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“A menina é do papá e o menino da mamã” – porquê?

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17-08-2013 - 22:13
Provavelmente esta é uma das expressões mais conhecidas no que se refere à parentalidade e à própria educação, sem que seja colocada em causa e sem que se conheçam as suas consequências no que se refere ao desenvolvimento das crianças.
 
É habitual afirmar que as meninas têm mais afinidades com o pai e que os meninos com a mãe, a ponto de, muitas vezes e, isso acontece com muita frequência na nossa cultura, crianças viverem verdadeiros dramas com o problema dos pais mal esclarecidos, pois um menino deve ser tão amado pelo pai como pela mãe e, o mesmo se passa com as meninas. 
 
Depois temos um outro caso que acontece num divórcio em que a mãe fica com o filho ou a filha. Nesta situação, todas as atenções se concentram na criança e, aí já não importa o sexo, mas sim a relação que se estabelece para compensar a falta do pai. São conhecidos inúmeros casos em que as meninas só são amadas pela mãe quando o pai se afasta e é preciso controlar a vida do anterior parceiro, mostrar à filha que a mãe é melhor por que não saiu de casa e daí por diante. 
 
Claro que estas questões dariam seguramente conteúdo para muitos mais apontamentos, dúvidas e novas questões que daí possam surgir, mas o intuito deste texto em concreto, é reflectir acerca de um problema que prejudica o desenvolvimento e que merece uma atitude diferente e mais actualizada, pois conhecido o erro do passado, torna-se um imperativo fazer algo. 
 
Para muitos especialistas no comportamento humano e nas demais áreas sociais, o problema de associar os meninos à mãe e as meninas ao pai, surge da ideia de que os opostos se atraem e, ao mesmo tempo, o contributo que os pais têm de dar para garantir que os filhos gostam do sexo oposto e que não enveredam pela homossexualidade no futuro. 
 
Claro que se falarmos do assunto aos pais, felizmente que a maioria reconhece que isso é um profundo disparate, pois não existe qualquer evidência científica que comprove tal ideia ancestral. 
 
No mesmo enquadramento, a realidade até nos pode mostrar o contrário, pois as meninas que viverem uma enorme carência afectiva provocada pela afastamento da mãe e os meninos pela ausência afectiva do pai, no futuro tendem a procurar uma compensação por pessoas do mesmo sexo nas mais variadas relações que estabelecem. 
 
É comum que essa carência dê espaço à procura de amizades com pessoas da mesma idade dos pais no sentido de compensar “o vazio” sentido na infância ou na adolescência, o que muitas vezes, perturba os pais que não compreendem essa carência e a causa dessa carência. 
 
Por norma, são os professores ou outros mestres de actividades que preenchem esse espaço: a pessoa que representa uma influência, uma referência qye se sentiu em idades mais precoces, pois quer queiramos quer não, todos precisamos de ídolos, de pessoas que se afirmem como autoridade e como referência daquilo que se quer saber, corresponder ou imitar quando somos adultos. 
 
Quando os pais não preencheram esse espaço afectivo, acontece frequentemente essa procura noutros “modelos” que se encontram na sociedade e que se julgam capazes de ocupar essa orientação. 
 
Depois, é preciso ter em conta que, a homossexualidade não está ligada a nenhum dos casos acima descritos, pelo que qualquer que seja o intuito de a “evitar” é um perfeito disparate! 
 
É fundamental reter que, meninos e meninas precisam da presença, do afecto e da presença de ambos os progenitores e que, é saudável para o desenvolvimento que assim o seja, mesmo que os casais não vivam em conjunto. 
 
Não existe qualquer problema, muito pelo contrário, do pai dar afecto ao menino, de brincar com ele, de lhe dar mimos e de o encorajar para crescer com auto-estima, com os seus ensinamentos e exemplos e, com oportunidades para desenvolver as suas potencialidades e características, sabendo que, o pai é sempre uma imagem marcante no processo de vida de meninos e meninas, tal como acontece com a mãe. 
 
A menina precisa de ver a mãe como o seu modelo até uma determinada idade e, de passar a amá-la e a respeitá-la noutra etapa de vida e, isso só acontece quando a criança tem oportunidade de saber as diferenças entre os pais, os sexos e começar a conhecer-se e a aceitar-se como filha/o daqueles que construíram um projecto de vida consigo e para si. 
 
Cada vez mais se sabe desta realidade e o grande desafio é mesmo aplicar sem medos; com coragem para amar os nossos filhos e de lhes dar as oportunidades necessárias e possíveis para que cresçam com pai e mãe que são diferentes, mas complementares no que respeita ao afecto, ás responsabilidades no processo educativo e, acima de tudo, quanto à sua presença activa na vida de quem tem tudo por aprender e que não está preocupado em amar uma mulher ou um homem, mas sim reconhecer que os pais são um projecto de vida que deu lugar ao seu crescimento sadio. 
 
É essencial esta relação para que as dúvidas se esclareça, e, casa, para que a menina saiba aquilo com que pode contar com a mãe e com o pai, o mesmo se passa na importância do menino reconhecer que o pai é uma referência masculina que o pode ajudar a compreender as suas próprias características. 
 
A conversa é a base desta relação que é uma família e que não deve contemplar essas excepções, pois o amor entre pais e filhos, não pode nem deve conhecer este tipo de problemas, muito menos alimentar esteriotipos do passado que surgiram por desconhecimento, por falta de entendimento da realidade e por dificuldade em explicar o que também foi transmitido como sendo o mais correcto. 
 
Um dos benefícios do progresso, é mesmo saber mais e encontrar novas respostas para os problemas actuais e para as lacunas do passado, por isso nunca é tarde para reformular e para colocar de parte aquilo que perde o sentido quando se percebe que é um erro.
 
 
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