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Afinal, o que se procura (mais) nas redes sociais?

Afinal, o que se procura (mais) nas redes sociais?
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12-12-2016 - 00:07
As redes sociais estão cada vez mais na moda e nas mais variadas formas, a ponto de se poder afirmar que, “chegaram e contagiaram” os seus utilizadores.
 
Entre os críticos e os defensores, a realidade mostra que, são cada vez menos as pessoas que são indiferentes a essa forma de comunicação à distância.
 
Em Portugal, a rede “top” é o Facebook, sendo que, o Instagram vai marcando posição a um ritmo ascendente. Seja pela necessidade de publicar o quotidiano ou pelo simples ato de acompanhar a vida dos outros, as redes sociais vão constituindo um ponto de visita quase obrigatório.
 
O criador da rede Facebook mantém a sua posição afirmando que a utilização da rede social é uma forma de comunicar com quem está longe, mas as posições de muitos críticos vão muito para além desta simples utilização.
 
Entre a publicidade que ganha expressão e que se vai concentrando num só local, passando pela pesquisa de notícias, curiosidades, jogos e sentimentos, quem está ligado à rede já fala em “dependência”,  “necessidade de dosear o uso”, bem como da importância de “escolher bem os grupos a que se pertence e os conteúdos e imagens que se publicam”.
 
Até ao momento, não existe uma só motivação que leve as pessoas a aceder a uma rede social; tal é a dimensão do seu impacto na vida diária dos utilizadores… Sabe-se apenas o que é mais procurado, partilhado e criticado.
 
No topo das preferências dos utilizadores está indiscutivelmente, “o espiolhar”, seja das pessoas conhecidas, dos amigos, daqueles com quem não se fala e, acima de tudo, acompanhar o percurso dos ídolos e figuras públicas.
 
Dizem os entendidos que estes são os principais motivos que levam as pessoas a integrar a rede: a necessidade de saber mais acerca de alguém e, sobretudo de forma discreta ou mesmo anónima.
 
Há quem coloque uma reação e assuma a visita, tal como há quem “faça de conta que não viu ou não sabe”, ainda que o alcance comprove a dimensão de uma publicação.
 
Também há quem opte por só visitar os grupos a que pertence e a procurar a informação que lhe interessa. Sendo essa uma possibilidade acessível a quem se inscreve num determinado grupo, há quem comente de forma mais ou menos expressiva aquilo que lê ou vê, tal como há quem não se manifeste publicamente e apenas recolha o que lhe interessa saber.
 
Em qualquer dos casos, parece que a liberdade de acesso, associada à facilidade com que se comunica com conhecidos e desconhecidos, é um ponto a favor desta ligação.
 
Os mais críticos dizem-se reticentes face ao “facilitismo”, “à ideia errada que se faz de uma pessoa a partir das publicações e imagens apresentadas”, uma vez que, “as mesmas podem ser tão verdadeiras quanto falsas”, tal como “a comunicação se pode revester de verdade ou de mentiras.” A crítica estende-se também ao tipo de conteúdos “que circulam dezenas de vezes na rede e que, pela repetição, tendem a tornar-se ‘verdades’, quando “nem sempre existe um fundamento credível ou interessante.” A mesma opinião abarca o facto de os ‘posts’ se limitarem a um determinado estilo, “só porque a forma original conquistou recetividade dos utilizadores, o que coloca em causa a qualidade do que se publica.”
 
Há também quem critique a rede social devido “ao excesso de liberdade que leva os utilizadores a não se saberem ‘colocar no seu lugar’ quando comentam e julgam a vida de outrem.”
 
A forma de tratamento mostra, em muitos casos, uma proximidade virtual que, em nada se comprova no quotidiano ou na ‘vida real’, o que anula a separação entre as pessoas, podendo originar desilusões, mas também abusos no uso da palavra.
 
Ao mesmo tempo, não se sabe muito bem que personalidade aparece exposta na página de cada utilizador, já que, a mesma liberdade de aceder aos conteúdos, também dá azo a que cada pessoa decida um personagem para as suas publicações. Neste âmbito, “há de tudo um pouco”. Entre as pessoas que escolhem um estilo, as que se perdem em estilos, as que se imaginam com determinadas qualidades e até, as que optam por evidenciar aspetos negativos como forma de chamar à atenção.
 
A diversidade é tanta que se torna complexa a tarefa de analisar comportamentos, mas sabe-se que há temas mais aceites que outros na mesma rede. Enquanto que uma imagem de alguém em sofrimento é capaz de obter um alcance assustador, um pensamento elaborado, uma sugestão cultural ou uma notícia menos sensacionalista pode não passar de uma intenção que não cumpre a sua missão.
 
Sabe-se que o tema futebol é bem acolhido em determinados grupos e que atinge “alta escala” de utilizadores com interesses comuns, mas quando chega à discussão, acaba por reduzir o número de “amigos”, por causar mau estar entre os membros e até por ser considerado um tema a evitar nas redes sociais.
 
Logo a seguir situa-se a política. Os temas relacionados a partidos políticos são também alvo de muitos constrangimentos e decisões “rápidas” quanto à necessidade de manter ou remover uma amizade.
 
Um outro indicador apurado em vários estudos mostra-nos que qualquer assunto ligado a crianças, circula na rede a uma velocidade relâmpago, a que se seguem notícias ligadas a crimes, detenções, corrupção e daí por diante. 
 
Neste ponto, é fundamental reter que, após o período crítico em que todos se surpreendem com a divulgação, são muitas as movimentações nos grupos e contas pessoais que alteram a sua permanência ou ligação a outras pessoas. 
 
A explicação prende-se com a necessidade de “evitar” esse tipo de informação que causa alarme social e mau estar. Os utilizadores “desviam a sua rota” (mesmo que regressem mais tarde), por quererem evitar a repetição do sofrimento que uma determinada informação lhes causou.
 
Se por um lado, todos querem saber o que se passa, por outro, desenvolve-se uma necessidade de afastar esse tipo de conteúdos, o que começa por suprimir as pessoas que os difundem.
 
Percebe-se desde logo a complexidade das redes sociais que, pelo seu caráter abrangente, acabam por fazer desencadear “ódios” e “paixões”, afastar as pessoas que já se conheciam fora da rede, e por aproximar desconhecidos com quem se mantém um contacto quase que presencial, sem que nunca se tenham visto para além das fotos.
 
Não sabendo todas as motivações que levam as pessoas a gostar tanto de um conteúdo e a ignorar outros tantos, percebe-se que, “o efeito bola de neve” é uma realidade neste tipo de ligação ao mundo. Pode chamar-se influência grupal ou caracterizar o efeito de forma mais aprofundada, chegando-se rapidamente a uma primeira conclusão: o número de “gostos” e partilhas de um determinado conteúdo é, por si só, um motivo de aceitação e de participação. “Todos querem estar onde estão as maiorias”, mesmo que não pensem da mesma forma ou que não concordem com o que é publicado. Como faz parte da natureza humana, pode afirmar-se que, “também na rede social, as pessoas aceitam para agradar os outros!”
 
Coloca-se um “gosto” com relativa facilidade quando “está alguém influente envolvido”, tal como o mesmo motivo pode causar reações negativas e comentários destrutivos.
 
Para finalizar esta reflexão acerca de uma realidade que envolve largas massas em todo o mundo, vale a pena ter em conta que, tudo se publica na rede social até ao momento em que seja bloqueado ou dado como falso, pelo que é essencial estar atento, pois tal como a rede une as pessoas, também há quem se aproveite (e muito) dessa facilidade para destruir, para denegrir, para colocar vírus, para aceder a dados pessoais, para planear assaltos e para um conjunto de fins menos corretos e para os quais as pessoas devem estar alerta.
 
Cada utilizador é responsável por aquilo que publica, não conseguindo prever a dimensão desses conteúdos, muito menos a utilidade que lhes pode ser dada, pelo que, se deve fazê-lo de forma consciente e tendo em conta que, uma foto que entra na rede, deixa de lhe pertencer em poucos segundos. O mesmo se passa com afirmações que se dizem em muitos casos, discretas e que, através das partilhas e de amigos, acabam por chegar “a quem não deveriam”.
 
O que se diz publicamente pode ser lido pelo mundo inteiro, tal como a utilidade que se pode dar a uma simples opinião, pode ser analisado de diferentes formas.
 
É importante não esquecer que, a Internet pode ser a forma mais democrática de acesso e de participação que existe, mas não se distancia das qualidades negativas e positivas do ser humano!
 
Algarve Primeiro
 
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