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As emoções são (mesmo) contagiosas

As emoções são (mesmo) contagiosas
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25-11-2015 - 10:10
“Para o bem e para o mal”, somos influenciados pelo estado de espírito dos outros.
 
“Para o bem e para o mal”, somos influenciados pelo estado de espírito dos outros, quem o garante são os investigadores de várias universidades norte-americanas que têm cruzado resultados de trabalhos científicos e que afirmam “tratar-se de um processo inconsciente, mas é comum sentir o que os outros sentem.”
 
Das emoções positivas, passando para os momentos mais desagradáveis, a verdade é que somos transmissores e recetores dessas informações num contágio semelhante ao vírus da gripe.
 
Os investigadores afirmam sem reservas que, o que se suspeitava, é mesmo verdade, “as emoções das outras pessoas, sobretudo as que nos são mais próximas, podem influenciar as nossas. 
 
Um mecanismo muitas vezes inconsciente que nos faz sentir alegres ou confiantes quando alguém de quem gostamos se sente assim, ou invadidos pelo medo e pela tristeza quando recebemos esse estado emocional, são a prova dessa influência quase que natural.”
 
Os cientistas falam de  contágio emocional, termo atribuído pela psicologia e adiantam que o mesmo também pode ocorrer com acontecimentos extraordinários que nos fazem pensar, como os grandes momentos internacionais ou tragédias.
 
Neste sentido, o psicólogo Vítor Coelho disse ao DN que, "As emoções são contagiosas, parecem um fenómeno que apanha todos. Pode ser um fenómeno social explícito, em que é uma procura consciente de sentir o mesmo, como acontece com um jogo de futebol, pode ser social implícito em que não há consciência ou um fenómeno quase biológico, que não se percebe mas que acontece com a química da atração".
 
Este fenómeno de contágio emocional tem vindo a ser amplamente estudado dado a curiosidade em compreender o efeito positivo e negativo dos outros nos nossos comportamentos e estados de espírito. 
 
Há muito que se abordava o tema dando ênfase à influência daqueles que nos são mais próximos e que se encontram numa fase mais delicada e acabam por conduzir os que lhe estão perto com negatividade. 
 
Mas, a realidade mostra-nos que, o sucesso, a alegria e as boas emoções também se contagiam, razão pela qual, se trata mesmo de um contágio que envolve o “bem e o mal”.
 
O psicólogo da Universidade de Chicago, John Cacioppo, refere num estudo que as pessoas que estão perto de outras que se sentem solitárias acabam por assumir essa sensação de falta de companhia. 
 
Também os investigadores Lisa Neff, da Universidade do Texas, e Benjamin Karney, da Universidade da Califórnia, estudaram o mesmo fenómeno em casais e como o stress influenciava o parceiro, o que demonstra que, afinal temos mesmo um potencial enorme de influência uns nos outros.
 
Não é por acaso que muitas empresas, em especial as multinacionais, investem nos seus recursos humanos de forma a constituírem equipas de sucesso, pois, de acordo com os estudos, os sentimentos bons também “se pegam”. O contágio emocional também ocorre no êxito e, quando se trata de grupos de trabalho, é fundamental assentar nessa base.
 
Segundo Gary W. Lewandowski, Jr., professor de psicologia da Monmouth University, o contágio emocional é tão elementar que quando observamos uma discussão, temos uma natural tendência para manter a nossa atenção e, até nos aproximarmos do episódio e manifestar a nossa solidariedade. 
 
Os estudos demonstram que o efeito de contágio emocional é tão simples que se pode comparar ao vírus da gripe, pois qualquer pessoa consegue relatar um caso de se ter deixado influenciar pelo humor de alguém, mesmo que não lhe seja próximo.
 
Umas gargalhadas contagiantes numa fila de supermercado podem ser a base para mudar um estado emocional, tal como uma reclamação pode ganhar expressão num local onde estejam várias pessoas e perder o impacto se acontecer isoladamente.
 
Gary W. Lewandowski, Jr., explica que, o contágio emocional ocorre em três fases, ou momentos em que as emoções se transferem para o outro. “O primeiro estágio envolve uma mímica inconsciente, durante a qual subtilmente copiamos os sinais não verbais uns dos outros, incluindo postura, expressões faciais e movimentos. Na verdade, ver uma expressão triste dá azo a uma reprodução.”
 
Num segundo momento, “as pessoas podem experimentar uma fase de feedback: imitar uma expressão triste, pode fazer com que se sinta triste. 
 
Durante a última fase de contágio as pessoas compartilham experiências até que as suas emoções e comportamentos estejam sincronizados.” Desta forma, esclarece o mesmo investigador, “quando encontramos um colega de trabalho que se sente em baixo por qualquer motivo, naturalmente podemos adquirir os seus comportamentos não verbais e começar a entrar num estado de infelicidade. O processo é inconsciente.”
 
Gary W. Lewandowski, Jr., sublinha que, “a mímica não é completamente negativa, uma vez que, tal como se reproduz a tristeza, também se recebem as boas influências e as mudanças de humor muito positivas. Essas influências melhoram as relações entre as pessoas, claro que as positivas são melhor aceites.”
 
A natureza contagiosa das emoções pode ser amplificada quando os indivíduos estão em contacto frequente uns com os outros. 
 
Uma outra curiosidade no que se refere ao contágio emocional assenta nos relacionamentos e na influência das emoções entre os casais. Lisa A. Neff, da University of Texas, em Austin, e Benjamin R. Karney, da University of California, em Los Angeles, perceberam que o stress afeta a vida conjugal e que as mulheres são mais resistentes a esse contágio emocional. 
 
No plano oposto, os homens deixam-se afetar mais pelas emoções negativas das esposas.
 
Os mesmos especialistas perceberam também que, em situações de conflito e necessidade de resolver problemas, as mulheres conseguem não se deixar afetar significativamente pelas emoções masculinas, enquanto que os homens apresentavam estados elevados de stress. 
 
Os mesmos investigadores concluíram que, apesar de se tratar de um processo inconsciente, à medida em que se cria uma habituação, torna-se mais fácil reduzir a influência desse contágio emocional, como que criando uma “proteção” a um conjunto de influências do exterior, pelo que, o maior efeito do contágio ocorre em situações inesperadas, que envolvam emoções (fortes) e que consigam chegar a muitas pessoas ao mesmo tempo, a tal influência grupal que tanto se fala. Como exemplos de um estado de choque alargado, temos os recentes atentados de Paris que, naturalmente contagiaram as emoções de milhões de pessoas ao mesmo tempo, mesmo sem que houvesse proximidade com as vítimas.
 
 
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