralítica é desejada por indivíduos que procuram esconder as rugas (as rugas são causadas por contrações musculares) e outras imperfeições faciais. 
 
O Botox também é utilizado como tratamento para alguns problemas de saúde, sendo de realçar no âmbito da oftalmologia como forma de correcção de alguns problemas. 
 
Ao mesmo tempo, esta toxina também é utilizada para tratar problemas de tensão muscular, uma vez que é um relaxante.
 
 
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