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“A vida somos nós que a fazemos” (parte VII)

“A vida somos nós que a fazemos” (parte VII)
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30-08-2014 - 00:23
Passada uma juventude e idade adulta a pensar e, de certa forma, a aprender com os erros e as conquistas dos outros, percebi que, há situações pelas quais não precisamos de passar para as conhecer, pelo que, “não temos forçosamente de cair para nos levantarmos”, tal como não está escrito em lado algum que, uma pessoa que tenha cometido um erro que não o possa corrigir a qualquer momento.
 
O essencial é que tome essa consciência e que saiba o que quer mudar em si mesmo, porque de facto, não podemos mudar o mundo, mas sim as nossas atitudes e a forma de encarar a nossa própria realidade.
 
Fui percebendo que, afinal, as opções dos amigos não foram duradouras e que, passados alguns anos, os paradigmas mudaram. 
 
Os mesmos jovens que se casaram cedo (não foram todos, mas seguramente a larga maioria), acabaram por descobrir a sua imaturidade perante a decisão precoce e, deram um novo rumo à sua vida. 
 
Ainda bem que o fizeram, pois para além de aprenderem algo novo, descobriram que, ninguém pode decidir em função da sociedade e, acima de tudo, deram a si mesmos uma prova de inteligência, pois todos sabemos que “um casamento para a vida” só mesmo no tempo em que as pessoas eram obrigadas a estar umas com as outras para evitar um escândalo! Ninguém pode prometer o que quer que seja, nessa ou em qualquer outra etapa de vida. Sabemos que, num determinado momento, essa é a nossa vontade, não mais do que isso. 
 
Claro que, acontece (e ainda bem que assim é) que, muitas pessoas conseguem evoluir juntas e encontrar longos anos de compreensão, aceitar as diferentes fases do amor e reconhecer que vale a pena a vida em conjunto com a mesma pessoa, mas isso implica aprendizagem, dedicação e, a tal maturidade e sabedoria de vida que se falou acima. 
 
É muito mais fácil alimentar uma relação quando se tem essa consciência e, isso é um desejo assumido, do que perante a necessidade de cumprir uma imposição de qualquer espécie. Ao mesmo tempo, existe uma enorme distinção entre o desejo e o sonho. Quem se casa para alimentar ou concretizar um sonho, terá menos probabilidades de manter essa união que uma pessoa que, contrai matrimónio porque deseja fazê-lo.
 
A lógica deste raciocínio prende-se com a facilidade com que actualizamos os nossos sonhos e a maturidade que damos aos nossos desejos.
 
O tempo de aprendizagem ajuda-nos a fortalecer estes pensamentos e sentimentos e, o maior valor de tudo isto, é que podemos passar por todo este processo de forma individual, pois é dentro de nós que se faz toda esta construção. 
 
Na maioria dos casos, nem a pessoa com quem dividimos o nosso quotidiano se apercebe destas transformações que, bem sucedidas, vão melhorar a qualidade do relacionamento. Não é por acaso que, muitos casais se mantêm ligados afectivamente durante décadas. É porque aceitam as transformações e direccionam-nas para a vida conjugal, despertando no outro o desejo e a necessidade de mudança e, passando por fases semelhantes em conjunto.
 
Certamente que, muitas pessoas duvidam deste processo, mas é tão real como a sua não existência!
 
Talvez passemos uma boa parte do nosso tempo a duvidar do que é bom, porque nos habituamos a recusar as emoções e aquilo que é positivo, mas as probabilidades de vivermos a felicidade, são exactamente as mesmas de sermos infelizes, é preciso é que orientemos a nossa vida num sentido e que, entendamos que, tudo o que nos acontece tem um significado e que, podemos sempre conduzir os nossos pensamentos para a lógica que nos faz felizes…
 
AP
 
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