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“As voltas que a vida dá”

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24-09-2013 - 22:38
É comum ouvirmos diversas interpretações acerca do que é viver e de como se deve viver, mas no fundo, o processo é bem mais complexo do que meras explicações transmitidas de gerações em gerações.
 
Se repararmos, cada um de nós tem a liberdade para procurar uma teoria com a qual se identifique, que faça acreditar em algo ou duvidar de um conjunto de interpretações, sem que, no entanto, exista uma explicação capaz de justificar muita coisa.
 
Não é por acaso que, até aos nossos dias, ninguém conseguiu alcançar o pleno de felicidade ou mais do que momentos alegres mesclados com dissabores, desilusões, esperança e falta dela, entusiasmo e sentido de luta, tal como apatia e fases de menor entrega por que nos falta energia.
 
Com mais ou menos filosofia, a realidade dos factos, é que cada pessoa tem mesmo de encontrar o seu ponto de equilíbrio e de procurar quem lhe permita viver momentos de bem-estar, que, em cada fase, divergem da anterior, já que estamos sempre a evoluir, nem que seja emocional ou intelectualmente.
 
Depois temos outra questão que é acreditar que são os outros que nos trazem felicidade quando esta existe dentro de nós e se desenvolve mais ou menos consoante o que sentimos com os outros. Nem todas as pessoas nos fazem bem, tal como há pessoas que nos fazem sentir um infinito de sensações agradáveis.
 
Depois, é preciso ter em conta que, em cada idade, as emoções se vivem de uma forma peculiar, pois o riso dos 15 anos, é seguramente diferente dos 2 ou do dos 20 anos, o que traduz que, em cada idade temos uma determinada disponibilidade para a vida, sem que essa realidade comprometa o desejo de viver ao longo dos anos, simplesmente a forma como se vida é específica.
 
Se nos dessem uma “receita” para vivermos em pleno, seria importante dizer que, na infância temos direito a um conjunto de sensações, que na adolescência o pensamento nos leva para outra dimensão e que, na idade adulta, temos de nos preparar para um conjunto de etapas muito distintas e nem todas livres e felizes como desejaríamos ou como se acredita na infância e adolescência.
 
Há quem defenda que, a vida é como uma escalada que é sempre a subir até aos 50 anos e que, a partir dessa idade, começa a descer. Essa descida inclui a tomada de consciência de muitas situações, mas sobretudo de si mesmo, do corpo, da mente, dos limites, dos gostos, das adaptações a uma nova realidade, do aproveitamento do conhecimento adquirido ao longo da vida, etc. sem esquecer que, tudo o que se aprende, vai “dar jeito” no processo de envelhecimento e que, nessa fase, teremos sempre mais tempo para adquirir novos saberes com outro tipo de postura.
 
Os especialistas asseguram que, é muito mais fácil um adulto aprender algo do que um jovem ou uma criança, tudo porque, as estruturas mentais mais amadurecidas facilitam o processo de recepção e acomodação da informação. Ao mesmo tempo, a necessidade de aprender é outra e a importância que o conhecimento adquire também.
 
Depois, há quem defenda que, a vida “nos dá sinais” daquilo que devemos experimentar ou que “na passagem do comboio” ou se agarra ou não as oportunidades…
 
Mas o que é que isto nos quer dizer?
 
Claro que as interpretações variam de pessoa para pessoa e do seu contexto de vida, mas de um modo geral, o comboio representa a aproximação de uma oportunidade; de algo novo e a importância de experimentar, sob pena da mesma experiência não voltar a acontecer na nossa vida.
 
Claro que há situações que se repetem, mas também existe uma idade e uma determinada predisposição para testar as nossas capacidades.
 
Por exemplo, alguém que nunca tenha tido um relacionamento amoroso sério, dificilmente o terá numa idade de maior amadurecimento e em que se encontraram alternativas a esse formato de vida.
 
O mesmo se passa com o trabalho e com as mudanças. Uma pessoa resistente à mudança até aos 30 anos, terá mais dificuldade em iniciar um processo novo e ambicioso a partir dessa conduta pouco dinâmica.
 
Mesmo com a certeza de que se aprende mais facilmente depois da idade escolar do indivíduo, se este não tiver desenvolvido o gosto de aprender e a capacidade de mudar algo em si mesmo, dificilmente encontrará o conhecimento e aprendizagem como uma ferramenta importante noutra idade. 
 
O comboio é isso mesmo; é saber que, se não o apanhamos na hora certa, mas se criarmos essa condição e despertar, o poderemos encontrar noutra fase, caso contrário, o veículo terá passado por nós sem retorno.
 
O mesmo se passa com o casamento, pois alguém habituado a estar só com os seus amigos, não criou essa disponibilidade afectiva para partilhar a sua vida com alguém.
 
Claro que a vida dá muitas voltas e que estamos a falar de generalidades, mas existe um “esquema montado” para o ser humano em termos sociais e culturais que continua a encaixar a maioria das suas peças e, quer queiramos, quer não, é muito difícil modificar padrões sociais, sobretudo porque se está só, ou com poucas pessoas a pensar da mesma forma. Isto sem aprofundar a questão dos grupos e do seu poder de influência, pois naturalmente tendemos a defender as ideias do grupo de referência. 
 
Ou saímos dele, ou acabamos por seguir as suas orientações.
 
Mesmo que não se seja crente e que não se defenda o tradicional valor da família, tem de se criar um outro alternativo, sob pena de se restringir tanto o grupo que ele perde a expressão no todo.
 
Atendendo ao facto de que, aos 50 anos começamos a decrescer na nossa escalada de vida até ao final, a motivação para construir algo novo é muito menor que nas décadas anteriores, logo as grandes opções deverão concretizar-se antes para que estejamos mais libertos para aproveitar os “recursos” de que dispomos a partir dos 50.
 
A partir dessa idade já é muito complicado ter filhos, a menos que haja alguma transformação da natureza muito pontual e constituir família, pelo que, o novo modelo de atrasar essa decisão também tem os seus limites.
 
O mesmo se passa com a predisposição para a sexualidade que é muito menor para quem a inicia nessa idade e com um novo parceiro e daí por diante.
 
Com o emprego, idealmente, o sujeito estaria a colher alguns frutos do seu percurso e a melhorar o presente até ao final da sua carreira contributiva. Com menos trabalho e mais responsabilidade, com competência para ensinar os mais novos e daí por diante.
 
É caso para dizer que, o modelo de vida actual; aquele a que assistimos e que não temos conseguido alterar, não se coaduna com as características do ser humano e que, talvez por isso, haja cada vez menos pessoas felizes, existam mais doenças, mais famílias desmembradas, mais problemas sociais, mais vazio emocional, entre outros aspectos…
 
Colocou-se o dinheiro acima de tudo e esquecemo-nos de nós próprios, pois mesmo com teorias temporárias, temos sido sempre capazes de encontrar um rumo e um sentido para a nossa existência ao longo da história…
 
Talvez nos falte compreender (e não sabemos se isso é verdade) que a vida nos dá oportunidades, mas também falsas esperanças e “pressentes envenenados”, pois mesmo com dinheiro, não vemos muitas pessoas felizes como noutros tempos. A própria música que, sempre foi um reflexo de gerações, está a passar por uma crise enorme de talentos, de criatividade, de sentimentos e de alegria que se contagia.
 
Os católicos dirão que é Deus quem retira para que o homem possa melhorar as suas acções.
 
Os ateus defendem que, só com mais dinheiro se pode inverter a situação, enquanto que as teorias da encarnação falam em “castigos” de acções passadas que agora se reflectem neste tempo e, com ou sem culpa, todos recebem esta oportunidade de melhorar as suas actuações, dando a entender que, o que se está a passar é o fruto daquilo que se fez e que se está a colher. 
 
A astrologia fala de movimentos planetários e de mudanças necessárias para a evolução da condição humana, mostrando que, feitos os cálculos, todos vão ganhar com este impasse gigantesco que se chama crise.
 
Nas linhas da mão de cada um, o quirologista fala do passado, do presente e do futuro e, com ou sem crise, todos teremos um destino por cumprir e isso será proporcionado através de vários momentos ao longo da nossa vida.
 
Os números explicam caminhos e a sorte e encontram problemas e soluções e, afinal em que devemos acreditar?
 
Em tudo, em nada e, em nós mesmos! Afinal ninguém mais é ignorante ao ponto de não saber pensar pela sua própria cabeça, de saber filtrar aquilo que vê, ouve e lê e de tentar sempre encontrar algo no meio do caos.
 
Não é por acaso que sempre houve heróis, pessoas que, conseguiram mostrar a sua garra e capacidade de luta.
 
Com tanta gente a nível mundial, como poderemos estar todos à espera de um sinal de outro continente quando temos de viver a nossa própria vida e aquilo que sentimentos necessidade de cumprir interiormente?
 
Temos dificuldades? Desemprego, tristeza, depressão, etc., mas temos de nos munir de força interior e encontrar alternativas, mesmo que não sejam duradouras ou as desejadas, mas temos de reagir, pois já vimos que não existe uma “fórmula escrita”, mas sim verdades salpicadas em tudo o que lemos.
 
Temos então a obrigação de subir, de descer de acreditar e de duvidar, mas de fazer algo, pois a vida é mesmo isso: uma crença, uma dúvida permanente, um desafio, um momento feliz, uma recompensa ou uma injustiça…
 
 
 
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