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Até que ponto o dinheiro traz felicidade?

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21-04-2014 - 15:33
Desde há muitos anos que se ouve dizer: “a malta ganha pouco, mas diverte-se”, ou trabalho por amor à camisola”, mas as pesquisas científicas vêm dar um sentido diferente ao que se diz e, quem sabe esclarecer melhor o que se pensa e sente.
 
A questão do dinheiro como factor de felicidade tem sido amplamente debatido nas nossas sociedades, sendo que, o senso comum tem por hábito afirmar que, efectivamente o dinheiro não acarreta felicidade e dá longos exemplos de milionários que trocariam a vida luxuosa por uns momentos descontraídos à beira-mar ou num local onde a simplicidade exista, ainda assim, em contraponto ás afirmações, rara é a pessoa que se diz satisfeita com o que tem e procura sempre mais, então como é que se pode interpretar a questão?
 
Desde há muitos anos que se ouve dizer: “a malta ganha pouco, mas diverte-se”, ou trabalho por amor à camisola”, mas as pesquisas científicas vêm dar um sentido diferente ao que se diz e, quem sabe esclarecer melhor o que se pensa e sente.
 
O estudo foi levado a cabo por duas instituições, sendo que, a primeira, foi conduzido pela organização brasileira Ateliê de Pesquisa Organizacional, e aponta que, para 78% dos profissionais, o dinheiro é um fator que se sobrepõe a todos os outros no trabalho. Um outro estudo, americano, mostra que a maioria das pessoas, se tiver de optar entre um trabalho chato que paga bem ou um emprego desafiador com salário mais baixo, prefere a primeira opção.
 
Nesta sequência, verifica-se que, o dinheiro tem uma importância muito elevada na vida das pessoas. Na mesma pesquisa, muitos entrevistados falaram sobre a possibilidade de ter e de adquirir bens materiais como forma de reconhecimento pessoal e de respeito profissional — afirma Suzy Cortoni, sócia-diretora do Ateliê de Pesquisa Organizacional, que realizou abordagens quantitativas, com 200 entrevistas, e qualitativas, com quatro grupos de discussão.
 
Os participantes do estudo tinham entre 28 e 45 anos, formação superior, e trabalhavam em empresas com 500 a mais de mil funcionários há pelo menos oito anos.
 
A responsável pelo trabalho de investigação afirma que,  “Não escolhemos à toa essa faixa etária: quando se pensa em felicidade, alguém que está no início da carreira pode ainda se sentir perdido, assim como os mais velhos podem estar em decréscimo de carreira, o que influenciaria o resultado”.
 
Apesar disso, a supervalorização dos ganhos financeiros também está presente entre os jovens de 18 a 24 anos, isto porque quando se está na idade de constituir uma família, o dinheiro assume um papel mais Mas, no caso da geração Y, a questão do status e do dinheiro também está muito presente, diz a sócia-diretora do Ateliê de Pesquisa Organizacional.
 
De acordo com Rafael Falcão, diretor de uma empresa especializada em recrutamento, o resultado da pesquisa pode ser analisado de duas formas:
 
Por mais que as pessoas procurem satisfação no trabalho, são poucas as que têm uma paixão pelo que fazem. A maioria até gosta, tem afinidade com o que faz, mas não ama. Então, estabelece uma ligação direta entre o salário e a motivação ou mesmo entre salário e felicidade.
 
Ao mesmo tempo, é de salientar que, sabendo disso, as empresas apostas nos prémios e compensações a dar aos funcionários para que estes se sintam motivados para ganhar mais e mais e produzirem quase o impossível.
 
Uma outra posição adverte que, o factor dinheiro orienta a motivação de curto e médio-prazo, mas que, em termos mais duradouros, o interesse pelo trabalho ganha outros contornos, passando a existir também uma aposta crescente na qualidade e no bem-estar pessoal e profissional.
 
Para Peter Ubel, um dos autores do estudo da Fuqua School of Business, que faz parte da Universidade de Duke, as pessoas sentem necessidade de receber um vencimento condizente com o trabalho desenvolvido, independentemente da satisfação encontrada no emprego.
 
Ao longo do trabalho de investigação os estudantes tiveram de escolher entre resolver um problema em cinco minutos ou observar outras pessoas, sem fazer nada. A maioria (66%) achou a primeira tarefa mais interessante e agradável, mas apenas 18% aceitou fazê-lo recebendo menos ou o mesmo do que o pago pelo “trabalho” de observar os outros.
Quer isto dizer que, o interesse é colocado abaixo da recompensa proposta, mesmo que o sacrifício e a motivação não estejam em sintonia.
 
Para muitos entendidos, a questão de colocar o dinheiro acima da função só se aplica aos trabalhadores, porque quando se passa para níveis hierárquicos superiores, os resultados deste estudo não refletem a realidade dos executivos, que estão num patamar em que não priorizam somente o dinheiro, mas o pacote como um todo, incluindo desafios, exposição internacional e qualidade de vida. Já para os cargos de gerentes, o incremento salarial é um objetivo de carreira.
 
No mesmo trabalho verifica-se que, apesar do “valor” que o dinheiro tem conhecido, o principal motivo para o ganhar é a família, sendo que, é também o plano afectivo a grande motivação humana para trabalhar e desafiar os limites.
 
Os entrevistados assumiram que, não é o dinheiro que lhes assegura a felicidade, mas sim a família, no entanto, uma família que possa fazer face ás suas necessidades e a alguns pequenos luxos, será um motivo para trabalhar mais e desfrutar de momentos de felicidade, mesmo que o trabalho não esteja no topo da sua satisfação.
 
O sacrifício compensa quando se recebe o afecto de quem se ama, concluíram alguns investigadores.
 
 
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