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“Não há filho como o primeiro”!

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14-04-2014 - 22:04
Com todos os “erros”, expectativas, sorrisos e lágrimas, não há duas crianças iguais, cada filho ocupa o seu lugar na família, mas o primeiro acaba por orientar todo o processo!
 
Partindo do pressuposto de que, o primeiro direito da criança é ser desejada, importa ter em atenção que, para além da decisão familiar, essa opção acaba por ser também um acto social, isto porque, muito mais do que um casal viver o nascimento de um filho, o grupo envolvente tem sempre “uma palavra a dizer”, senão vejamos alguns pontos que reunimos!
 
A chegada do primeiro filho…
 
Anunciada a novidade do nascimento do primeiro filho, o casal vive intensamente cada passo. Conta aos familiares, depois aos amigos, sendo que, à medida que a barriguinha cresce, todas as pessoas ficam a saber a “novidade” e a sentir-se preparadas para dar a sua opinião…
 
A mãe pesquisa tudo o que pode para que a gravidez decorra dentro da máxima normalidade. Segue os conselhos dos especialistas envolvidos no processo, lê o que pode, compra o que consegue e o que lhe é permitido para assegurar que nada vai faltar ao bebé. Enche-se de objectos de segunda necessidade como se de essenciais se tratassem, sente-se no centro do mundo. 
 
O marido quase que lhe oferece o ventre para poder dividir as primeiras sensações, os familiares oferecem presentes e fazem questão de alertar para os perigos do parto. As amigas, sempre presentes, sugerem, indicam, assustam e daí por diante! A primeira gestação acaba por ser um acto colectivo em que a futura mãe, que pouco sabe da matéria, se vê num mundo completamente novo e a aceitar todas as indicações com mais ou menos pressão, tentando controlar a ansiedade. 
 
Cada mês é passado a desfrutar cada movimento, cada sensação e a tentar projectar o futuro do ser que se prepara para chegar ao mundo. A hora do parto está longe, por isso, nada como apreciar cada etapa com rigor e atendendo à sabedoria dos demais.
 
O casal vive a gravidez, mas sempre na expectativa do que os outros possam indicar e criticar… O medo e a ansiedade são só marcos do primeiro nascimento na maioria dos casos.
 
Chegado o momento de conhecer o novo membro da família, medos atrás de medos fazem os sonhos de querer proteger o bebé indefeso. Os amigos e familiares continuam bem presentes e a recordar que, o bebé terá de ser independente o quanto antes, de ir para o infantário, de se socializar, de tirar as fraldas, comer sozinho e daí por diante. Os pais, aterrorizados com a pressa do processo, fazem tudo para que, a chegada do seu primeiro filho seja um momento especial e duradouro e, muitas vezes, adiam as etapas para contrariar a pressa que não se entende…
 
Na gravidez do segundo filho…
 
A notícia chega aos demais como algo “normal, pois já tinham um e, ter um filho só, é pouco”… Os presentes passam a ser substituídos pelos “restos” que andam lá por casa de outras crianças, os alertas passam a definir-se como “agora é que vais ver o que é bom”! A gravidez é interminável, os meses nunca mais passam para poder conhecer o novo rebento, as pesquisas passam a ser substituídas pela preocupação de adaptar os irmãos, já que o filho mais velho vai ter de acolher mais um elemento. O quarto do bebé passa a ser o resultado do empenho criado para o irmão, pois mesmo de sexo diferente, o novo bebé “terá de se adaptar ao que já existe porque a vida está difícil para ter dois filhos”…
 
Ao invés de se passar duas ou três vezes a roupa por água, chega-se à conclusão de que, uma só passagem já evita irritações na pele, percebe-se que, o mobiliário de bebé não faz assim tanta falta, porque na hora de mudar fraldas, basta ter tudo à mão e funcional!
 
O primogénito rapidamente sai da sua cama de grades para a oferecer ao irmão e, sem problemas, adapta-se à sua cama grande. Terá de deixar rapidamente as fraldas para reduzir custos e, deixar a casa livre para o bebé, pelo que, já está inscrito na creche! Para reduzir a mensalidade, inscreve-se logo o bebé que, mais cedo ou mais tarde, também terá de seguir as pisadas do irmão!
 
A mãe, já mais experiente, salta consultas porque está tudo bem e já sabe muito mais acerca do processo e, o pai já não vai assistir a todas as ecografias, pois tem de assegurar o posto de trabalho para manter as despesas familiares…
 
As actividades com crianças, afinal são muito desgastantes e, é melhor dar espaço aos desenhos animados, pois não há criança que não veja o Ruca e o Pocoyo! Coloca-se uma televisão no quarto para poder estar um pouco à vontade enquanto eles se divertem!
 
Afinal “que parvoíce limitar os horários dos desenhos animados”!
 
O novo rebento chega a casa e, a confusão instala-se! De repente, parece que tudo o que era um processo lento e a preservar, se tornou numa pressão enorme. O bebé com quatro meses, já tenta gatinhar, enquanto que o irmão só começou a andar com mais de um ano! Não se oferece a chupeta porque é difícil o processo de retirada e, se possível, vai ao bacio com nove meses, pois o irmão andou “aos trambolhões com as fraldas imenso tempo”!
 
Aos seis meses, vão os dois para a escolinha porque lhes faz bem e, os pais precisam de algum tempo livre para poderem estar sem a preocupação de ter de ensinar aos mais pequenos e, o processo segue a um ritmo alucinante sem tempo para os ver crescer!
 
Chega a notícia da chegada da menina…
 
Os amigos ficam radiantes, mas… “ui, dois tão pequenos e mais uma”!
 
Tudo o que existe em casa vai servir para a menina, à excepção das roupas, mas a amiga tem o enxoval completo que vai dar jeito. Com uma passadinha por água, está feito!
 
A gravidez passa ao sabor do tempo a cumprir e, os manos dão tanto trabalho que, já passaram nove meses e, chegou a hora de ir para o hospital!
 
Ao invés de livros de aconselhamento já colocados de parte na segunda gravidez, vai um telemóvel ligado à Internet para mostrar a foto no Facebook, pois as amigas precisam de apreciar a menina! Fala-se do quanto é bom estar no hospital uns dias e deixar os meninos com a família, pois o cansaço acumulou-se e, pensa-se em quem vai ajudar a partir daí, pois três filhos, não é tarefa fácil!
 
Colocam-se jogos no quarto que será para os três até que a mana cresça mais um pouco, os amigos fornecem mais material lá de casa, mesmo que não faça falta, mas limpam as garagens e, a casa fica num caos!
 
Cada um no seu nível de escola, mas todos a frequentam, pois dar mama até aos 12 meses? Foi para o primeiro porque se desconheciam muitas coisas! O melhor é mesmo levar logo o biberão para a maternidade como se fez com o segundo!
 
A chegada a casa é uma alegria enorme, sobretudo porque, num espaço de quatro ou cinco anos, o primeiro filho sossegadinho ganhou dois manos e, todos querem atenção, contar o dia e mostrar habilidades…
 
O processo muda de filho para filho porque é impossível manter a inocência quando se aprendeu tanta coisa, mas o amor é dividido, as sensações são únicas e, vale a pena viver a experiência, pois realmente, o primeiro é sempre o mais complicado e, depois de entrar na engrenagem, é seguir em frente sem culpas, medos ou dramas, é sentir!
 
Há quem afirme que, o primeiro filho é para a sociedade, os restantes são o prazer e as decisões dos pais…?
 
 
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