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Antero Nobre (Moncarapacho)

Antero Nobre (Moncarapacho)
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27-10-2013 - 10:19
Antero Nobre é mais um olhanense notável que muito foi enaltecido pela população devido ao seu contributo para o desenvolvimento da cidade. Com uma especial habilidade para comunicar as suas ideias e a forma de ver o mundo, Antero Nobre ainda hoje é um homem de referência na terra que o viu nascer.
 
 
Natural de Moncarapacho, concelho de Olhão, foi historiador, político e jornalista. Nasceu em 1910 e faleceu em 1997 em Olhão onde residia. 
 
Foi desde a tenra idade que, Antero Nobre mostrou um enorme interesse pelas letras e pela cidadania empenhada em Olhão e no Algarve. 
 
Frequentou a Faculdade de Letras, mas não concluiu o curso, ainda assim, o seu espírito de luta e a grande disponibilidade para saber mais, fizeram com que fosse considerado como “um dos intelectuais olhanenses mais produtivos, pertencente à tríade intelectual de ouro da segunda metade do séc. XX “. 
 
Do seu percurso é de realçar que, foi funcionário do Instituto Nacional das Actividades Económicas e que teve de se aposentar por motivos de saúde, passando então a exercer o magistério. 
 
Antero Nobre era considerado como “politicamente da confiança do Estado Novo” pelo que exerceu o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Olhão na década de 50 do séc. XX. 
 
Com uma forma de estar e de falar muito próxima dos outros e, igualmente reveladora do seu elevado estatuto intelectual, Antero Nobre foi reconhecido por Teodomiro Neto, que o conheceu em 1988, e que escreveu sobre ele no jornal “O Olhanense” que este homem "era um mestre no diálogo. 
 
Homem culto, sedutor no dizer a palavra muito certa e pensada. Deu-me novidades sobre João Lúcio e a sua tragédia familiar; contou-me histórias amorosas. Do Alberto Iria. Da Maria Eduarda Gonzalo. Deste e daquela. (...) Abalei do Largo de S. Sebastião embriagado pela arte das palavras. Pela engenharia mental dum homem, perto dos oitenta anos (...)". 
 
Antero Nobre foi enaltecido pelas condecorações que a Legião Portuguesa lhe deu - medalha de Dedicação de Prata e, depois, de Oiro - e por algumas das suas publicações: 
 
As Populações Urbanas e a Guerra, Faro, 1942 
No Juramento de Bandeiras, Tavira, 1942 
Pola Ley e Pola Grey, Faro, 1944 
Acto de Presença, Acto de Juventude, Acto de Fé!, Tavira, 1945 
Quarenta anos depois do 28 de Maio, Faro, 1966 
 
Sempre muito empenhado e interessado na história de Olhão, deixou como publicações as seguintes obras que merecem ser enaltecidas pelo seu elevado valor patrimonial: 
 
Santo Cristo de Moncarapacho, Faro, 1931 
O Homem que venceu o Mar (Patrão Joaquim Lopes), Faro, 1951 
Cartas de Portugal para o Algarve, Vila Real de Sto antónio, 1951 
Do Logo de Olham à Vila de Olhão da Restauração, Lisboa, 1959 
As Justiças de Olhão, Lisboa, 1966 
O Termo de Olhão, Olhão, 1974 
O Brasão de Armas da Vila de Olhão da Restauração,Olhão, 1974 
O poeta João Lúcio, Olhão, 1982 
A População Olhanense - sua origem e evolução, Olhão, 1983 
A Imprensa Periódica no Concelho de Olhão, Olhão, 1983 
História Breve da Vila de Olhão da Restauração, Olhão, 1984 
Subsídios para uma Bibliografia Olhanense, Olhão, 1985 
Cronologia Geral da História de Olhão da Restauração, Olhão, 1986 
Doze Olhanenses que muito honraram a sua terra, Olhão, 1987 
Heróis Olhanenses de 1808, Olhão, 1988 
O Doutor Fernandes Lopes, Olhão, Separatas de "A Voz de Olhão", 1984 
 
Interessou-se ainda pela história do santo S. Gonçalo de Lagos, tendo sido Director do Boletim do Grupo de Estudos Gonçalinos (1964-65) e publicado as seguintes obras: 
 
O Pescador que quis ser Monge e foi Santo 
O Túmulo de S. Gonçalo descoberto em Torres Vedras, Faro, 1961 
Breves Apontamentos sobre S. Gonçalo de Lagos e o seu culto, Faro, 1961 
S. Gonçalo de Lagos e o tempo presente, Lagos, 1978 
 
Também grande admirador do escutismo, escreveu os seguintes títulos: 
 
O movimento escutista e o movimento desportivo, Lisboa, 1933 
O escotismo em Portugal, Queluz, 1933 
A vida maravilhosa de Baden-Powell, Entroncamento, 1937 
Escoteiro um dia, escoteiro toda a vida, Olhão, 1952 
O escotismo, sistema de educação integral, Faro, 1974 
 
De realçar que, Antero Nobre também foi redactor principal do Correio do Sul, de Faro, do Correio Olhanense e do O Olhanense. 
 
Antero Nobre foi muito acarinhado pela população de Olhão, ainda em vida, tendo recebido em homenagem medalhas da autarquia em 1969 e em 1984, fazendo o seu nome parte da toponímica da cidade. 
 
Faleceu com 87 anos e ainda mostrava uma grande vontade de colaborar e de enaltecer a sua terra e o que de melhor nela se fazia, pelo que ocupava o cargo de Presidente da Assembleia Geral da Associação da Imprensa Regionalista Algarvia, Coordenador da Delegação de Olhão da Universidade do Algarve para a Terceira Idade e Vice-presidente do Clube Simpatia. 
 
Após a sua morte, foi fundada em 1998 a associação de promoção cultural, Academia Antero Nobre. 
 
Para muitos que o recordam com saudade, Antero Nobre transportava na palavra e no sorriso a beleza de um homem que encarou o seu percurso como uma oportunidade muito especial de dar e receber o melhor da vida e de transmitir aos demais o seu valioso saber. 
 
(Actualização:24.05.12)
 
 
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