siga-nos | seja fã
PUB
 

“A melhor política é a sinceridade”

Imprimir Partilhar por email
06-05-2014 - 23:35
Num tempo em que se torna cada vez mais difícil lidar com a sinceridade, torna-se num imperativo abordar o assunto abertamente e, se possível, despertar consciências para esta necessidade humana.
 
É uma verdade inquestionável que, o mundo enfrenta uma gigantesca falta de sinceridade, ao ponto de, ser complicada a tarefa de encontrar alguém, no governo ou numa empresa, que se expresse sem artifícios e, sem uma intenção de enganar.
 
Segundo as leis da sinceridade, é desejável que se cultivem valores como: a franqueza, a pureza, a verdade e a lealdade, isto porque seja na política, na administração pública ou em negócios privados, continua a predominar o postiço que, por sua vez, dá lugar a uma crescente desconfiança e a relações pouco esclarecidas entre as pessoas.
 
É elementar reconhecer que, mesmo nas relações pessoais, se tem instalado esta falta de sinceridade, sendo cada vez mais difícil desabafar e obter uma resposta desinteressada, pelo que, naturalmente, o problema se estende ás mais variadas situações, como se, de um traço dos novos tempos se tratasse.
 
Como comportamento gera comportamento, todos reconhecem que, esta falta de sinceridade acaba por se transformar numa gigantesca “bola de neve” que passa também pelos serviços públicos e, condicionam o bom atendimento e os serviços de qualidade, pois o artifício é cada vez maior e, as relações humanas processam-se sempre na perspectiva do lucro e, quando este não existe, ainda mais a sinceridade assume um carácter obsoleto.
 
A lei da sinceridade diz: “Quando admitimos um erro, o cidadão/cliente, por norma, retribui-nos um positivo”. Quer isto dizer que, assumir um erro, por mais insignificante que possa parecer, dá lugar a uma atitude humilde de quem recebe esse reconhecimento, pelo que melhora imediatamente a relação entre as duas pessoas.
 
De acordo com as afirmações de Al Ries, autor das Consagradas Leis do Marketing, “o cidadão não coloca em causa as suas leis mas, o cidadão é um grande cliente do Estado.”
 
O mesmo autor especifica: “recordo-me de muitos governantes que perderam oportunidades incríveis de realmente servirem os seus eleitores e cidadãos, quando não reconheceram os seus erros. Foram orgulhosos e não foram sinceros e, os eleitores deram-lhes o dito negativo (expresso num cartão eleitoral vermelho)”.
 
Na mesma dimensão, Al Ries adianta: “Apesar de reconhecer que é contra a natureza empresarial e humana admitir um problema ou um ponto fraco, as empresas (eu incluiria também o governo) devem suportar-se da sinceridade como um trunfo a seu favor.”
 
Esclarecendo o seu ponto de vista, Al Ries sublinha, “ Antes de mais nada, porque a sinceridade é apaziguadora. Toda a informação negativa a respeito de si mesmo é prontamente aceite como verdade.”
 
Assim sendo, é mais fácil dialogar com alguém que tem a mente aberta e que está disponível para ouvir e melhorar algo do que, tentar “vender” aquilo em que não se acredita e, que não convence ninguém.
 
É evidente que, esta tem sido a postura política e empresarial, sobretudo da última década e que tem “contagiado” a sociedade civil, mas devemos sempre ponderar até onde vamos levar a nossa mentira e “capa”.
 
Ries alerta ainda que, “a Lei da Sinceridade precisa de ser usada com cuidado e muita habilidade. Primeiro, o negativo precisa de ser amplamente percebido como negativo. Tem de se accionar uma concordância imediata na mente do cidadão/cliente em perspectiva. Depois, deve-se passar rapidamente no positivo”.
 
Tendo no horizonte a máxima de que, a melhor política é mesmo a sinceridade, não nos será complicada a tarefa de ver até que ponto quem nos governa e, as pessoas com quem nos relacionamos diariamente, se fazem suportar por esse valor e, claro que, cabe a cada um, a coragem para fazer e exigir a diferença, já que tudo depende da necessidade que tem de afirmar a sua posição e de reconhecer os próprios erros.
 
Esta lei da sinceridade tem sido amplamente debatida para o mundo dos negócios, numa altura em que, apenas os “números” parecem fazer sentido nas vidas humanas, mas seguramente que é um sinal de inteligência pessoal, ser capaz de a colocar ao dispor das relações diárias, pois só assim seremos mais exigentes e capazes de aceitar novos desafios.
 
Efectivamente, ser sincero é um privilégio para quem tem essa coragem e se pode “dar ao luxo” de dizer o que pensa e o que sente e, correr o risco de não ser aceite, mas porque a sua condição económica assim o permite, esse é um direito reservado a poucas pessoas.
 
Estarão os nossos políticos assim tão protegidos com as suas mentiras?
 
Será a sinceridade algo assim tão difícil de alcançar?
 
Só quem tem dinheiro e estabilidade é que pode manifestar-se e dizer o que sente e o que pensa? Mas não vivemos em Democracia?
 
Deixo estas questões para reflexão e, se considerar pertinente, para comentário.
 
Talvez valha a pena pensar nisto!
 
Ivone Romeira
 
 
COMENTÁRIOS
 
MAIS NOTÍCIAS
-

“Crianças que não brincam, ficam doentes” – Mário Cordeiro



-

Sabe o que é Síndrome de Húbris? É a doença do poder!



-

Sabe identificar um sociopata?



-

Mitos e verdades da vida “mais saudável”



-

Pessoas alegres e positivas vivem mais e melhor



PUB
 
PUB
 
ÁREA CLIENTES
Loja das Taças
Se és campeão a loja das Taças põe-te o Troféu na mão
ver mais
 
Allô Pizza
Os apreciadores da verdadeira pizza italiana conhecem a casa, local agradável, bom ambiente e boa-disposição.
ver mais
 
Restaurante Os Arcos
A melhor gastronomia algarvia
ver mais
 
 
 
NOTÍCIA MAIS LIDA DO MOMENTO
Secretária de Estado para a Cidadania inaugurou Centro Local "itinerante" de Apoio à Integração de Migrantes de Loulé

Secretária de Estado para a Cidadania inaugurou Centro Local "itinerante" de Apoio à Integração de Migrantes de Loulé

ver mais
 
 
  
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Câmara Municipal de Loulé agraciou dez personalidades/instituições

Câmara Municipal de Loulé agraciou dez personalidades/instituições

ver mais
 
Autarquia de Lagos assinou protocolo para facilitar acesso à habitação e regenerar parque habitacional

Autarquia de Lagos assinou protocolo para facilitar acesso à habitação e regenerar parque habitacional

ver mais
 
Secretária de Estado para a Cidadania inaugurou Centro Local "itinerante" de Apoio à Integração de Migrantes de Loulé

Secretária de Estado para a Cidadania inaugurou Centro Local "itinerante" de Apoio à Integração de Migrantes de Loulé

ver mais
 
 
 
Allô Pizza Escola de Condução C.C.S Loja das Taças Restaurante Os Arcos
» Sociedade» Fichas de Leitura» Desporto» Click Saúde
» Economia» Figuras da nossa Terra» Política» CX de Correio