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A parentalidade começa na decisão de querer ter filhos!

A parentalidade começa na decisão de querer ter filhos!
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29-03-2017 - 23:48
No espaço “Fichas de Leitura”, temos apresentado um conjunto de opiniões acerca da educação e várias posições de autores acerca do assunto.
 
Desta vez, decidimos ir um pouco mais longe e falar com uma mãe que, na primeira pessoa, arriscou contar a sua experiência, acreditando poder contribuir para facilitar a vida de muitos pais que, como ela, consideram um tema abrangente e sempre com novos desafios.
 
Madalena Pinto é uma mãe como tantas outras que, já conheceu inúmeras mudanças sociais, que teve uma educação tradicional e que se sente motivada para transmitir a sua experiência ao filho e, com ele aprender também a acrescentar-se enquanto mulher, pessoa e até profissional.
 
Algarve Primeiro: - O que é para si a maternidade?
 
Madalena Pinto: - Desde logo, o sentimento que nos leva a desejar ter um filho. Ter uma relação estável com alguém em quem confiamos, que amamos e com quem queremos arriscar acrescentar esse projeto de vida. Penso que a maternidade surge desse desejo interior de nos vermos projetados num novo ser e de nos sentirmos envolvidos enquanto casal, numa experiência desafiante e enriquecedora para todos. Depois, o resto vai surgido etapa a etapa.
 
A.P: - Em que momento de vida se planeia ter um filho?
 
M.P: - Não é de todo uma decisão que se possa colocar nas mãos da sociedade. Quando assumimos um relacionamento com alguém, rapidamente surgem as perguntas acerca do nascimento de um filho. Penso que o casal tem de ser capaz de ultrapassar essa pressão e de pensar cada um por si e depois em conjunto. Ter um filho é um compromisso muito sério e para toda a vida; não pode ser colocado em ‘mãos alheias’, muito menos à mercê da sorte. A mulher tem de sentir esse desejo, tal como o homem não se pode sentir pressionado a ser pai quando não está preparado ou disponível para dar esse passo. O planeamento de um filho tem, naturalmente algumas imposições, pois temos de estar em idade fértil, de ter o mínimo de condições materiais e, acima de tudo, a maturidade necessária para iniciar esse novo desafio. Penso que o nascimento de uma criança deve ser encarado como o mais valioso projeto de vida para um casal, pelo que, a união e a disponibilidade em torno dessa visão, são fundamentais em qualquer fase de vida.
 
A.P: - A Madalena fala muito de sentimentos… como se sabe quando é o momento certo?
 
M.P: - Conversando! Tem passado de moda, ou nunca esteve totalmente na base de um relacionamento a troca de pontos de vista entre os parceiros. Fala-se sobre tudo o que é banal, mas reservam-se as decisões importantes para a sociedade. Em meu entender, isto é um erro! A mulher tem de se sentir confortável para conversar sobre este e outros temas com o seu companheiro que, através dessa mesma liberdade, será capaz de assumir os seus medos e desejos. O homem não é o sexo forte que está sempre pronto para tudo e, muito menos a mulher se pode refugiar numa fragilidade que lhe dá direito a fugir dos assuntos mais delicados. O tema da parentalidade só deve surgir quando o casal está preparado para conversar sobre ele e planeá-lo, pois essa será a primeira condição para assumir as posteriores responsabilidades. Não é aceitável que um pai ou uma mãe se negue assumir a chegada de um filho quando existem tantos métodos anticoncecionais ao dispor e que podem ajudar a fazer esse planeamento familiar. O nascimento de um filho tem de ser um ato consciente e maduro!
 
A.P: - O teste de gravidez deu positivo. E agora?
 
M.P: - Festejamos o novo capítulo de vida e produzimos novos objetivos em conjunto. Organizamo-nos para irmos juntos às consultas e fazermos as compras para o bebé. Decoramos o quarto enquanto casal e arriscamos ser o pilar um do outro, pois é dessa união forte que o nosso filho precisa e que é fundamental para manter a nossa relação quando chegar mais um elemento para a família. É bonito dizer que “vamos aguentar todos os embates” com facilidade, mas isso só se consegue com muita união entre os pais e disponibilidade para manter os momentos a dois (mesmo que menos) após o nascimento do bebé e conversar acerca de tudo, mesmo sobre o que parece mais ridículo e condenável. Somos pessoas e sentimos!
 
A.P: - O homem não tem feito parte do processo ao longo dos tempos. Como é que se mobiliza o parceiro para a chegada do bebé?
 
M.P: - O homem tem de ser chamado para participar desde o resultado do teste de gravidez! Essa é a única forma que ele tem de se sentir incluído num processo em que só vê a barriga da companheira crescer! Quando o companheiro está presente nos mais variados momentos, sente o seu filho sem qualquer tipo de barreiras. Vê as ecografias, participa nas compras e em tudo o que envolve a chegada do bebé. A mulher tem de ser capaz de o envolver e de não viver a gravidez sozinha, pois o filho é de ambos desde a fecundação. O homem não estava habituado a muitas outras coisas e tem conseguido chegar lá com a mesma distinção que as mulheres. O mesmo se passa na vida doméstica e na parentalidade. É fundamental que a mulher encare o seu companheiro como alguém que é importante para si e para o filho, depois tudo o resto acontece naturalmente.
 
A.P: - Como se gere o cansaço e a relação conjugal após o nascimento do filho?
 
M.P: -Aceitando que faz parte do processo e que é mais um desafio que o casal terá de enfrentar. Quando ambos planeiam a vida em conjunto, tudo se torna mais fácil, até o excesso de peso após a gravidez, as alterações de humor e o cansaço! É essencial que o tempo a dois não se perca, pois mesmo cansados, a união faz a força! Quando estão juntos no processo, os pais compreendem-se e reforçam-se mutuamente. 
 
A.P: - Será essa a receita para as fases seguintes?
 
M.P: - Efetivamente. Os nove meses de gravidez marcam o compasso de tempo e de atuação do que vai acontecer a seguir. Uma gravidez tranquila e apoiada pelo companheiro, será a base para um bebé que dorme bem, que se alimenta bem e daí por diante. Penso que, o mesmo acontece nas etapas seguintes, pois quando a base é estável, tudo se torna mais fácil para pais e filhos.
 
A.P: - E como é que o casal “programa” o desenvolvimento do filho?
 
M.P: - Penso que muitos casais têm medo de falar abertamente sobre o assunto, mas as reservas não ajudam nada! Claro que, o pai tem planos diferentes da mãe, não há duas pessoas iguais! O importante é definir o elementar: a educação que se pretende transmitir, as regras que se vão exigir e os limites que ambos consideram essenciais para a manutenção do respeito e do desenvolvimento sadio. A partir daqui, tudo se vai desenhando naturalmente.
 
A.P: - Mesmo nos casos de indisciplina?
 
M.P: - Claro, pois se os pais estão em sintonia na educação do filho, a indisciplina tem de ser corrigida por ambos. Quando se fala na importância do diálogo, é também para isso. Quanto mais os pais estiverem de acordo e perceberem onde estão a falhar, melhor vão educar, já que podem sempre mudar o rumo dos acontecimentos. Se uma determinada atitude não surte o efeito desejado, naturalmente que tem de ser alterada o mais rápido e conscientemente possível.
 
A.P: - É fácil colocar o pai a impor limites no filho?
 
M.P: - Quando a responsabilidade é assumida por ambos, não importa quem  coloca os limites numa determinada situação. É preciso é que o comportamento errático seja travado e corrigido. O meu filho só fez uma birra no supermercado, pois no momento foi logo travado. A sintonia entre os pais, levou-o mais facilmente a perceber a dimensão do erro e a adotar uma nova postura em sociedade. Claro que é um trabalho diário e intenso, mas é para isso que servem os objetivos que estabelecemos. Quando não aceitamos uma determinada conduta, temos de manter essa postura exigente nas mais variadas situações até que a criança a compreenda e faça o que consideramos correto.
 
A.P: - E não há o risco de o pai não encarar o erro na mesma medida?
 
M.P: - Como em tudo na vida as proporções são distintas, o importante é, quando algum dos parceiros se apercebe do erro, ter confiança suficiente para trocar opiniões e seguir um novo rumo. Não é difícil, mas demora o tempo que o respeito pelo outro e pelas suas diferenças exige. O mesmo se passa com a criança. Ela tem o seu tempo para compreender e só depois, será capaz de concretizar. O relevante é sabermos qual a direção que queremos seguir, depois temos de dar tempo para que o outro compreenda e aceite. Não podemos é alterar as regras às primeiras dificuldades, muito menos desistir daquilo que consideramos essencial, só porque a criança reage negativamente aos primeiros embates! A firmeza e persistência são essenciais. Normalmente temos de insistir durante três dias, depois a criança percebe que não tem alternativas e acaba por ceder ao que lhe é exigido. Quando o pai percebe que, afinal, se consegue, também ele vai ser mais flexível à mudança de posição.
 
A.P: - E como se lida com a influência dos outros na educação dos filhos?
 
M.P: - Eu sou muito prática! Se alguém me influencia negativamente, afasto-me sem grandes conflitos. Mas tenho consciência de que nem todas as influências são negativas, mas que devo ser eu a colocar os limites e a dar-lhes o significado que quero. Se me criticam pela educação que dou ao meu filho, na maioria dos casos, ouço e penso acerca do assunto, pois não sei tudo e, há dicas importantes em certos comentários. Por norma não tenho problemas em perguntar aquilo que não sei, mas procuro fazê-lo a pessoas que sinto saberem mais do que eu no assunto. Às vezes é de quem menos esperamos que saem as grandes lições de vida. Aqui dou um espaço à intuição e arrisco. Se correr menos bem, para a próxima procuro outra fonte! Verdade seja dita, posso ouvir muito, ler ainda mais, mas o meu “modus operandi” vai sempre ao encontro do que sinto. Essa é a minha tomada de posição. Por muito que sejamos flexíveis, temos de ter firmeza e determinação nas nossas posições até prova em contrário, senão acabamos por transmitir incoerência na educação.
 
A.P: - E como se lida com “as modas” que se vão instituído na dita educação moderna?
 
M.P: - Moda para tudo e tendências que parecem determinar aquilo que temos de fazer, não é? Sou muito objetiva: com conta, peso e medida. Se considero aceitável, permito, se não, rejeito! É moda ir à sexta-feira comer ‘fast food’? Posso comer algo semelhante uma vez por mês e noutro dia da semana, por exemplo! Não tenho de fazer aquilo que me é dado como certo, quando considero errado. Penso que se tornou fácil colocar etiquetas naquilo que os pais têm de fazer socialmente, a ponto de se tornar moda o mau comportamento! Passamos a ter uma geração de crianças “hiperativas” quando de doença pouco se trata! Penso que há casos e casos, mas a grande maioria das situações que conheço, reflete a tendência de explicar aquilo que não fazemos, em vez de agirmos e de assumirmos as nossas falhas. Antes da moda, temos de saber aquilo que queremos para a nossa família e, é de dentro para fora que oriento as minhas decisões. De que nos serve comprar produtos com rótulos se não apreciarmos a qualidade do conteúdo? Essa deve ser a tarefa dos pais responsáveis que têm de saber se as gomas fazem mal à saúde ou se as devemos oferecer às crianças só porque os outros comem! Penso que esta deve ser a regra para lidar com as novas sugestões que a sociedade nos oferece.
 
A.P: - Mas as crianças convivem umas com as outras e querem as mesmas coisas. Como agir?
 
M.P: - Com a mesma simplicidade com que se resolvem os demais problemas: conversando e explicando. Se os pais aceitam, explicam as regras, os prós e os contras. Se rejeitam, igualmente explicam porquê. Penso que há um ponto importante a reter: quando instituímos regras em casa, normalmente as crianças são disciplinadas, acatam a posição dos pais e dão menos importância à influência dos outros. Penso que tudo tem de ser explicado e as regras instituídas desde o ato do nascimento. Tal como acredito que, os filhos se regem pelo exemplo dos pais. Se somos assertivos, eles acabam por reproduzir esse comportamento. Se somos facilmente influenciáveis, igualmente corremos o risco de ter filhos que, constantemente se sentem inseguros e que não sabem como lidar com a influência dos outros na sua vida. Se explicarmos que não é o momento oportuno para usar telemóvel e se lhes dermos uma justificação, certamente que vão saber responder aos colegas que lhes fazem essa pergunta. O importante é que os nossos filhos se sintam confiantes sem que precisem de imitar os demais. Isso consegue-se com o diálogo e com exemplos positivos dos pais.
 
A.P: - Quer isso dizer que as regras têm de estar presentes em todas as situações?
 
M.P: - As regras são a base para tudo! Entendo que, há pontos que devem ser pensados atempadamente para facilitar a vida familiar. Os pais têm a obrigação de pensar antes dos filhos, pois só por isso são os pais! Nesse sentido, têm de ser capazes de prever algumas situações elementares, mas de grande importância para o desenvolvimento sadio.
 
Todos sabem que existe uma tendência para os filhos se deixarem absorver pela TV e pelas novas tecnologias. Se colocarmos esses equipamentos no quarto dos mais novos, teremos muito mais dificuldades em controlar o seu uso, pelo que a alternativa é colocá-los nos espaços comuns da casa e decidir as horas de funcionamento. Se a TV for partilhada por toda a família, é fácil instituir valores de boa convivência através da gestão de horários, mas para isso, os pais não podem ser dependentes da TV! 
 
Os filhos vêm os desenhos animados num determinado horário, e os pais têm o restante tempo para os seus programas. Isso implica horas para ir para a cama, para jantar em família e para estar em conjunto. No fundo, o que defendo é que as regras façam sentido para miúdos e graúdos. Quando se percebe que todos têm de partilhar a mesma casa e que para isso, é preciso existirem regras, estamos a mostrar aos nossos filhos e a nós mesmos, a importância da organização. Nessa mesma base, assumimos que o estatuto de pai/mãe nos deve responsabilizar pela criação dessas regras, pois temos mesmo de “ir à frente dos nossos filhos”, seja para os proteger, para os orientar e corrigir quando necessário. Os adultos têm essa função!
 
A.P: - É como se de uma empresa se tratasse?
 
M.P: - A organização é semelhante sim, pois acho que essa é a base da nossa vida para que nos sobre tempo e disponibilidade para sermos pessoas! Se a família entrar em casa e souber aquilo que tem de fazer em cada momento, vai ter tempo de sobra para descontrair. O problema é que se dispersam as atenções, ninguém sabe o que fazer, todos se cansam, irritam e nada se faz! O relevante é perceber que, há tarefas que têm de ser cumpridas por todos para facilitar a vida também de todos. Para tal, é preciso ir promovendo a autonomia das crianças e manter a união dos pais! Se todos souberem que, terminadas as tarefas, terão tempo livre, seguramente que não há birras para fazer os trabalhos de casa, muito menos arrumar a mesa ou despejar o lixo. Há um objetivo para tudo isso: o descanso, a brincadeira ou um passeio!
 
A.P: - Parece simples essa forma de vida, mas como se lida com os problemas?
 
M.P: - Os problemas só existem se não os cortarmos no tempo devido. Há um tempo para sinalizar e outro para superar. Há situações que não têm solução, então temos de as aceitar como tal, o resto, vai-se gerindo à medida que é necessário. Não vale a pena sofrer por antecipação ou tentar prever todos os resultados, mas uma coisa é certa, quem educa para a disciplina, dificilmente se confronta com a indisciplina! Pais confiantes e capazes de mudar quando se apercebem de um erro, serão sempre mais amados e apoiados pelos filhos. Depois é evitar complicar as coisas simples!
 
É encarar as situações de frente e com a mesma frontalidade procurar as soluções. Acho que existe uma tendência para acumular problemas e sufocos nas nossas sociedades. Tudo é um problema e só se fala acerca de problemas com pessoas problemáticas! Se optarmos pelo mero desabafo, não estamos a intervir no problema, mas sim a fazer com que ele nos incomode menos. A cada dia teremos de falar e falar mais no assunto, pois enquanto não o resolvermos, o desconforto cresce e nada se faz, o que dá lugar a novos problemas e a um sentimento de asfixia e de falta de soluções. Também me parece que a vida familiar se discute mais na rua do que em casa, o que pouco facilita a resolução de problemas. O diálogo é o melhor apoio em qualquer situação, mas a falta dele dá mesmo lugar a muitos problemas, seja conjugais, seja com os nossos filhos. Acredito que é no lugar próprio que temos de pedir ajuda, mas para isso é preciso saber qual é o verdadeiro problema e quem é que nos pode ajudar naquela situação em concreto, sob pena de perdermos tempo, energia e de acrescentarmos o dito problema!
 
A.P: - Na sua opinião, é crucial resolver um problema de cada vez e só depois dar espaço a novos problemas?
 
M.P: - Não vejo mesmo outra solução, pois em bloco ninguém consegue respirar, muito menos resolver o que quer que seja! Mas a ansiedade em resolver uma situação, dá lugar a conversas com mais e mais pessoas, ouvir mais e mais opiniões. Como resultado, baralharmos tudo e nada fazermos! É preciso ter em conta que, podemos ouvir outras posições, mas a decisão final tem de ser pessoal e responsável, pois somos nós quem sofremos as consequências daquilo que fazemos e do que não fizemos. O mesmo se passa na educação dos nossos filhos. Se não lhes damos as regras, somos nós que sofremos pela incompetência de não termos dedicado mais atenção e tempo de qualidade a quem depende de nós para aprender a viver…
 
A.P: - O que acha que falta aos pais de hoje para desfrutarem a parentalidade?
 
M.P: - Tempo e consciência do que é ser pai/mãe. Penso que se encara os mais novos como robots que têm rapidamente de ser aquilo que nós não fomos capazes de ser. Perdemos tanto tempo a exigir sucesso mas ,aos variadas e intensas atividades que, deixamos passar as etapas essenciais do desenvolvimento; onde se constroem os afetos, a verdadeira ligação entre pais e filhos, bem como o sentimento de pertença a uma família. Substituímos o diálogo por troféus, o afeto por recompensas e quando queremos falar de amor, ninguém sabe do que se trata. O tempo passou, os nossos filhos vão seguir a sua vida, também entregando o mundo emocional à sua sorte, já que pouco sabem acerca do assunto.
 
Os pais apressados de hoje, vão ser os frustrados de amanhã, pois os filhos vão refletir uma corrida contra o tempo, onde afinal, não houve tempo para nada!
 
A.P. - Acha que as crianças de hoje são infelizes?
 
M.P: - Penso que as crianças sem pais presentes, sem afeto, sem regras, objetivos e estímulos para crescerem de forma alegre e criativa, não conseguem ser felizes. Sorriem porque ganham um presente, mesmo que nunca mais se lembrem dele, mas vivem para a felicidade dos pais sem que consigam ser felizes. As crianças de hoje sabem que os pais lhes dão tudo para as ver sorrir, então sorriem de mão esticada e de coração encolhido…
 
Em fim de conversa, Madalena Pinto deixa claro que, “as regras são para ser cumpridas e que as alterações devem ser entendidas por todos”, pois caso contrário, as mesmas deixam de fazer sentido”.
 
“Há espaço para a negociação”, mas “a última palavra tem de ser dos pais. Sob pena de ser perder a autoridade”.
 
Os filhos, “têm direito para expressar a sua opinião, desde que o respeito seja assegurado”. Dando especial importância à conversa franca no seio da família, esta mãe acredita que “o diálogo é a base para tudo na vida. É aquilo que nos torna humanos; é a base para a compreensão e para a superação dos naturais conflitos de cada etapa.”
 
Os pais não sabem tudo, e, tal como os filhos, são falíveis, mas têm de estar disponíveis para mudar, para corrigir e para enfrentar as situações para que se dê um novo rumo ao que se pretende: a harmonia, a felicidade e a troca de saberes familiares.
 
Os afetos têm de estar presentes em tudo, pois é o sentimento que nos une, que nos permite educar e nos leva a cumprir. Sem amor, não há pais nem filhos verdadeiros entre si.
 
“Devemos educar com a razão, ouvindo sempre o coração”.
 
Algarve Primeiro
 
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