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Aceita-se tal como é?

Aceita-se tal como é?
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17-04-2016 - 11:10
Para Nathaniel Branden, “a forma como pensamos acerca de nós mesmos é algo que afecta crucialmente todos os aspectos da nossa experiência.”
 
O processo de aceitação pessoal não é uma tarefa fácil a começar pelo facto de, ao longo da vida, o ser humano conhecer diversas alterações físicas, sem esquecer que as mesmas são alvo de expectativa social e influência exterior, ainda assim, de modo algum podemos suportar-nos de qualquer pretexto para não desenvolvermos a necessária auto-estima, quem é o afirma é Nathaniel Branden, psicoterapeuta e escritor que se tem dedicado amplamente ao estudo da auto-estima.
 
Do bebé, passando para a criança que dará lugar ao adolescente e ao adulto, tudo tem uma dinâmica nem sempre compreendida e respeitada por nós próprios. Ao mesmo tempo e, não de menor importância, assiste-se ao desenvolvimento psicológico que, na verdade é quem vai tentar explicar o processo e conduzir à melhor aceitação de todas essas transformações.
 
Com altos e baixos, com períodos de maior alegria ou tristeza, a aceitação pessoal é fundamental para a conquista do bem-estar e, na realidade, é a aceitação das características pessoais e o “equilíbrio” que se consegue reunir em cada etapa que dará lugar à felicidade.
 
Para Nathaniel Branden, “a forma como pensamos acerca de nós mesmos é algo que afecta crucialmente todos os aspectos da nossa experiência.”
 
Tudo começa com a forma como nos integramos na escola e nos vários grupos de pertença e, mais tarde, no mundo profissional”.
 
Essa imagem pessoal vai também determinar os relacionamentos mais ou menos íntimos e, forçosamente os pais que seremos no futuro.
 
A imagem que construímos de nós próprios é também quem determina a forma como encaramos os acontecimentos de vida, os dramas que vivemos, bem como as pessoas que escolhemos para partilhar as nossas experiências.
 
É por isso fundamental compreender que, “a auto-estima é a chave para o sucesso ou para o fracasso. É também a chave para nos entendermos e para respeitarmos e aceitarmos os outros.”
 
Nathaniel Branden clarifica que, a maior parte dos problemas a que assistimos nas nossas sociedades, se deve essencialmente a uma auto-estima negativa.
 
“Além de problemas biológicos, não consigo pensar numa única dificuldade psicológica que não esteja associada à auto-estima negativa.”
 
Da ansiedade à depressão, passando pelo medo da intimidade ou do sucesso, o abuso de álcool ou drogas, as deficiências na escola ou no trabalho, a agressão entre casais e aos filhos, as disfunções sexuais ou a imaturidade emocional, o suicídio ou os crimes violentos, são uma consequência dessa auto-estima negativa e prejudicial.”  
 
O psicoterapeuta sublinha que, “a auto-estima positiva é um requisito importante para uma vida satisfatória, já que todos os problemas e dramas que vivemos são por nós analisados e solucionados em função dessa capacidade positiva de reacção.”
 
Para que se compreenda o que é a auto-estima, este investigador sintetiza: envolve dois componentes. 
 
“O sentimento de competência pessoal e o sentimento de valor pessoal.”
 
Quer isto dizer que, “a auto-estima é a soma da auto-confiança com o auto-respeito, o que reflecte o julgamento implícito da nossa capacidade de lidar com os desafios da vida (entender e dominar os problemas) e o direito de ser feliz (respeitar e defender os próprios interesses e necessidades).”
 
Neste sentido, “ter uma auto-estima elevada é sentir-se confiante.”
 
Por outro lado, “ter uma auto-estima baixa é sentir-se inadequado à vida. É não se sentir mal com um assunto em particular, mas sim com a sua posição face à vida.” Estas pessoas sentem-se ‘no plano errado’ da própria existência.
 
“Ter uma auto-estima média é flutuar entre o adequado e o inadequado, o certo e o  errado e manifestar essa inconsistência no comportamento.”
 
Segundo Nathaniel Branden, estas pessoas oscilam entre a sabedoria e a patetice, reforçando a incerteza.
 
A capacidade de desenvolver uma auto-confiança e um auto-respeito saudáveis “é inerente à nossa natureza, pois a capacidade de pensar é a base da nossa competência, e o facto de estarmos vivos é a fonte básica do nosso direito de lutar pela felicidade.”
 
Nesta dimensão, “todos deveriam desfrutar de um alto nível de auto-estima, vivenciando tanto a auto-confiança intelectual como a forte sensação de que a felicidade é adequada.”
 
O mesmo investigador lamenta que,  “uma grande quantidade de pessoas não se sinta assim.”
 
Muitas sofrem de sentimentos de inadequação, insegurança, dúvida, culpa e medo de uma participação plena na vida – um sentimento vago de “eu não sou suficiente”, realça o autor.
 
“Podemos nunca chegar a uma visão feliz de nós mesmos devido a informações negativas vindas dos outros, ou porque falhamos na nossa própria honestidade, integridade, responsabilidade e auto-afirmação, ou porque julgamos as nossas acções com uma compreensão e uma compaixão inadequadas.”
 
Nathaniel Branden, sublinha no entanto que, “a auto-estima é sempre uma questão de grau. Não conheço ninguém que seja totalmente carente de auto-estima positiva, nem que seja incapaz de desenvolver auto-estima.”
 
É preciso ter em conta que, desenvolver a auto-estima é ampliar a convicção de que somos capazes de viver e somos merecedores da felicidade e, portanto, capazes de enfrentar a vida com mais confiança, boa vontade e optimismo, que nos ajudam a atingir as metas e a sentirmo-nos realizados. “Desenvolver a auto-estima é expandir a nossa capacidade de sermos felizes.”
 
O mesmo investigador salienta que, “não é necessário que nos odiemos antes de aprendermos a amarmo-nos mais; não é preciso que nos sintamos inferiores para que nos queiramos sentir mais confiantes. Não temos de nos sentir miseráveis para querer expandir a nossa capacidade de alegria.”
 
A teoria de termos de conhecer o oposto para valorizar o que idealizamos, não faz pois qualquer sentido.
 
Para o psicoterapeuta, “a auto-estima é a base para resistir à adversidade, ao imprevisto, aos momentos mais difíceis de vida. 
 
“É também a auto-estima o requisito para encontrarmos soluções mais criativas para esses problemas.”
 
Pessoas com auto-estima são mais talentosas, criativas e capazes de enfrentar os desafios da vida. Tornam-se capazes de encontrar as melhores soluções para cada situação, de tirar mais partido de cada momento e de aproveitar as oportunidades para irem mais longe nos seus objectivos.
 
São também essas pessoas que procuram relações estáveis e felizes com os outros e seres com mais capacidade de aprender.
 
“É da auto-estima que resultam relacionamentos bem sucedidos, relações positivas entre as pessoas, mais saúde a todos os níveis, mais riqueza emocional e espiritual e melhor capacidade para compreender e aceitar as diversas fases de vida.”
 
Como recompensas, “a auto-estima oferece-nos uma agradável sensação de bem-estar a cada amanhecer, a capacidade de respeitar e de ser respeitado pelos outros, as relações positivas com as experiências de vida e um percurso pautado por descobertas e capacidades infinitas.”
 
Claro está que este especialista em comportamento humano não poderia deixar de sublinhar num dos seus artigos, a importância de ajudar a desenvolver a auto-estima nas crianças, uma vez que, muitos adultos a podem ampliar ou diminuir desde a tenra idade.
 
“Quando somos respeitados, amados, valorizados e encorajados a confiar em nós mesmos, mais fácil e rapidamente entramos no processo de desenvolvimento dessa auto-estima.”
 
É nos primeiros anos de vida, que “as nossas escolhas e decisões são mais importantes para o desenvolvimento futuro da auto-estima.”
 
No entanto, é fundamental ter em conta que, a base do processo, por muito que seja influenciada, depende de cada sujeito, pois “ninguém pode respirar por nós, ninguém pode pensar por nós, ninguém pode dar-nos auto-confiança e amor-próprio. Mesmo que seja amado pela família ou pelos amigos, se não se suportar por uma auto-estima positiva, o sujeito será na mesma infeliz e sozinho.”
 
Chegar ao “sucesso” sem conquistar uma auto-estima positiva é ser condenado a sentir-se um impostor que aguarda intranquilo pelo momento em que será desmascarado, reforça Branden num dos seus muitos “apelos” a que se desenvolva uma auto-estima positiva e que cada pessoa se sinta capaz de encontrar o bem-estar e a realização pessoal, pois “a vida só faz sentido quando aproveitamos amplamente esse direito à felicidade.”
 
Nathaniel Branden considera ainda essencial que “cada sujeito se assuma e aceite tal como é, que tente compreender o seu percurso e que, em vez de se culpabilizar, procure transformar o que correu menos bem em conhecimento e valor para seguir em frente.”
 
É nesta base que acredita que todas as pessoas merecem viver com auto-estima positiva e que “está nas mãos de cada um desfrutar dessa oportunidade.”
 
É preciso não criar desculpas para não fazer algo e para acumular situações dolorosas. Cabe a cada indivíduo a capacidade de encarar frontalmente a sua vida, os seus talentos, as suas capacidades e definir o seu percurso, mesmo com o que os outros pensam a seu respeito, pois o que importa, é a imagem que temos de nós mesmos. E essa imagem tem de ser positiva e ajudar-nos a viver confiantes!
 
 
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