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Astrologia: um mundo (ainda) por descobrir

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07-08-2013 - 15:24
Apesar da ciência não considerar a astrologia como uma das suas bases de estudo, devido à inexistência de respostas a determinados fenómenos, na realidade, esta superstição ou forma divinatória de encarar a realidade e as relações humanas, continua a suscitar muita curiosidade e até a ser motivo de orientação de muitas vidas, pois, apesar da dificuldade em comprovar os seus métodos, a astrologia possui uma interpretação que tem evoluído ao longo dos séculos e acaba por explicar situações mundanas e por tranquilizar e explicar situações relacionais nem que seja de uma forma temporária, ou até que se encontre outra justificação.
 
Não é por acaso que, é raro conhecer alguém que seja indiferente ao seu signo solar e ás características astrológicas, mesmo que, não faça dessa teoria um modelo de vida.
 
Os registos mais antigos sugerem que a astrologia surgiu no terceiro milénio AC., tendo assumido um papel importante na formação das culturas. Desta forma, verifica-se que, a sua influência é encontrada na Astronomia antiga, nos Vedas, na Bíblia, e em várias disciplinas através da história. 
 
Até à Era Moderna, Astrologia e astronomia eram indistinguíveis, contudo, as divergências surgiram no tempo de Ptolemeu, pelo que, essa separação culminou no século XVIII com a remoção oficial da Astrologia do meio universitário.
 
Só no século XX é que a Astrologia retomou a algumas universidades - nomeadamente nos EUA – quando se desenvolveu naquilo que é hoje designado por Astrologia contemporânea.
 
Os astrólogos afirmam que o movimento e posições dos corpos celestes podem influenciar directamente, ou representar, eventos na Terra e em escala humana, motivo pelo qual alguns astrólogos definem a Astrologia como uma linguagem simbólica, uma forma de arte, ou uma forma de vidência, enquanto que outros a definem como ciência social e humana.
 
Relativamente aos signos e ás características humanas e, de um modo geral, a astrologia facilita a compreensão da diferença através de doze atribuições que nos permitem facilitar o conhecimento do outro. Claro está que, não existe rigidez nessa atribuição de qualidades positivas e negativas, o que determina que a astrologia não possa ser encarada como ciência. Ao mesmo tempo, para além das características do signo solar, existe também o ascendente e a lua que, de acordo com os astrólogos, são aspectos fundamentais para conhecer e caracterizar um indivíduo. 
 
Os cálculos baseiam-se na hora e local de nascimento, o que, apesar de permitir agrupar por signos, afasta a possibilidade de se encontrarem duas pessoas completamente iguais, o mesmo se passa com os gémeos que, com alguns minutos de diferença no acto do nascimento, são forçosamente pessoas distintas. 
 
Neste sentido, deve-se sempre ter em conta que, muito mais que pertencer a um signo solar, é preciso descodificar tudo o que essa pessoa reúne no seu nascimento e que se desenvolve ao longo da vida, ainda assim, facilita a tarefa o facto de se reconhecer que existem pessoas com traços de personalidade comuns que podem ser facilmente avaliados através dos signos.
 
De um modo geral e muito sucinto, a astrologia atribui características simples a cada signo que podem ser mais ou menos assim:
 
Carneiro- representa acção, impetuosidade, impulsividade, capacidade de iniciativa e procura do desconhecido. 
 
Touro- representa uma pessoa calma, mas também a possessividade, inércia e a ternura.
 
Gémeos- neste signo impera a dúvida, a dispersão, o movimento e a palavra; a capacidade de comunicar ideias e sentimentos.
 
Caranguejo- é símbolo de sentimento, acolhimento, intuição e muita capacidade de compreender o outro. A dedicação também é um traço forte nestes nativos. 
 
Leão- honra, egocentrismo, coragem, mas também a dificuldade em reconhecer os erros e em corrigi-los, o que pode dar espaço à teimosia. 
 
Virgem- razão, exigência, crítica e organização levada ao infinito. 
 
Balança- equilíbrio, diplomacia, capacidade de diálogo e disponibilidade para ouvir e estar com o outro.
 
Escorpião- intensidade, intuição, sensualidade e sexualidade. 
 
Sagitário- objectividade, dedicação, altruísmo e consciência.
 
Capricórnio- persistência, trabalho, resistência. Sentido de luta e responsabilidade.
 
Aquário- originalidade, criatividade, eloquência. Força de vontade e capacidade de luta. 
 
Peixes- sensibilidade, idealismo. O sonho ganha expressão nestes nativos.
 
Efectivamente, por não se tratar de um método de avaliação rigoroso, estas características têm conhecido alterações ao longo dos tempos e sempre que a própria sociedade evolui e é necessário dar um novo sentido ás características humanas, pois com mais ou menos provas, é sabido que a astrologia se assume como uma forma de orientação pessoal e social e que é uma influência na vida humana.
 
Com essa noção de pano de fundo, percebe-se que os astrólogos procuram actualizar as características astrológicas aos novos tempos sem perder de vista o seu radical e a base que as fundamenta. 
 
Como por detrás da astrologia está sempre um toque de crença e de mistério, recordamos que, esta teoria acaba por justificar um conjunto de influências a partir dos signos, pelo que é natural verificar interpretações sobre características físicas, partes do corpo mais ou menos sublinhadas em função do signo solar correspondente e daí por diante. Ao mesmo tempo, temos as pedras preciosas que são sempre um amuleto a considerar para os crentes, pelo que deixamos algumas dicas:
 
Carneiro: Diamante, Cornalina 
Touro: Esmeralda, Crisoprásio 
Gémeos: Olivina, Aventurina 
Caranguejo: Pérola, Madrepérola 
Leão: Rubi, Cornalina 
Virgem: Safira, Lápis-lazúli 
Balança: Granada, Quartzo rosa 
Escorpião: Opala, Turmalina 
Sagitário; Turquesa, Zircão 
Capricórnio: Topázio, Olho-de-tigre 
Aquário: Ametista, Ônix 
Peixes: Água-marinha, Heliotrópio.
 
Além da que se chama hoje astrologia ocidental, são praticadas em todo o mundo outras formas de astrologia.
 
Na China, a astrologia é conhecida desde 2000 a.C. Diz a tradição que Buda, ao morrer, chamou os animais para se despedir e somente 12 surgiram, pelo que, estes são os anos da Astrologia Chinesa.
 
A Índia conheceu a astrologia da Mesopotâmia quando foi invadida, por volta de 1500 a.C.
 
Os Astecas usavam uma astrologia com 20 signos. Um padre espanhol, que acompanhou a tomada de Hernán Cortés, codificou a astrologia dos Astecas.
 
Há várias correntes recentes - dos séculos XIX e XX - na astrologia. A astrologia inglesa do século XIX teve forte influência da teosofia, como praticada por Alice Bailey. Alan Leo e Charles Carter são dois de seus expoentes, e dessa linha surgiu a Faculdade de Astrologia de Londres.
 
Numa tentativa de recuperar a dimensão inicial e, até certo ponto mais credível e sem as muitas alterações de que foi alvo a astrologia ao longo dos séculos, presentemente, muitos astrólogos estão a recuperar o método da astrologia clássica e a recuperar os seus fundamentos genuínos.
 
Já se acreditou na teoria dos opostos, na compatibilidade de signos a partir dos seus traços de personalidade e, actualmente a astrologia fundamenta-se mais na análise dos mapas astrais dos pares amorosos, isto porque se percebeu e, como já acima foi referido que, não basta ser deste ou daquele signo, pois por detrás dessa perspectiva vaga está um mundo para ser descodificado através do mapa ou carta astral.
 
Desta forma, o astrólogo faz a descodificação desses símbolos, realiza cálculos e consegue fornecer informações que muitos aceitam como um ponto de partida para uma nova etapa de vida.
 
Há entendidos que igualmente recorrem à psicologia para acrescentar o conhecimento do sujeito e, em articulação, fazem um ponto de situação do percurso e das oportunidades, o que se afasta das previsões e coloca o sujeito numa linha de orientação baseada nas suas características e potencialidades.
 
Quando se diz que este ou aquele signo terá um bom ano, significa que, a conjuntura astral facilita determinados elementos, mas que o sujeito terá de os desenvolver, ou seja, procurar conhecer-se e orientar o sue percurso de acordo com as suas características culturais, a sua herança familiar e com a orientação astrológica, pois no vazio, a astrologia será sempre muito vaga e sem uma orientação concreta que sirva muitas pessoas ao mesmo tempo.
 
Existe uma predisposição, uma possibilidade, uma característica protegida, não é assegurado que tal se vá suceder.
 
O esforço em descobrir aquilo para que realmente se tem capacidade tem de ser individual e sistemático para que se descubram oportunidades, afirmam os astrólogos.
 
Não é por se pertencer a um signo que se vai liderar uma organização, mas pode-se aproveitar esse facto para desenvolver qualidades e alcançar esse estatuto, mas tudo depende de cada um; do seu percurso, empenho, da forma como cria as suas oportunidades e como reage aos erros que precisam de ser sempre corrigidos para que se possam ultrapassar.
 
As previsões aumentam-nos a auto-estima, mas precisamos de mais do que isso para tirarmos partido dela, para chegarmos mais longe nas nossas capacidades.
 
O que é que eu previsto fazer para chegar a um determinado estatuto?
 
Esta é a pergunta que nos devemos fazer com alguma regularidade, pois a astrologia quer o ser humano a progredir, a descartar o passado e a aproveitar o seu saber e talento para agarrar novos desafios.
 
Os astros indicam, mas a descodificação é pessoal.

 

 

 

 
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