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A vida é justa?

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31-05-2014 - 13:29
Importa esclarecer que, o tipo de justiça a que nos referimos neste apontamento, nada tem a ver com “o conceito abstrato que se refere a um estado ideal de interação social em que há um equilíbrio razoável e imparcial entre os interesses, riquezas e oportunidades entre as pessoas envolvidas em determinado grupo social ”, mas sim com aquela forma de justiça que “todos pensam que existe”, e que não se conseguem explicar.
 
No fundo, falaremos de um tipo de justiça que reside na mente humana e que é a primeira a condenar-nos e a absolver-nos. Há quem a designe por “justiça divina” e quem a explique através dos astros.
 
Se no primeiro caso, o divino se refere a Deus e a um poder de repor a verdade quando o ser humano se afasta dela, no caso da astrologia, a justiça é representada simbolicamente por Saturno; a força que surge de sete em sete anos, para avaliar comportamentos, sentimentos e, no fundo, o uso que se dá ás oportunidades que a vida nos oferece.
 
Efectivamente, cada um possui as suas crenças mediante a cultura e os valores que recebeu pela sua família e, durante o seu processo de socialização e de formação, pelo que, até por aí, deveremos ser capazes de respeitar a diferença. Depois, acredita-se, comprovam-se situações, mas até ao momento, não existe uma teoria suficientemente esclarecedora a esse nível. Há mesmo quem afirme que, se existisse justiça “superior” não fariam sentido tribunais…
 
Como nem tudo se pode explicar, podemos falar sobre aquilo a que assistimos, quer pelas nossas experiências, quer pelas de outros e, nessa dimensão, são muitas as pessoas que afirmam “estar sujeitas a provas constantes”, na medida em que, no período que antecede “os sete anos das grandes respostas a dar à vida”, são muitos os sinais de alerta para que tudo se oriente em conformidade com aquilo que se defende. 
 
Ou seja, mediante os valores de cada um, o percurso que lhe foi atribuído no acto do nascimento através de uma carta astral, cada pessoa terá um conjunto de “missões” a cumprir e um sentido a dar á sua vida. Sempre que se afastam dessas orientações, “a vida chama a atenção”. Uma vez e outra sem “haver a reposição daqueles valores, ao fim de sete anos, Saturno retira tudo o que foi acumulado indevidamente.”
 
Esta teoria explica as perdas súbitas e inesperadas, as separações e a própria morte de pessoas ou animais.
 
Ao mesmo tempo, os entendidos nesta linha de pensamento afirmam que, as recompensas surgem sempre que se cumpre a dita orientação, pelo que, o sucesso na vida depende dessa conformidade entre a aceitação do “destino” ou a sua rejeição.
 
 Nesta perspectiva, “sempre que se cumpre aquilo para o qual estamos destinados, a vida melhora, sendo que se agravam as situações quando há um afastamento constante”.
 
Efectivamente, seria fácil viver mediante esta teoria, mas e como se sabe quando se está a “cumprir” aquilo a que nos propusemos no nascimento?
 
A mesma teoria explica que, “sempre que encontramos muitos obstáculos nas nossas decisões, que nos confrontamos com problemas indevidos e situações mal interpretadas e esclarecidas, que devemos mudar o rumo, pois ninguém nasce para ser assim tão infeliz, logo, “esses são os sinais de alerta” para que se evite cometer o mesmo erro sucessivas vezes.
 
É caso para questionar então: por que há pessoas que vivem verdadeiros tormentos durante todo o seu percurso?
 
Os mesmos entendidos nesta forma de interpretar a astrologia defendem que, “essas pessoas deixaram passar sinais atrás de sinais e, chega a um ponto em que já não conseguem voltar atrás, seja por falta de tempo, de energia ou por habituação a um modelo que, mesmo errado, acaba por ser aceite por muita gente”.
 
Como exemplo temos a violência doméstica a que muitas mulheres se têm acomodado, mas que, nenhuma nasceu para aceitar. A partir do momento em que não reagiu e não procurou soluções alternativas, essa mulher acabou por se resignar ao que lhe foi imposto numa determinada fase de vida, mas não ao que realmente nasceu para ser enquanto pessoa. 
 
Ao não ter lutado no momento certo, acabou por construir um percurso paralelo ao seu. Nessa “escolha” deu lugar a um modelo de vida que não lhe pertence, pelo que, “dificilmente vai encontrar a paz, o bem-estar e o equilíbrio sem mudar; sem regressar ao seu modelo inicial”.
 
Muitas pessoas ficam à espera que a vida faça essas reposições, mas apenas se apercebem de sinais e alertas, “há uma parte que depende mesmo de cada um de nós e da força interior para mudar. Feito esse acto de coragem, as recompensas surgem”. É preciso ter em conta que, “a vida nos dá tudo o que precisamos, mas que não podemos estar de braços cruzados à espera. Temos de lutar no sentido orientado pela nossa intuição e depois estar disponíveis para colher os frutos desse esforço”.
 
Muitas pessoas entendem que “devem permanecer à espera que a vida lhes dê tudo e, quando se apercebem de que deveriam ter feito a sua parte e ir jogando com a vida, entram em depressão profunda, pois tiveram um mundo ao seu dispor e não conseguiram viver”.
 
 “A justiça acaba por ser igual para todos, simplesmente nem todas as pessoas a aceitam como uma oportunidade, já que exige esforço lutar contra algo que parece mesmo instituído”.
 
Muitas pessoas não se apercebem em tempo útil que, “a vida é um jogo em que não podemos aceitar a forma como as peças nos foram colocadas no momento do nascimento, mas sim aproveitar os movimentos celestes para proceder ás alterações e ajustes, sempre com o intuito de melhorar a nossa condição e de nos aproximarmos de modelos de felicidade mais simples”.
 
A felicidade existe dentro de nós e, ganha expressão à medida em que nos “libertamos daquilo que nos incomoda”. Para os astrólogos, “as movimentações celestes ajudam-nos a receber essa força e energia, mas nem sempre estamos despertos para tal e acabamos por permanecer na rota paralela à nossa, com a sensação de que não encontramos um lugar para viver onde possamos ser felizes e livres para apreciar a vida com mais plenitude”.
 
Quer isto dizer que, mesmo para os crentes em Deus, o problema é o mesmo, ainda que, usando uma terminologia distinta, pois há pessoas que se habituam a recorrer à sua entidade superior sempre que se sentem angustiadas. Quando melhoram, esquecem-se das suas promessas em prol do interesse material ou, só voltam a recordar-se perante o mesmo erro.
 
Na realidade, parece que existe algo em comum em ambas as teorias: a responsabilidade para com os nossos actos. Simplesmente a religião “perdoa” e permite que, de certa forma, as pessoas encontrem algum alívio momentâneo enquanto fazem as suas orações. Na dimensão astrológica, é mesmo necessário cumprir, pois caso contrário, na hora de “apresentar as contas”, o sofrimento é maior. 
 
No fundo é como ter uma dor de cabeça permanente e tomar um comprimido para a disfarçar, mas não recorrer ao médico para saber o que se passa e provoca essa dor e, fazê-lo, ouvir o especialista e tratar convenientemente. Isto acontece porque a religião tem um papel apaziguador, enquanto que, na natureza é tudo mais violento e brusco, mas as consequências da atitude passiva serão as mesmas, ainda que, explicadas de forma diferente.
 
 Mais cedo ou mais tarde, a pessoa terá de pedir ajuda para a dor de cabeça e, enquanto a que tratou ficou bem, a outra poderá já ter uma complicação.
 
Para os entendidos, a vida é mesmo assim. Ou agimos na hora certa com coragem, ou acabamos por nos tornar num “tapete de retalhos”, com medos, traumas, uma angústia permanente e a observar passivamente a nossa própria vida.
 
A religião pode ser vivida de uma forma extraordinária quando não se recorre para pedir sucessivos perdões, mas quando se assumem compromissos com uma entidade superior, mas para isso, é preciso respeito e responsabilidade; entender que, mais cedo ou mais tarde, teremos de dar a nossa parte. 
 
O mesmo se passa na dimensão astrológica, “tudo o que se faz ou deixa de fazer, terá as devidas consequências ao longo da vida. Esta teoria assenta na ideia de que, “até aos cinquenta anos de idade, estamos a cultivar o melhor que sabemos e conseguimos, sempre com a máxima harmonia com os nossos valores, crenças e cultura. 
 
A partir dessa idade, colhemos tudo aquilo que plantamos e teremos um final de vida feliz”. Basicamente, nos anos em que temos mais força e capacidade de análise dos nossos actos, temos a possibilidade de construir o melhor que sabemos, estando atentos ás orientações e sinais da vida, corrigindo quando necessário. 
 
A partir dos cinquenta anos, altura em que começam a descer as forças, teremos uma melhor ou pior velhice, mediante as nossas opções, oportunidades que demos a nós mesmos de corrigir e de aceitar os erros e, do rumo que demos á nossa vida, pois apesar de ser sempre possível mudar, há opções mais complicadas de alterar. Ainda assim há pessoas que mudam tudo nos últimos anos de vida, o único problema é que tiveram pouco tempo para serem felizes!
 
Ivone Romeira
 
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