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A felicidade é uma questão de sorte?

A felicidade é uma questão de sorte?
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30-11-2015 - 23:18
É comum atribuir o que de melhor nos acontece à sorte, ao destino e “ao que tinha de ser”, sendo que o mérito e o trabalho acabam por passar quase despercebidos.
 
Segundo uma publicação de Marco Esteves no “Dá que pensar”, “a sorte não existe. Pelo menos da forma como é definida. A sorte manifesta-se quando um acontecimento com baixa probabilidade de acontecer, acaba por se concretizar. Por exemplo, ganhar o Euromilhões é sem dúvida sorte.”
 
Tendo por base este ponto de partida, não podemos considerar que a maior parte das coisas que nos acontecem são produto da sorte ou da falta dela, uma vez que, quase tudo depende de escolhas, de talento, de esforço e de muito empenho. 
 
Ninguém encontra um emprego só a acreditar na sorte, muito menos obtém boas notas num exame ou entra na universidade. 
 
O mesmo se passa nas relações amorosas…ninguém consegue manter um casamento, uma relação duradoura só porque “encontrou a pessoa certa.” Tudo envolve tempo, dedicação, empenho, aprendizagem e, posteriormente, conquistas. 
 
Acreditar que “se adquiriu algo ou alguém” é mera perda de tempo, já que mais cedo ou mais tarde se irá perceber que, essa ‘preguiça’ e incapacidade de manter o que se conquistou, dá lugar a perdas sucessivas.
 
No seu apontamento,Marco Esteves reforça que,  ”as maiores realizações que alcançamos dependem simplesmente das opções e consequências dessas escolhas. Para escolher bem precisamos de aprender bem.”
 
O mesmo autor acredita que, “a aprendizagem influencia diretamente as opções que fazemos. Há quem diga que as melhores escolhas em momentos críticos são aquelas que surgem em primeiro lugar e que o excesso de pensamento por vezes faz perder o ‘timing’ da escolha e não produz resultados positivos. 
 
À partida, alguém que aprendeu mais cometerá menos erros do que outro num estágio menos evoluído. 
 
Curiosamente esta é uma das bases de alguns algoritmos de inteligência artificial.” Neste sentido,“a maioria das coisas boas que nos acontece provém do nosso trabalho, de esforço reconhecido como mérito. O mérito não é um meio, é um fim.”
 
Qualquer um é capaz de mudar o que parece impossível de alterar. “Não conheço nenhuma pessoa realmente persistente que não tenha alcançado os seus objetivos. Por vezes demora, por vezes parece que tudo é impossível, mas a persistência aliada ao trabalho acaba por resultar!”
 
Tudo começa na imagem que temos de nos mesmos e naquilo que concretizamos em função do que somos e do que queremos ser. É fundamental compreender as limitações para as poder superar ou transformar em algo positivo. 
 
“Se tivermos em conta que, apesar de não dominarmos tudo, a maior parte das ações e escolhas que fazemos são da nossa responsabilidade, saberemos que, quanto mais exigentes formos para connosco próprios, melhor será o produto final. Depois, não se pode passar a vida a ‘contar com o que a sorte nos reserva’, mas sim procurar concretizar.”
 
Um relacionamento não é duradouro, muito menos gratificante se não existir momentos de dedicação e compreensão de parte a parte. O mesmo se passa com os negócios que fazem a diferença na nossa sociedade entre o crescimento e o declínio.”
 
É fundamental ter em conta que, tudo exige entrega, inteligência, conhecimento e “leitura da realidade”.
 
Muitas pessoas dizem-se infelizes e insatisfeitas (e o português é mestre nisso!), pela sua forma apática e resiliente de estar na vida. “Uma coisa é tentar compreender e melhorar, outra é adotar uma atitude passiva que nada concretiza ou evolui.” 
 
O pensador Marco Esteves realça que, “a felicidade é uma forma de estar na vida. Luta-se pela felicidade; por momentos alegres e que nos permitam sentir boas emoções. Quem nada faz em prol do seu bem-estar, acaba por não conseguir ser feliz, pois esse estado gratificante é o produto do trabalho de cada um.”
 
É feliz quem procura momentos de felicidade, quem luta por uma vida harmoniosa e quem pensa na felicidade como algo concretizável. É feliz quem acredita ‘que nada nos cai do céu’ e que, se temos ‘uma ajudinha’ da sorte, é porque já trabalhamos muito por merecer algo e, a recompensa é mais um momento positivo.
 
 
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