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A tristeza é a «rainha» das emoções, cuidado!

A tristeza é a «rainha» das emoções, cuidado!
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12-11-2014 - 09:57
Muitas vezes não se dá importância ao facto de uma sensação de tristeza «tomar conta do nosso quotidiano», como se não existisse uma alternativa ou algo melhor para sentir.
 
Tendo por base um estudo publicado recentemente, a tristeza permanece mais tempo do que as outras emoções, isto porque, os acontecimentos importantes ou traumáticos têm mais peso na vida humana que os demais.
 
Os cientistas alertam que, uma pessoa se pode sentir triste até 240 vezes mais do sente vergonha, surpresa, irritação ou até mesmo tédio. Tal acontece porque a tristeza anda muitas vezes de mãos dadas com os acontecimentos de maior impacto, como a morte ou acidentes. 
 
Precisa de mais tempo para meditar, saber lidar com o que aconteceu e compreendê-lo totalmente, dizem Philippe Verduyn, da Universidade de Leuven, na Bélgica, e Saskia Lavrijsen, da de Amesterdão.
 
O estudo, publicado na revista Motivação e Emoção, é o primeiro trabalho científico a fornecer provas claras para explicar que há emoções que perduram mais do que outras.
 
Os investigadores belgas pediram a 233 estudantes do ensino médio para recordar episódios emocionais recentes e relatar a sua duração. 
 
Os participantes também tiveram que responder a perguntas sobre as estratégias que usaram para avaliar e lidar com essas emoções.
 
De acordo com Philippe Verduyn, foram identificadas diferenças significativas na duração de emoções face a determinados acontecimentos.
 
De um conjunto de 27 emoções, a tristeza durou mais tempo, ao passo que vergonha, surpresa, medo, nojo e tédio, que se assumiam muitas vezes apenas como um «flash».
 
Curiosamente, o tédio também consta entre as emoções mais curtas. Verduyn e Lavrijsen dizem que isso significa que mesmo quando o tempo parece passar lentamente quando se está entendido, um episódio de tédio normalmente não dura muito tempo.
 
Os investigadores descobriram que as emoções que duram menos tempo, são tipicamente desencadeadas por eventos com pouca importância a elas associadas. Por outro lado, as emoções de longa duração tendem a ser causadas por factores que têm fortes implicações nas preocupações dos sujeitos.
 
Em termos comparativos, Saskia Lavrijsen, verificou que, a duração revela uma dimensão que pode diferenciar emoções muito semelhantes. 
 
Por exemplo, Verduyn e Lavrijsen descobriram que a culpa é uma emoção que persiste por muito mais tempo do que a vergonha, enquanto a ansiedade permanece mais tempo do que o medo.
 
Nesta sequência, a "Reflexão é determinante para que algumas emoções durem mais tempo do que outras. 
 
As emoções associadas a altos níveis de reflexão vão durar mais", diz Verduyn, explicando o papel que o pensamento constante e repetitivo tem sobre a experiência de emoções positivas e negativas.
 
"As emoções de curta duração são normalmente - mas, é claro, nem sempre -. desencadeadas por acontecimentos de importância relativamente baixa Por outro lado, as emoções de longa duração tendem a ser sobre algo muito importante", explica Lavrijsen.
 
Neste contexto, é de realçar que, ao invés de se arrastar a tristeza como sendo algo natural e que faz parte da condição humana, é essencial que se aprenda a gerir a reflexão, sob pena de nos sentirmos «condenados» à tristeza e sem que se consiga inverter a situação. 
 
É imperioso ter em conta que, se nos habituamos a meditar infinitamente sobre uma situação, dificilmente vamos encontrar alternativas a esse estado e, permitir que outras emoções nos invadam o sentir e os pensamentos.
 
Muitos especialistas aceitam que uma pessoa assuma que está triste durante alguns dias, sobretudo se existe um motivo que o justifique, mas sempre que se ultrapassa uma semana com sentimentos de tristeza, se deve procurar o apoio médico.
 
AP
 
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